Escolhidos para você

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Halloween ta chegando e como é um dos dias que eu mais gosto do ano inteiro, e boa gótica suave que sou, venho aqui trazer algumas indicações de filmes para você deixar esse seu dia mais aterrorizante. Se liga na lista ai então, pra gente sair um pouco dos clássicos de palhaços e assombrações fantasmagóricas ou aquele bom e velho serial killer.

1 – Kairo (2001)

É um filme lento e que demanda bastante atenção, não vou mentir, mas olha, é uma obra de ficar com muito medo! É um filme de horror piscológico muito punk e que valoriza muito cenas de sustos, que quando vem, são pra deixar até o cachorro com medo.

2 – Kokuhaku/Confissões (2010)

Outro filme japonês, muito bom pela sua trama inesperada e voltas no roteiro! Eu diria que esse filme é mais de drama do que de horror, mas mesmo assim vale a pena ver nesse halloween para ficar levemente tenso. A trama gira em torno de uma professora que desiste de lecionar pois sua filha havia morrido afogada na piscina da escola. Mas é ai que o filme começa a mudar, será que foi um simples acidente mesmo? Fica ai a pergunta para você responder vendo o filme.

3 – Autópsia (2016)

Um filme de terror que tem um viés mais aflitivo, ou seja, tem sustos, da medo, mas você vai passar bastante aflição vendo ele, não recomendo para corações fracos. Um corpo misterioso chega para dois legistas que tem a missão de descobrir as causas das morte e a identidade daquele pobre pedaço de presunto. Porém coisas estranhas começam a acontecer durante a investigação da dupla.

4 – Hereditário (2018)

Com toda a certeza, um dos filmes de terror mais perturbadores que eu já vi na minha vidinha. O Terror é sutil e vai se desenvolvendo ao longo do filme, e é claro que o seu nível de medo também. A história gira em torno da família de Annie e uma antiga assombração que sempre esteve ali a espreita.

5 – Us/Nós (2019)

Um dos filmes do gênero mais recentes. Não apenas só um monte de sustos e coisas para te deixarem com medo, ele ainda trás uma mensagem muito profunda por trás. A primeira vista pode ser um pouco difícil de entender, mas ele é um daqueles filmes que vai gerar aquela gostosa roda de discussão. Recomendo bastante

Pronto para conhecer o lado mais sombrio do Vaticano? Em Exorcismo: O Ritual Romano, novo lançamento da DarkSide® Books no selo Graphic Novel, o leitor encontrará padres com passados tenebrosos, segredos de confissão expostos, escândalos, sacerdotes perturbados, exorcismos frequentes e um grande mistério a ser resolvido.

A história começa com o padre John Brennan entrando no quarto de uma jovem possuída, na Amazônia. Depois de ouvir todas as barbaridades do demônio que a controla, Brennan finalmente consegue libertá-la. Apesar de ser considerado um dos melhores exorcistas, o padre vive uma crise existencial desde que perdeu o seu melhor amigo e quase foi excomungado.

Mas depois que um bispo morre de forma inescrupulosa, John Brennan foi convocado para voltar à Roma e afrontar o mal que assola aquele lugar sagrado. Algo está colocando em risco a igreja Católica como a conhecemos e muitos consideram este padre um traidor. A alta cúpula da Igreja não cofia em sua presença, porém Brennan é a última esperança.

O que achei da história

Não sou religiosa, mas me interesso por histórias em que a imagem do catolicismo e da Igreja é distorcida. E Ritual Romano cumpre bem esse papel; 24tanto que o autor teve dificuldades para encontrar uma editora que publicasse esta obra. A edição traz a história completa (em capa dura) e alguns extras como estudos de ilustração, além de um prefácio assinado por Paco Plaza, diretor e roteirista de REC.

E já que estou falando sobre a edição, tenho que compartilhar que adorei as ilustrações do Jaime Martínez e a paleta de cores que a Sandra Molina usou para dar vida à história. São cores escuras (azul frio, preto perturbador, manchas vermelhas) que combinam e representam as sombras que espreitam o Vaticano.

E no final, El Torres compartilha o processo criativo e a equipe que o ajudou. Também comenta sobre as suas pesquisas na hora de escrever esta história; ele usou como pano de fundo um caso real. O desaparecimento misterioso da jovem Emanuella Orlandi em 1983; muitos pensam que foi um caso de estupro que terminou em morte.

Gostei! Já leram?

 

E aí pausadores, prontos para levar bastante susto? Esta última sexta-feira fomos conferir a 1ª Horror Expo Brasil. A maior feira de horror da América Latina enfim chegou ao Brasil para deixar todos nós aterrorizados. E estou falando sério, pois a feira consegue reunir as maiores lendas e expoentes do ramo do cinema, séries e atrações capazes de causar medo.

A Horror Expo Brasil 2019 acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, de 18 a 20 de outubro, das 12hs às 22h, em São Paulo. Com 3 pontos principais a serem explorados pelos visitantes: Palco Horror Expo, Horroe Talks e Cinema Horror Expo.

Sobre o evento

O espaço do evento estava bem amplo. Apesar de não ter sido utilizado todo o pavilhão, a área era bem grande e permitia ter corredores espaçosos. Entretanto a área dos estandes era pequena, bem como a da praça de alimentação. Mas deixarei para falar desses pontos mais adiante, tanto os positivos como os negativos.

Achei que o evento seria um nível assustador elevado, com ambientes bem darks, só que obviamente não poderia o ser. Com tudo muito bem iluminado (sacou a referência?), era impossível pegar no sono e ter pesadelos. Os pesadelos eram no mundo real mesmo com as diversas esculturas de terror, inclusive, esculturas estas que pertencem ao famoso Museu do Horror. A melhor parte desta área é que você pode utilizar um leitor de QR code para ter experiência em realidade aumentada, onde as esculturas ganham vida.

Havia também estandes com clássicos ambientes de histórias de terror, principalmente os de Stephen King. O quarto e o banheiro de Doutor Sono estavam à disposição do público para fazerem fotos. Enquanto isso, em outro estande tínhamos a companhia de Annabelle ou então da freira possuída no de Lendas Urbanas. Não esquecendo da presença do boneco do Fofão.

Havia muitas outras esculturas de terror e ambientes de interação, como por exemplo um labirinto do terror. Mas os ônibus do Apocalipse eram a melhor parte. Foram utilizados ônibus antigos da cidade de São Paulo, os quais foram estilizados e grafitados. Os mesmos estavam com diversos figurantes fantasiados e maquiados, prontos para dar sustos nos visitantes. Sério, você sai de lá tremendo de medo!

Além disso, havia diversos produtos para os fãs. Desde antigas fitas VHS com os melhores clássicos do terror, até pingentes e adereços como mini esqueletos de diabretes. Havia também quadros de alienígenas, esculturas de monstros, fantasias, roupas darkness, makes e acessórios, máscaras e claro, muitos outros assustadores artistas para interagir com você.

Pontos positivos

Bom, de início gostaria de dizer que o ambiente até estava tranquilo e comportava a quantidade de pessoas para uma sexta e primeiro dia de evento. Como disse antes, corredores amplos permitiam boa locomoção.

Havia também uma considerável quantidade e variedade de estandes para olhar e comprar coisas. O que para uma primeira edição é muito bom. Você não sente se enjoar de ver as coisas expostas. O que me lembra que, nessa feira em específico, os itens a venda eram bem singulares comparados aos de outros eventos. Sendo assim uma boa oportunidade para adquirir algo.

A interação com o público por parte dos figurantes fantasiados também estava muito boa. O tempo todo uma bruxa de patins passava pelos corredores, mexia com as pessoas, tirava self e dialogava. Enquanto outros passavam e pregavam sustos nos mais desprevenidos. Por falar nisso, fomos pegos desprevenidos com a ilustre presença de Mick Garris, roteirista e produtor de diversos filmes de terror. Ele estava andando pelo evento em meio ao público. Uma oportunidade sem igual para os fãs poderem registrar com selfies, fotos e autógrafos, e ainda poder trocar algumas palavras com ele.

Pontos a melhorar

A começar pelo site, creio que poderiam disponibilizar mapa do evento para os visitantes, em versão online mesmo. O que já me lembra que na própria entrada do evento não foi oferecido mapa do mesmo, bem como não vi nenhuma bancada ou quiosque ao estilo “posso ajudar?” Com isso, acabamos um pouco perdidos para iniciar a visita ao evento. Por exemplo, não sabíamos onde ficava o Palco Horror Expo, o Horror Talks e nem Cinema Horror Expo. Somente depois que conseguimos determinar onde estava o que. Mas até aí já havíamos perdido o horário para o workshop por exemplo. Estava defasada de sinalizações e indicações.

Aliás, não foi deixado claro como que o visitante poderia participar destes workshops. Se apenas basta chegar no local e pegar fila, pegar senha. Se é necessário alguma taxa de inscrição para bancar o workshop. Esses pequenos detalhes são muito relevantes. Aliás, o que vi bastante pelas redes é que o público considerou o valor de ingresso um pouco caro para poder ir à feira.

Quanto à alimentação, a variedade era mínima. Haviam poucas opções e para quem é vegetariano ou vegano então, as opções eram mínimas. Assim torna-se difícil visitar a feira sem ficar com fome. Ou sede, pois dos bebedouros disponíveis no local, apenas um reparei que estava a funcionar e com água.

Outro ponto que me chamou a atenção foi no Cinema Horror Expo. A tela onde os filmes eram exibidos ficava no mesmo nível do chão e consequentemente das cadeiras. Logo, muitas cabeças ficavam na frente da tela para quem se localizava ao fundo. E ali próximo desta área havia um espaço bem grande e não ocupado, se tornando assim mal utilizado. Poderia comportar vários food trucks, por exemplo.

Sendo assim, espero que a feira retorne no ano que vem e traga uma versão ainda melhor do evento para o público e fãs do terror.