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Como vocês estão? Hoje eu vim falar sobre um filme que chegou recentemente no catálogo da Netflix e causou burburinhos nas redes sociais. O Poço é um  thriller distópico e fala sobre o consumo de pânico e também sobre o individualismo X coletivismo.

 

Goreng (Iván Massagué) desperta em uma prisão verticalmente estruturada. Nesse encarceramento, um banquete luxuoso desce em uma mesa através de um poço central a partir do topo, concedendo que os presos de cada andar se alimentem por um breve período de tempo. Não sabemos quantos andares tem e nem mesmo temos uma noção de temporalidade, pois os presos mudam de níveis periodicamente. No entanto, quem está em cima consegue se alimentar e ter as melhores opções de comida; e conforme a mesa vai descendo, começa a luta pela sobrevivência com os restos

Vale a pena assistir?

SIM! Acho que foi um dos filmes mais sádicos que já assisti. É um filme sobre experimento social e apesar de ter outros títulos com uma premissa parecida – como Jogos Mortais (amo esta franquia) e até mesmo Uma noite de crime – o Poço traz muitas questões ideológicas. O filmefaz duras críticas sobre desigualdade social e a diferença de classe.

A cozinha desse filme é uma mistura do delicado, sofisticado e do bárbaro. Enquanto vemos um chefe de cozinha acariciando um presunto pendurado, ao som de um violino; pensamos que o banquete preparado é capaz de alimentar centenas de pessoas. Mas quando a mesa desce, nível por nível, nos desesperamos ao ver os presos engolindo o máximo que conseguirem antes do tempo deles acabarem. E quando falo que o filme é sádico e perturbador, é porque o medo e a crueldade acabam se tornando as únicas armas para a sobrevivência.

Mesmo que de forma incômoda, o filme alcança o seu propósito e nos faz refletir sobre as nossas ações. A fotografia sombria e claustrofóbica, entrega a sensação de angústia e solidão com maestria. Há várias metáforas presentes na trama e é possível comparar até mesmo com os pecados capitais.

Já assistiram?

Fonte: Sai da Minha Lente

Na última sexta-feira 13, a Netflix disponibilizou a série Coletivo Terror em seu catálogo. É uma antologia norueguesa e traz 6 histórias com perspectivas diferentes. São episódios curtos (30 minutos cada, aproximadamente) e todos possuem elementos de suspense/terror. São tramas que envolvem e apresentam assuntos oportunos. Apesar da intro de cada episódio estar conectada em uma viagem de ônibus, são histórias independentes.

Alguns episódios se destacam mais que os outros. Como no caso primeiro que foi o cartão de visitas para os Em Um Grande Sacrifício, acompanhamos uma família se mudando para uma nova cidade no campo; nesse local o comportamento dos moradores é algo singular. Logo de cara, vemos uma comunidade prestativa e esse episódio falar sobre relações de afeto. Bom, existe uma pedra mágica capaz de realizar desejos, mas para isso acontecer precisa de sacrifícios.

Outro episódio que gostei bastante, foi  “Escritor do mal” , pois faz uma dura crítica sobre o uso da tecnologia. Nesse episódio vamos conhecer uma jovem privilegiada que sonha em ser uma escritora. Tudo em sua vida é perfeito e isso causa irritação nas pessoas que convivem com ela. Entretanto, algo acontece e tudo começa a dar errado. A jovem começa a questionar sua própria realidade e até onde ela tem controle sobre sua vida.

Os seis episódios estão disponíveis e gostei da premissa da série. Por mais que tenha elementos característicos do gênero, o auge de Coletivo Terror é mostrar o que mais de humano esses enredos tem a nos apresentar. Perdeu a fé a humanidade? Então acho que você vai gostar da série.

Assim que Por Lugares Incríveis entrou no catálogo da Netflix corri para assistir. Estava ansiosa para conferir esta adaptação, pois esta leitura me emocionou bastante na época em que eu li.

Por Lugares Incríveis vai contar a história de Violet e Finch que se conheceram de uma forma bem inusitada: ambos estavam pensando em cometer suicido. Violet não consegue aceitar a tragédia que tirou a vida de sua irmã e Finch está lutando com a sua saúde mental. No entanto, entre tantas adversidades, eles acabam se aproximando e salvando um ao outro.

Essa afinidade surge quando um professor atribui uma tarefa em classe e eles precisam trabalhar em dupla. Logo percebem que o amor é a única coisa capaz de ampará-los; então fazem de tudo para se manterem estáveis através desse sentimento. Como eu disse no início da publicação, este livro mexeu bastante comigo na época em que eu li. É uma leitura que recomendo, mas gosto de deixar claro que contém gatilhos e assuntos extremamente delicados.

Vale a pena assistir?

Gostei da adaptação, principalmente do ator escolhido para interpretar o Finch. Acredito que o diretor Brett Haley conseguiu levar para as telas o que realmente importa. Ele trabalhou em questões importantes como: depressão, ansiedade, distúrbios alimentares, bullying e conseguiu fazer com que eu me emocionasse.

Parei de comparar o livro com o filme quando comecei a estudar cinema. Eu sei que inevitável fazermos algumas comparações, mas são formatos completamente diferentes. Não sei se é por conta da repercussão de Os 13 porquês, contudo senti que a depressão foi tratada de forma bem rasa em Por lugares Incríveis.

Theodore Finch quase não tem amigos e é chamado de aberração no colégio. As pessoas evitam conversar e costumam isolá-lo. Não conseguimos compreendê-lo logo de cara e é preciso empatia para entender a sua impulsividade. Finch tem transtorno bipolar e depressão, mas seu problema é negligenciado de todas as formas possíveis. Ele mora com a sua irmã mais velha e nem mesmo Kate consegue assimilar o seu problema. Assim como sua irmã, seus poucos amigos sabem que Theodore se afasta e se isola por algumas semanas, mas não sabem como ajudá-lo e aceitam quando ele diz que “está tudo bem”.

 

todo mundo tem a sua forma de lidar com a dor

Na primeira vez que eu li o livro, demorei para compreender esse comportamento. O personagem tem muitas camadas e é preciso paciência para entender que esse isolamento acontece depois de grandes oscilações de humor e emoções. No livro ele dormia por semanas e no filme isso foi trabalhado de um jeito diferente. Mas quando ele estava “desperto” só conseguia pensar em formas para tirar a própria vida.

Violet também está com dificuldades, pois perdeu a sua irmã em um acidente de carro e desde então não consegue seguir em frente. Ela não quer mais andar de automóvel, se afasta de suas amizades e faz de tudo para não ter que realizar tarefas que exigem interação no colégio. Embora a experiência de cada pessoa sobre o luto seja única, Violet não se dá conta de que está se entregando e desistindo de viver.

Theodore reconhece os sinais e sente que precisa salvá-la, no entanto ele também precisa de ajuda. Só que as pessoas não conseguem enxergar isto. Nem sempre conseguimos identificar o problema de alguém logo de cara. Não sabemos se a pessoa está enfrentando uma batalha interna, por isso precisamos ser empáticos na hora de abordar alguém. Eu gostei do filme! Ele está disponível na Netflix