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A Disney se viu obrigada a adiar todos os seus lançamentos, mas deu um jeito de continuar entretendo o público infantil com conteúdo inédito. Nas redes sociais oficiais da empresa, estão sendo postados vídeos de atores e dubladores contratados do estúdio fazendo contação de história. Alguns que já participaram são Elizabeth Olsen, a Feiticeira Escarlate da Marvel, contando uma história de Toy Story; Daisy Ridley, a Rey de Star Wars, contando uma história da saga; e Ginnifer Goodwin, a Branca de Neve de Once Upon A Time e dubladora da Judy de Zootopia, contando uma aventura da coelhinha.

 

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E além disso, também tem uma novidade muito legal para os fãs de Frozen. O Olaf, agora, pode se autointitular o mascote preferido da Disney, pois ele foi o escolhido para estrelar diversos curtas-metragens produzidos especialmente para a quarentena. A série se chama Em Casa Com Olaf e está sendo produzida diretamente das casas dos animadores. É, a Disney ta levando a sério esse papo de quarentena e isolamento, e você deveria levar também.

Em cada episódio, o boneco de neve aparece se divertindo sozinho de diversas maneiras. Todos estão sendo publicados no canal oficial da Walt Disney Animation Studios no YouTube, mas infelizmente ainda não há uma versão dublada nacional (acredito que seja questão de tempo, hehe!). Por enquanto, cinco vídeos já foram lançados. Assista todos no player abaixo:

Muito interessante essa iniciativa da Disney, pois não é apenas sobre oferecer conteúdo, e sim disponibilizar gratuitamente. O público agradece!

A Disney Studios BR promoveu uma exposição de Frozen na cidade de São Paulo, no Memorial da América Latina, como forma de divulgação do lançamento de Frozen II. O evento foi gratuito e, para garantir os ingressos, o público teve que se inscrever online. Poucos minutos depois do anúncio nas redes sociais, as entradas já estavam esgotadas. A minha amiga e cosplayer Babi Sparrow conseguiu comparecer ao local e contou tudo pra gente! Vem saber como foi:

O espaço Frozen II é um ambiente super rico e detalhado que proporcionou aos fãs do filme momentos únicos e emocionantes. O circuito contou com vários ambientes narrando a sequência do filme. Logo de início todos se encantam com a sala dos cristais rodeada de espelhos, com as estátuas da Elsa e Anna (as mesmas que tinham no stand Disney na CCXP 2019) e muita fumaça para você entrar no clima da história.

Em seguida, temos uma sequência com a carroça de cenouras do Sven, a sala da Elsa lutando contra o espírito de fogo, o barquinho onde a Anna e Olaf seguem no rio, a área do Olaf com um cenário incrível e vários mini Olafs para deixar suas fotos divertidas. Tudo muito “instagramável”!

Depois temos a sala onde a Elsa enfrenta o mar e todos podem ir pisando nos pisos que vão acendendo. Seguindo para a floresta onde simulam o espírito do vento e as folhas ficam voando. Todos os cenários são interativos e perfeitos para fotos, vídeos e boomerangs. A trilha sonora também não para por nenhum instante.

As paredes tem fotos e frases dos personagens e, para finalizar, ainda tem uma lojinha com vários produtos oficiais do filme. Tudo era muito bem sinalizado e todo o staff era eficiente. A parte que achei mais divertida foi a sala do Olaf e a floresta com as folhas voando.

Confira abaixo mais fotos da Babi junto com seus amigos e reparem que cada um está vestido de acordo com um personagem de Frozensquad goals.

Agradecimentos especiais à Babi que nos ajudou com esse post oferecendo a resenha e as fotos – aproveitem para seguir o trabalho dela como cosplayer a seguindo no Instagram @babisparrow.

Frozen II estreou nos cinemas brasileiros nos primeiros dias de 2020 e traz a continuação do primeiro filme, de 2013, mostrando a origem dos poderes de Elsa e mais sobre o passado do Reino de Arendelle. O longa é muito esperado pelos fãs da Disney, pois seu antecessor foi (e ainda é) um estrondoso sucesso e muito popular entre pessoas de todas as idades. Quem nunca cantarolou “lerigouuu” que atire a primeira pedra. Para vocês terem noção, a CCXP 2019 transmitiu o filme em primeira mão, um mês antes da estreia por aqui, e rolou até briga entre quem não tinha conseguido a pulseirinha para entrar na sessão. Bom, agora chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa: uma singela resenha e crítica da mais nova obra dos estúdios do rato mais famoso do mundo.

Começarei sem spoilers. Além de mostrar a origem dos poderes de Elsa e até mesmo a história de seu reino, o filme também traz um desfecho para a rainha. Nessa parte, a Disney acertou. Finalmente vemos Elsa se sentir aceita e pertencente a um lugar, afinal, quando a conhecemos no primeiro longa, ela é uma pessoa reclusa, reservada e angustiada por se sentir excluída e não a vontade entre seus próprios súditos e família. A música carro-chefe, Into The Unknown, mais uma vez é interpretada por ela, dublada originalmente por Idina Menzel e na versão brasileira por Taryn (que, vale dizer, está soando ainda melhor), e mais uma vez é a música que vai grudar na sua cabeça quando você sair do cinema. Acho que eu posso afirmar que é uma espécie de Let It Go 2, só que com menos carisma.

O visual da animação também é um ponto positivo, o espectador é capaz de ver com clareza até os flocos de neve caindo perfeitamente e com detalhes. Para os cosplayers, é um prato cheio, pois há muita variação de figurino. Elsa está deslumbrante com o cabelo solto e eu amei o vestido preto da Anna. Infelizmente, pelo menos para mim, os acertos acabam por aí. Para falar dos erros, precisarei soltar spoilers, então se você ainda não assistiu, pode parar por aqui, mas não vá com tanta expectativa ao cinema, hehe.

A comparação com o primeiro Frozen é inevitável e ao comparar não temos o mesmo impacto. O desenvolvimento de Frozen II é fraco e não emociona. Nem mesmo a cena da morte de Olaf, onde temos Anna cantando e sofrendo com a despedida, porém a gente só consegue pensar que obviamente o bichinho vai voltar em apenas alguns minutos e nem precisa de muito conhecimento para chegar nessa conclusão. E é dito e feito. Ah, o retorno dele também não comove. O mesmo ocorre quando vemos a morte dos pais de Elsa e Anna, tudo acontece rápido demais. Com as músicas, a mesma coisa. Frozen II é muito mais musical que o seu antecessor, mas as canções não cativam e não chegam nem aos pés da trilha anterior.

Outra coisa que incomoda é que o roteiro não faz o menor sentido. Tudo bem, estamos falando de um desenho, mas tem limite, né. A floresta que faz fronteira com Arendelle é mágica e possui os espíritos dos 4 elementos, porém cada um deles é “materializado” de uma forma diferente. Enquanto a água é um cavalo potente; a terra, gigantes de pedra; e o ar, plantas que voam (?); o fogo é uma salamandra minúscula – o famigerado alívio cômico/fofo que, por sua vez, já era ocupado pelo Olaf. No decorrer da história, descobrimos que Elsa foi o primeiro fruto entre uma mulher da tribo da floresta com o príncipe de Arendelle, ou seja, ela é a união dos dois povos e por isso foi digna de receber poderes desses elementais. Então, ela passa a ocupar o lugar do quinto elemento – que, no caso, fica entendido que é o gelo, o que não tem cabimento, pois o gelo não é um elemento e vem da água. Com Elsa na floresta, Anna se torna a Rainha de Arendelle e nós não temos nem uma coroação para contar história. Aliás, se você estava esperando um casamento, espere sentado junto com o Kristoff. O coitado passou o filme inteiro tentando pedir sua amada em casamento; no final, ela aceita, mas a celebração não ocorre.

Eu fui ao cinema sem esperar nada, então não saí decepcionada, mesmo porque a Disney tem essa fama entre os fãs de não mandar tão bem em suas sequências. Conclusão: é um filme ok, nada memorável, mas pelo menos é bem produzido, apesar de pecar no roteiro e desenvolvimento. Meu filho de 8 anos foi comigo e gostou, disse que tem bastante ação e por isso prefere este ao primeiro. Ele é o público-alvo, então talvez a opinião dele valha mais, hehe.