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Frozen II estreou nos cinemas brasileiros nos primeiros dias de 2020 e traz a continuação do primeiro filme, de 2013, mostrando a origem dos poderes de Elsa e mais sobre o passado do Reino de Arendelle. O longa é muito esperado pelos fãs da Disney, pois seu antecessor foi (e ainda é) um estrondoso sucesso e muito popular entre pessoas de todas as idades. Quem nunca cantarolou “lerigouuu” que atire a primeira pedra. Para vocês terem noção, a CCXP 2019 transmitiu o filme em primeira mão, um mês antes da estreia por aqui, e rolou até briga entre quem não tinha conseguido a pulseirinha para entrar na sessão. Bom, agora chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa: uma singela resenha e crítica da mais nova obra dos estúdios do rato mais famoso do mundo.

Começarei sem spoilers. Além de mostrar a origem dos poderes de Elsa e até mesmo a história de seu reino, o filme também traz um desfecho para a rainha. Nessa parte, a Disney acertou. Finalmente vemos Elsa se sentir aceita e pertencente a um lugar, afinal, quando a conhecemos no primeiro longa, ela é uma pessoa reclusa, reservada e angustiada por se sentir excluída e não a vontade entre seus próprios súditos e família. A música carro-chefe, Into The Unknown, mais uma vez é interpretada por ela, dublada originalmente por Idina Menzel e na versão brasileira por Taryn (que, vale dizer, está soando ainda melhor), e mais uma vez é a música que vai grudar na sua cabeça quando você sair do cinema. Acho que eu posso afirmar que é uma espécie de Let It Go 2, só que com menos carisma.

O visual da animação também é um ponto positivo, o espectador é capaz de ver com clareza até os flocos de neve caindo perfeitamente e com detalhes. Para os cosplayers, é um prato cheio, pois há muita variação de figurino. Elsa está deslumbrante com o cabelo solto e eu amei o vestido preto da Anna. Infelizmente, pelo menos para mim, os acertos acabam por aí. Para falar dos erros, precisarei soltar spoilers, então se você ainda não assistiu, pode parar por aqui, mas não vá com tanta expectativa ao cinema, hehe.

A comparação com o primeiro Frozen é inevitável e ao comparar não temos o mesmo impacto. O desenvolvimento de Frozen II é fraco e não emociona. Nem mesmo a cena da morte de Olaf, onde temos Anna cantando e sofrendo com a despedida, porém a gente só consegue pensar que obviamente o bichinho vai voltar em apenas alguns minutos e nem precisa de muito conhecimento para chegar nessa conclusão. E é dito e feito. Ah, o retorno dele também não comove. O mesmo ocorre quando vemos a morte dos pais de Elsa e Anna, tudo acontece rápido demais. Com as músicas, a mesma coisa. Frozen II é muito mais musical que o seu antecessor, mas as canções não cativam e não chegam nem aos pés da trilha anterior.

Outra coisa que incomoda é que o roteiro não faz o menor sentido. Tudo bem, estamos falando de um desenho, mas tem limite, né. A floresta que faz fronteira com Arendelle é mágica e possui os espíritos dos 4 elementos, porém cada um deles é “materializado” de uma forma diferente. Enquanto a água é um cavalo potente; a terra, gigantes de pedra; e o ar, plantas que voam (?); o fogo é uma salamandra minúscula – o famigerado alívio cômico/fofo que, por sua vez, já era ocupado pelo Olaf. No decorrer da história, descobrimos que Elsa foi o primeiro fruto entre uma mulher da tribo da floresta com o príncipe de Arendelle, ou seja, ela é a união dos dois povos e por isso foi digna de receber poderes desses elementais. Então, ela passa a ocupar o lugar do quinto elemento – que, no caso, fica entendido que é o gelo, o que não tem cabimento, pois o gelo não é um elemento e vem da água. Com Elsa na floresta, Anna se torna a Rainha de Arendelle e nós não temos nem uma coroação para contar história. Aliás, se você estava esperando um casamento, espere sentado junto com o Kristoff. O coitado passou o filme inteiro tentando pedir sua amada em casamento; no final, ela aceita, mas a celebração não ocorre.

Eu fui ao cinema sem esperar nada, então não saí decepcionada, mesmo porque a Disney tem essa fama entre os fãs de não mandar tão bem em suas sequências. Conclusão: é um filme ok, nada memorável, mas pelo menos é bem produzido, apesar de pecar no roteiro e desenvolvimento. Meu filho de 8 anos foi comigo e gostou, disse que tem bastante ação e por isso prefere este ao primeiro. Ele é o público-alvo, então talvez a opinião dele valha mais, hehe.

As aventuras das irmãs Elsa e Anna são sucesso desde o lançamento do primeiro filme em 2013. Tanto que as duas nem fazem parte da franquia Princesas Disney, e sim possuem uma franquia própria chamada Frozen (quem pode, pode!). Na semana passada, a sequência Frozen II estreou nos EUA e Europa, e é claro que o tio Mickey já esperava encher os bolsos, mas até ele se surpreendeu, pois o filme superou as expectativas e não só foi um sucesso estrondoso como também quebrou recordes!

Em sua primeira semana, Frozen II arrecadou mais de 350 milhões de dólares em bilheteria. Isso o torna a animação com a maior estreia global da história do cinema. Até então, quem detinha o título era A Era do Gelo 3.

Um detalhe importante que vale ressaltar é que Frozen II ainda não estreou no mundo todo, ou seja, esse valor ainda pode triplicar! No Brasil, por exemplo, o filme só chega aos cinemas em 2 de janeiro com o comediante Fabio Porchat reprisando sua versão nacional do amado boneco de neve Olaf.

Originalmente, Frozen é baseado no conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen “A Rainha da Neve”. Na versão Disney, a rainha da neve é Elsa, que precisa aprender a controlar seus poderes e, para isso, decide se isolar nas montanhas. Sua irmã mais nova, a princesa Anna, não aceita esse isolamento e acredita que pode ajuda-la, então vai atrás dela contando com o apoio de Kristoff e sua rena Sven e o boneco de neve Olaf. A história acabou se desenrolando em mais três curtas metragens que mostram o relacionamento das irmãs, agora governantes do reino de Arendelle. O novo filme, Frozen II, chega para nos mostrar a origem dos poderes de Elsa.

Enquanto Frozen II não chega por aqui, assista ao trailer abaixo e ouça a trilha sonora, que conta com nomes como Aurora e Panic! At The Disco, clicando aqui!

Desde o lançamento de Frozen, muito se especula sobre um par romântico para Elsa. A rainha de Arendelle termina o primeiro filme sem um interesse amoroso e isso foi suficiente para a internet começar a sugerir que ela deveria ter uma namorada e, assim, ser a primeira personagem LGBT da Disney. Na época, até sua dubladora, Idina Menzel, apoiou a ideia. Com o anúncio da sequência Frozen 2, os fãs acharam que agora seria a hora que Elsa sairia do armário. Porém, segundo uma das compositoras das canções originais do filme, Kristen Anderson-Lopez, não vai ser dessa vez:

“Há tantos filmes que definem a mulher pelo seu interesse amoroso. Essa não é uma história que queremos contar nesse momento”

Damares, por que você ta chorando?

É, portanto, podemos concluir que em Frozen 2 a Elsa continuará sozinha. E muito bem, obrigada. Por outro lado, não podemos dizer o mesmo sobre a sua irmã caçula e extremamente mais romântica, Anna. Recentemente, vazaram fotos das bonecas de Frozen 2, indicando que veremos o casamento de Anna e Kristoff.

Outras novidades envolvendo o novo longa foram confirmadas na convenção D23, que ocorreu há duas semanas na California. Os fãs presentes puderam conferir uma cena inédita. Nela, Elsa aparece ouvindo e seguindo uma estranha voz, que a leva para um cenário escuro onde ela resolve criar formas e desenhos com seus poderes de gelo.

Além disso, também na D23, os diretores Jennifer Lee e Chris Buck contaram que a história girará em torno da origem dos poderes de Elsa, o por quê Anna não foi agraciada com tais habilidades e qual foi o motivo da viagem dos pais delas no primeiro filme e que acabou tirando a vida do casal.

Frozen 2 estreia no dia 27 de novembro nos Estados Unidos, e no dia 2 de janeiro de 2020 nos cinemas brasileiros.