Escolhidos para você

43 posts encontrados na tag critica

Frozen II estreou nos cinemas brasileiros nos primeiros dias de 2020 e traz a continuação do primeiro filme, de 2013, mostrando a origem dos poderes de Elsa e mais sobre o passado do Reino de Arendelle. O longa é muito esperado pelos fãs da Disney, pois seu antecessor foi (e ainda é) um estrondoso sucesso e muito popular entre pessoas de todas as idades. Quem nunca cantarolou “lerigouuu” que atire a primeira pedra. Para vocês terem noção, a CCXP 2019 transmitiu o filme em primeira mão, um mês antes da estreia por aqui, e rolou até briga entre quem não tinha conseguido a pulseirinha para entrar na sessão. Bom, agora chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa: uma singela resenha e crítica da mais nova obra dos estúdios do rato mais famoso do mundo.

Começarei sem spoilers. Além de mostrar a origem dos poderes de Elsa e até mesmo a história de seu reino, o filme também traz um desfecho para a rainha. Nessa parte, a Disney acertou. Finalmente vemos Elsa se sentir aceita e pertencente a um lugar, afinal, quando a conhecemos no primeiro longa, ela é uma pessoa reclusa, reservada e angustiada por se sentir excluída e não a vontade entre seus próprios súditos e família. A música carro-chefe, Into The Unknown, mais uma vez é interpretada por ela, dublada originalmente por Idina Menzel e na versão brasileira por Taryn (que, vale dizer, está soando ainda melhor), e mais uma vez é a música que vai grudar na sua cabeça quando você sair do cinema. Acho que eu posso afirmar que é uma espécie de Let It Go 2, só que com menos carisma.

O visual da animação também é um ponto positivo, o espectador é capaz de ver com clareza até os flocos de neve caindo perfeitamente e com detalhes. Para os cosplayers, é um prato cheio, pois há muita variação de figurino. Elsa está deslumbrante com o cabelo solto e eu amei o vestido preto da Anna. Infelizmente, pelo menos para mim, os acertos acabam por aí. Para falar dos erros, precisarei soltar spoilers, então se você ainda não assistiu, pode parar por aqui, mas não vá com tanta expectativa ao cinema, hehe.

A comparação com o primeiro Frozen é inevitável e ao comparar não temos o mesmo impacto. O desenvolvimento de Frozen II é fraco e não emociona. Nem mesmo a cena da morte de Olaf, onde temos Anna cantando e sofrendo com a despedida, porém a gente só consegue pensar que obviamente o bichinho vai voltar em apenas alguns minutos e nem precisa de muito conhecimento para chegar nessa conclusão. E é dito e feito. Ah, o retorno dele também não comove. O mesmo ocorre quando vemos a morte dos pais de Elsa e Anna, tudo acontece rápido demais. Com as músicas, a mesma coisa. Frozen II é muito mais musical que o seu antecessor, mas as canções não cativam e não chegam nem aos pés da trilha anterior.

Outra coisa que incomoda é que o roteiro não faz o menor sentido. Tudo bem, estamos falando de um desenho, mas tem limite, né. A floresta que faz fronteira com Arendelle é mágica e possui os espíritos dos 4 elementos, porém cada um deles é “materializado” de uma forma diferente. Enquanto a água é um cavalo potente; a terra, gigantes de pedra; e o ar, plantas que voam (?); o fogo é uma salamandra minúscula – o famigerado alívio cômico/fofo que, por sua vez, já era ocupado pelo Olaf. No decorrer da história, descobrimos que Elsa foi o primeiro fruto entre uma mulher da tribo da floresta com o príncipe de Arendelle, ou seja, ela é a união dos dois povos e por isso foi digna de receber poderes desses elementais. Então, ela passa a ocupar o lugar do quinto elemento – que, no caso, fica entendido que é o gelo, o que não tem cabimento, pois o gelo não é um elemento e vem da água. Com Elsa na floresta, Anna se torna a Rainha de Arendelle e nós não temos nem uma coroação para contar história. Aliás, se você estava esperando um casamento, espere sentado junto com o Kristoff. O coitado passou o filme inteiro tentando pedir sua amada em casamento; no final, ela aceita, mas a celebração não ocorre.

Eu fui ao cinema sem esperar nada, então não saí decepcionada, mesmo porque a Disney tem essa fama entre os fãs de não mandar tão bem em suas sequências. Conclusão: é um filme ok, nada memorável, mas pelo menos é bem produzido, apesar de pecar no roteiro e desenvolvimento. Meu filho de 8 anos foi comigo e gostou, disse que tem bastante ação e por isso prefere este ao primeiro. Ele é o público-alvo, então talvez a opinião dele valha mais, hehe.

ESSA PUBLICAÇÃO CONTÉM SPOILERS

A primeira temporada de O mundo Sombrio de Sabrina, lidou com a velha disputa do bem contra o mal. Sabrina Spellman (interpretada por Kiernan Shipka ) teve que viver dividida entre o reino mortal e o sobrenatural. Ela não sabia se devia passar pelo batismo e ceder a Satanás ou abrir mão de seus poderes para viver ao lado dos seus amigos mortais. Sabrina finalmente escolheu a primeira opção, comprometendo-se a uma vida de magia. No entanto, mesmo escolhendo esse destino, ela tentar arrumar um jeito para continuar ajudando os seus amigos e familiares.

Ao escolher seguir a Igreja da Noite, Sabrina praticamente deixa a sua vida mortal para trás. E todo aquele desejo de ajudar as pessoas ao seu redor acaba perdendo o encanto. A jovem bruxa se envolve perigosamente com magia que ela não pode controlar, com a intenção de ajudar os outros, e não aprende nada com os próprios erros.

Sabrina é empoderada e luta pela igualdade na Igreja da Noite; ela não se importa com as tradições e mesmo não tendo muito apoio, desafia quem for preciso. Contudo, senti que ao incitar os privilégios de gênero dentro da Academia (mesmo sendo por uma causa justa), ela não fez por merecer. A não ser repetir e usar como argumentação que ela é Sabrina Spellman, filha de um ex Sumo Sacerdote. Acredito que se essa voz fosse de Prudence seria melhor aproveitada, mas vamos voltar a nossa protagonista.

SEUS AMIGOS MORTAIS FORAM IMPORTANTES NESSA NOVA TEMPORADA

Apesar de Sabrina escolher o lado sombrio e se afastar dos seus amigos mortais, eles foram relevantes para essa nova temporada. Susie passa por uma importante transformação e muda a sua identidade. E mesmo tomando essa decisão, continua sofrendo com preconceito e perseguições. Logo nos primeiros episódios, Theo (sua nova identidade) tenta entrar para o time masculino de basquete, porém encontra dificuldades. Mais uma vez, para compensar a sua ausência, Sabrina tenta ajudá-lo lançando alguns feitiços, enquanto Theo estava fazendo o seu teste. Por mais que tenha sido com a melhor das intenções, deixaram de lado a preocupação com o depois. Theo ainda é um péssimo jogador de basquete e mesmo assim é visto como uma estrela. No final das contas, de alguma forma, ele teve que encarar as consequências sozinho.

CHILLING ADVENTURES OF SABRINA

Roz é uma das minhas personagens favoritas da série e fiquei muito feliz com a sua participação nessa temporada. Ela acaba se aproximando de Harvey e vivendo aquele conflito interno sobre se apaixonar pelo ex namorado da sua melhor amiga. Entretanto, fiquei feliz pela naturalidade e a forma com que as duas amigas encararam essa fase. Roz é inteligente e determinada; teve uma momento que ela se deixou levar pelo emocional e quase colocou tudo a perder; mas foi madura o suficiente para identificar seus erros e tentar corrigi-los.

PERSONAGENS QUE MAIS GOSTEI

Gosto tanto do Ambrose! Elé maravilhoso e desejo que tenha mais destaque na próxima temporada. Da mesma forma que amo a Prudence! Sem dúvidas aquele coven só tem graça por causa dela. E o que dizer de Nick? Fiquei apaixonada pela aproximação dele com Sabrina.

Mas quem merece todo o destaque é a Madame Satã. Fiquei preocupada com o seu papel, pois ela não tinha muito o que fazer, já que finalmente a Sabrina está na Academia. Na primeira temporada, Wardwell serviu como mentora para Sabrina, encorajando-a para assinar o livro. Entretanto, ela descobriu que o Lorde das Trevas tem grandes planos para a metade bruxa e estes podem tirar a sua posição ao lado dele. Então, dessa vez ela irá encorajar a Sabrina para abraçar sua natureza de Luz e não alimentar os desejos de Lucifer.

RESUMINDO

Não vou mentir, gostei dessa nova temporada. Apesar disso, senti que não teve muita exploração da história. O principal conflito foi ver Sabrina tentando equilibrar sua natureza e isso deixou aquela sensação de vazio. Gostei das discussões presentes na trama, foi bom ver o Theo passando pela transformação, da mesma forma que gostei dos questionamentos feministas e sobre gênero.

Mas não gostei da forma com que Sabrina foi auxiliada para conseguir o que queria. Ela é impulsiva e apesar de ter boas intenções não aprende com os erros. Isso me faz pensar que ela não merece ganhar uma posição de destaque na Igreja da Noite. Também não apreciei a forma com que a imagem de Lucifer foi desenvolvida nessa fase. Ele passou a série manipulando as pessoas, com vários fiéis jurando lealdade. De repente, pessoas que sempre foram submissas, decidem enfrentá-lo e todas as suas ações foram questionáveis. Ele virou uma piada! Até mesmo as subversões religiosas que dominaram a primeira temporada parecem menos interessantes agora que não há muito o que rebelar.

Já assistiram? O que acharam?

No começo do ano já tivemos um grande lançamento da Disney, Wifi Ralph chegou para detonar a internet, mas será que detonou mesmo?

Assisti o filme e devo dizer que fiquei um pouco dividida. Eu sou super fã do primeiro filme, acho ele incrível demais, como apresentou ideias inovadoras a respeito de uma coisa tão simples e já esquecida por muitos, chamado fliperama. E esse esquecimento pode ser notado logo no início do filmes, ao invés de estar lotado como no primeiro filme, vemos que com o passar dos anos, as pessoas foram se “esquecendo” do Fliperama do Senhor Litwak, e cada vez menos gente aparece por lá. Claro, pois Detona Ralph também entrou na era da internet.

Como sempre Wifi Ralph trouxe novamente uma forma muito legal para se enxergar coisas simples como a internet. A forma como eles representaram, os usuários, vírus e os sites de compras, e outros, foi simplesmente genial. Você começa a usar a internet de uma forma um pouco diferente depois assistir o filme.

É claro que acena que eu mais queria ver era a interação da Vanellope, com as princesas da Disney, e vou admitir que não decepcionou. foi muito bom ver a Branca de Neve, e a Cinderela nas telonas. Foi muito bom ver todas juntas pois assim podemos ver de fato a evolução do conceito de princesa, e como ele foi evoluindo ao longo de todos esses anos. Como cada uma representa de forma impecável o retrato da sua própria era.

O filme tem um mensagem de amizade muito bonita, e que é realmente tocante. O único ponto de ressalva que eu tive, foi a mudança de plot excessiva, e que as vezes ficava um pouco cansativa, e que a essência do filme se parece muito com o do primeiro filme.

Porém o filme é uma aventura muito legal, e eu recomendo a todos!