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109 posts encontrados na categoria Lívia Jurkowitsch

Halloween ta chegando e como é um dos dias que eu mais gosto do ano inteiro, e boa gótica suave que sou, venho aqui trazer algumas indicações de filmes para você deixar esse seu dia mais aterrorizante. Se liga na lista ai então, pra gente sair um pouco dos clássicos de palhaços e assombrações fantasmagóricas ou aquele bom e velho serial killer.

1 – Kairo (2001)

É um filme lento e que demanda bastante atenção, não vou mentir, mas olha, é uma obra de ficar com muito medo! É um filme de horror piscológico muito punk e que valoriza muito cenas de sustos, que quando vem, são pra deixar até o cachorro com medo.

2 – Kokuhaku/Confissões (2010)

Outro filme japonês, muito bom pela sua trama inesperada e voltas no roteiro! Eu diria que esse filme é mais de drama do que de horror, mas mesmo assim vale a pena ver nesse halloween para ficar levemente tenso. A trama gira em torno de uma professora que desiste de lecionar pois sua filha havia morrido afogada na piscina da escola. Mas é ai que o filme começa a mudar, será que foi um simples acidente mesmo? Fica ai a pergunta para você responder vendo o filme.

3 – Autópsia (2016)

Um filme de terror que tem um viés mais aflitivo, ou seja, tem sustos, da medo, mas você vai passar bastante aflição vendo ele, não recomendo para corações fracos. Um corpo misterioso chega para dois legistas que tem a missão de descobrir as causas das morte e a identidade daquele pobre pedaço de presunto. Porém coisas estranhas começam a acontecer durante a investigação da dupla.

4 – Hereditário (2018)

Com toda a certeza, um dos filmes de terror mais perturbadores que eu já vi na minha vidinha. O Terror é sutil e vai se desenvolvendo ao longo do filme, e é claro que o seu nível de medo também. A história gira em torno da família de Annie e uma antiga assombração que sempre esteve ali a espreita.

5 – Us/Nós (2019)

Um dos filmes do gênero mais recentes. Não apenas só um monte de sustos e coisas para te deixarem com medo, ele ainda trás uma mensagem muito profunda por trás. A primeira vista pode ser um pouco difícil de entender, mas ele é um daqueles filmes que vai gerar aquela gostosa roda de discussão. Recomendo bastante

Semana passada tivemos a estréia de Coringa nos cinemas. Desde o início o filme tem sido muito polêmico. Não apenas sobre a boa representação do ator, mas as discussões foram mais a fundo chegando inclusive ao questionamento se o filme poderia influenciar o público ao ponto de “criar outros coringas”. Bem eu assisti o filme e vou contar tudo o que achei para vocês!

Fomos conferir o novo filme do Coringa

Eu confesso que não estava muito animada com esse filme no começo. Não estava botando muita fé na DC, porque a minha sensação – e a de muitos- é de que a empresa anda meio perdida sobre qual caminho deve seguir nos cinemas. Eles estão sempre se equilibrando entre o cômico e filmes família; e os filmes trevosos e realistas. Mas para mim a DC sempre foi o primo gótico da família dos quadrinhos, acho que eles deveriam  continuar investindo nesse caminho e foi o que eles fizeram em Coringa! Eu espero que agora, depois desse filme a DC tenha encontrado o seu rumo. E cabe a nós aceitar que a DC é sim um tipo de quadrinho e filme que não é para toda a família.

É muito difícil comentar se gostei ou não do filme Coringa, pois ao passo que ele é um filme incrível em visual, atuação e ambientação, ele é um filme que de deixa com mal estar, incomodado e pensativo.

O filme joga diversos assuntos que a sociedade não esta preparada para discutir ainda; e também não está muito preparada para lidar e dar suporte as doenças e distúrbios mentais. Esses assuntos ainda são muito delicados, e compreende-los é uma questão em andamento na nossa sociedade.

Joaquim Fenix, o coringa, começou o estudo de criação de seu personagem pesquisando diversas doenças e transtornos mentais. O que claramente vemos em sua atuação, o mais forte deles é  a risada descontrolada do personagem, que é referencia a um distúrbio chamado Risada Patológica. e Olha… a risada dele, que é sem dúvida alguma a característica mais marcante do coringa, DÁ MEDO. A jornada da perda de noção de realidade, e como o personagem vai sendo quebrado, e vai se quebrando também foi feita de maneira incrível. E ao mesmo tempo que vemos uma lado frágil, sem confiança, triste e pequeno ser quebrado, temos também a formação de um outro lado grande, confiante, completamente maluco se formando.

Fomos conferir o novo filme do Coringa

As musicas são incríveis, e funcionam de forma absurda com o filme. As letras complementam pensamentos e frases e situações do filme. Elas ajudam a trazer um tom de cinismo para o filme que funcionou muito bem.

O filme é um grande estudo e uma grande obra de reflexão a respeito de um dos personagens mais caóticos do mundo dos quadrinhos. O coringa é um personagem que trás esse tipo de sentimento dúbio para as pessoas. Temos a completa noção de que ele é um assassino, psicopata, maluco do mais alto nível, mas ainda sim é um dos vilões mais brilhantes que eu já conheci. e foi isso que senti nesse filme. Temos um personagem que é claramente maluco, psicótico e com as piores tendências assassinas, mas que também sabe mostrar uma genialidade, e sabe trabalhar dentro da sua loucura.

O filme é pesado e denso sim! E eu não indicaria para ninguém que tem filhos menores de 16 anos, ver esse filme. Por conta dos assuntos pesados que ele trata e da sua violência. Ele vem com essa pegada mais realista e mais obscura da DC que eu particularmente gosto. E se Joaquim Fenix não for ao Oscar com essa atuação… O Oscar é uma mentira!

Faz algum tempo já que série Chernobyl lançou e já fez um enorme sucesso. Porém são trabalhos como esses, que a HBO realizou que me dão vontade de vir e indicar para vocês; ainda mais quando se trata de um assunto tão importante. Não só para nosso conhecimento, mas para o mundo inteiro. Então pegando um pouco do embalo do Emmy que rolou nesse final de semana, vou contar um pouco o que achei da série.

Gostaria primeiro de ressaltar aqui o imenso cuidado da HBO em recriar cidades, locais e até mesmo os personagens com uma perfeição e similaridade tão grande e precisa, na medida do possível, que olha, eles estão de parabéns, a série conta com grande atores, como Stellan Skarsgård e Jared Harris. Pesquisem depois, como os atores são similares aos seus respectivos na vida real. Inclusive a série recebeu muitos elogios de sobreviventes e parentes de pessoas que viveram essa grande catástrofe.

Insista que vale a pena

A série começa lenta. Os dois primeiros episódios são burocracia pura na sua cara; que era o que acontecia e ainda acontece na antiga União Soviética e atual Rússia. Porém toda essa burocracia começa a valer a pena depois desses dois episódios. Conforme o problema vai se alastrando e você vai se tocando de que aquilo tudo realmente aconteceu, começa a bater um desespero, que eu particularmente vi a série inteira no mesmo dia.

É realmente desesperador ver qual é o preço de uma mentira. Como a própria série realça diversas vezes. A imersão da série é tão grande que faz você começar a conversar com a tela. Para mim, minisséries como essas, são super importantes, para nos relembrarmos do erros do passado e tentar não deixar que se repitam. Vale muito a pena ver a série e entender um pouco mais da Rússia, da União Soviética e do próprio acidente mesmo. A série é mais como uma aula de história bem dada, e materiais assim merecem a atenção de todos!

Chernobyl faturou 3 Emmys nesse final de semana, como Melhor Mini Série, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.