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Eu amo livros de fantasia com elementos de suspense. Changeling foi o meu primeiro contato com a escrita de Victor LaValle e fiquei completamente envolvida com esta leitura. A trama foi bem desenvolvida e me deixou com aquela sensação assustadora de que alguém estava me observando enquanto eu lia.

Sobre a história

Apollo Kagwa tem alguns sonhos estranhos que o assombram desde a infância. Seu pai abandonou a família quando ele ainda era pequeno; apesar da sua mãe fazer tudo o que estava ao seu alcance para suprir essa ausência, esse sentimento de desemparo continuou afetando sua vida até a fase adulta. Quando ainda era criança, encontrou refúgio nos livros e decidiu fazer dessa paixão um negócio chamado Improbabilia. Ele começou a revender edições antigas e isto acabou se tornando a sua profissão.

As coisas começam a mudar quando ele conhece uma bibliotecária chamada Emma e se apaixona por ela. Felizmente o sentimento é recíproco e Apollo comemora quando descobre que a mulher da sua vida estava grávida. Ele se prepara pra oferecer o melhor para o seu filho e se tornar o pai que ele nunca teve. Nas primeiras semanas após o nascimento de Brian a vida parecia perfeita. O casal não podia deixar o trabalho de lado, mas isso não era problema. Apollo carregava Brian para todos os cantos e registrava todos os momentos que passavam juntos.

Algo começa a dar errado

Quando Emma retornou ao seu trabalho, após a licença maternidade, começou a agir de maneira estranha. Sua irmã associou esse comportamento à depressão pós-parto. No entanto, Emma tenta dizer que está bem e jura estar recebendo fotos do seu filho com mensagens de texto de algum desconhecido. Mas quando ela tenta mostrar essas provas para outras pessoas, essa mensagem desparece – como se nunca tivesse existido.

Emma planeja batizar Brian sem avisar Apollo, mas quando ele descobre a sua intenção se recusa e a coloca para fora de casa. Quando ele acorda, percebe que está amarrado. Sem entender o que estava acontecendo, ele se dá conta de que Emma estava matando o bebê. Ao tentar reagir e pedir ajuda, Emma o acerta com um martelo e foge pela janela.

Vale a pena ler?

Vou parar de falar sobre a história para evitar spoilers que comprometam a sua experiência de leitura. E pode acreditar que a informação sobre esta ação de Emma não é nada se comparado o que está por trás desse mistério todo. Changeling me deixou sem palavras! É um livro de terror com fantasia e tem várias referências de contos de fadas.

Apollo tem todas as características que me atraem, é inteligente e faz de tudo para agradar aqueles que ama. Ver o seu esforço para ser um bom pai e viver ao lado do seu filho, momentos que nunca teve quando era criança, é lindo. Só que quando chegamos na parte crítica da história, quando o pior acontece, entendemos os perigos das mídias sociais. Apollo gostava de compartilhar fotos e situações ao lado de Brian, mas não fazia ideia de que a tecnologia se tornaria um inferno na sua vida.

Não posso deixar de citar que gostei das referências usados pelo autor e das duras críticas raciais presentes na obra. É uma história que precisa ser sentida! A verdadeira mágica de Changeling não está nas criaturas que aparecem (trolls, bruxas, pactos), mas sim no amor de um pai que é capaz de fazer de tudo para proteger a sua família.

Apenas leia!
Fonte: Sai da Minha Lente

Pronto para conhecer o lado mais sombrio do Vaticano? Em Exorcismo: O Ritual Romano, novo lançamento da DarkSide® Books no selo Graphic Novel, o leitor encontrará padres com passados tenebrosos, segredos de confissão expostos, escândalos, sacerdotes perturbados, exorcismos frequentes e um grande mistério a ser resolvido.

A história começa com o padre John Brennan entrando no quarto de uma jovem possuída, na Amazônia. Depois de ouvir todas as barbaridades do demônio que a controla, Brennan finalmente consegue libertá-la. Apesar de ser considerado um dos melhores exorcistas, o padre vive uma crise existencial desde que perdeu o seu melhor amigo e quase foi excomungado.

Mas depois que um bispo morre de forma inescrupulosa, John Brennan foi convocado para voltar à Roma e afrontar o mal que assola aquele lugar sagrado. Algo está colocando em risco a igreja Católica como a conhecemos e muitos consideram este padre um traidor. A alta cúpula da Igreja não cofia em sua presença, porém Brennan é a última esperança.

O que achei da história

Não sou religiosa, mas me interesso por histórias em que a imagem do catolicismo e da Igreja é distorcida. E Ritual Romano cumpre bem esse papel; 24tanto que o autor teve dificuldades para encontrar uma editora que publicasse esta obra. A edição traz a história completa (em capa dura) e alguns extras como estudos de ilustração, além de um prefácio assinado por Paco Plaza, diretor e roteirista de REC.

E já que estou falando sobre a edição, tenho que compartilhar que adorei as ilustrações do Jaime Martínez e a paleta de cores que a Sandra Molina usou para dar vida à história. São cores escuras (azul frio, preto perturbador, manchas vermelhas) que combinam e representam as sombras que espreitam o Vaticano.

E no final, El Torres compartilha o processo criativo e a equipe que o ajudou. Também comenta sobre as suas pesquisas na hora de escrever esta história; ele usou como pano de fundo um caso real. O desaparecimento misterioso da jovem Emanuella Orlandi em 1983; muitos pensam que foi um caso de estupro que terminou em morte.

Gostei! Já leram?

 

Semana passada tivemos a estréia de Coringa nos cinemas. Desde o início o filme tem sido muito polêmico. Não apenas sobre a boa representação do ator, mas as discussões foram mais a fundo chegando inclusive ao questionamento se o filme poderia influenciar o público ao ponto de “criar outros coringas”. Bem eu assisti o filme e vou contar tudo o que achei para vocês!

Fomos conferir o novo filme do Coringa

Eu confesso que não estava muito animada com esse filme no começo. Não estava botando muita fé na DC, porque a minha sensação – e a de muitos- é de que a empresa anda meio perdida sobre qual caminho deve seguir nos cinemas. Eles estão sempre se equilibrando entre o cômico e filmes família; e os filmes trevosos e realistas. Mas para mim a DC sempre foi o primo gótico da família dos quadrinhos, acho que eles deveriam  continuar investindo nesse caminho e foi o que eles fizeram em Coringa! Eu espero que agora, depois desse filme a DC tenha encontrado o seu rumo. E cabe a nós aceitar que a DC é sim um tipo de quadrinho e filme que não é para toda a família.

É muito difícil comentar se gostei ou não do filme Coringa, pois ao passo que ele é um filme incrível em visual, atuação e ambientação, ele é um filme que de deixa com mal estar, incomodado e pensativo.

O filme joga diversos assuntos que a sociedade não esta preparada para discutir ainda; e também não está muito preparada para lidar e dar suporte as doenças e distúrbios mentais. Esses assuntos ainda são muito delicados, e compreende-los é uma questão em andamento na nossa sociedade.

Joaquim Fenix, o coringa, começou o estudo de criação de seu personagem pesquisando diversas doenças e transtornos mentais. O que claramente vemos em sua atuação, o mais forte deles é  a risada descontrolada do personagem, que é referencia a um distúrbio chamado Risada Patológica. e Olha… a risada dele, que é sem dúvida alguma a característica mais marcante do coringa, DÁ MEDO. A jornada da perda de noção de realidade, e como o personagem vai sendo quebrado, e vai se quebrando também foi feita de maneira incrível. E ao mesmo tempo que vemos uma lado frágil, sem confiança, triste e pequeno ser quebrado, temos também a formação de um outro lado grande, confiante, completamente maluco se formando.

Fomos conferir o novo filme do Coringa

As musicas são incríveis, e funcionam de forma absurda com o filme. As letras complementam pensamentos e frases e situações do filme. Elas ajudam a trazer um tom de cinismo para o filme que funcionou muito bem.

O filme é um grande estudo e uma grande obra de reflexão a respeito de um dos personagens mais caóticos do mundo dos quadrinhos. O coringa é um personagem que trás esse tipo de sentimento dúbio para as pessoas. Temos a completa noção de que ele é um assassino, psicopata, maluco do mais alto nível, mas ainda sim é um dos vilões mais brilhantes que eu já conheci. e foi isso que senti nesse filme. Temos um personagem que é claramente maluco, psicótico e com as piores tendências assassinas, mas que também sabe mostrar uma genialidade, e sabe trabalhar dentro da sua loucura.

O filme é pesado e denso sim! E eu não indicaria para ninguém que tem filhos menores de 16 anos, ver esse filme. Por conta dos assuntos pesados que ele trata e da sua violência. Ele vem com essa pegada mais realista e mais obscura da DC que eu particularmente gosto. E se Joaquim Fenix não for ao Oscar com essa atuação… O Oscar é uma mentira!