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18 posts encontrados na categoria Crítica

Semana passada estreou a continuação de Godzilla, lançado em 2014, e bem, eu não sei nem o que dizer, apenas sentir. Sou fã do Rei dos monstros  há bastante tempo, e estava bem ansiosa para ver esse filme, porém o pior aconteceu.

Quando eu vejo um trailer, onde me prometem pelo menos 12 titãs lutando no meio de uma cidade, eu vou no cinema esperando nada mais do que bichos lutando e destruindo tudo ao seu redor, ainda mais se um desses bichos for o Godzilla, que vem destruindo Tokyo desde 1954. Então o hype para ver uma grande lutas de monstros esta bem alto. Só que não foi bem assim que aconteceu.

O personagem principal do filme foi ofuscado por um trama muito chata e rasa de problemas familiares. Você não cria qualquer tipo de relação com os personagens, a não ser por aqueles que já haviam aparecido no primeiro filme. Ao invés de ver monstros lutando, ficamos mais da metade do filme acompanhando uma família interpretada por Kyle Chandler, Millie Bobby Brown e Vera Farmiga, que as atuações não são ruins, pelo contrário, o filme pecou no roteiro.

No meio do filme eu já queria que o Godzilla pisasse em todo mundo para que o filme finalmente focasse na luta dos monstros. O arco ficou extremamente repetitivo, com o Godzilla tendo que enfrentar diversos monstros e sempre perdendo, mas no final se recuperando. Fiquei realmente pensando se a família do primeiro filme tinha sido tão chata quando a do segundo, o que me fez ver o primeiro filme logo depois que sai do cinema o que só comprovou que não, o roteiro do Rei dos Monstros foi muito mal feito mesmo.

No primeiro filme temos sim o foco na família, porém ambas histórias caminham juntas, o arco familiar é simplesmente um pai tentando reencontrar sua família e no meio dessa jornada o Godzilla vai aparecendo, até ter o clímax da luta final com o Muto. Nesse segundo filme você mal vê o Godzilla inteiro, e isso demora pelo menos 1 hora de filme.

Resumindo, achei bem decepcionante, o filme não cumpriu a proposta de ter um MMA de Monstros Gigantes, que era o que eu gostaria de ver. A Trilha sonora quase não se fez perceptível, sem nenhum tema memorável. Infelizmente não foi dessa vez para o Rei dos Monstros, uma grande pena, já que foi a primeira vez que a humanidade se aliou de fato ao monstro mais fofo que eu conheço.

Esse fim de semana me dediquei inteiramente aos filmes de terror. Fazia algum tempo que eu não via um monte de filmes. A revelação dessa vez foi um filme que pessoalmente não sei se passou nos cinemas (Não me lembro de ter visto) mas que achei bem interessante, Maligno.

O filme gira em volta de Miles (Jackson Robert Scott), um menino que nasce no mesmo dia da morte de um psicopata. Desde criança Miles começa a apresentar um comportamento estranho e uma inteligência muito além da sua idade. Os pais, preocupados com o menino começa a investigar para entender o porque daquele comportamento, e a conclusão dele é muito boa.

O filme mescla dois assuntos que eu gosto bastante, o sobrenatural, com o medo de coisas reais, e um dos maiores de quase todos, do próprio ser humano. Deixo aqui minha parabenização especial ao ator de Miles, Jackson, que interpretou de forma brilhante seu papel, em certos momentos você realmente cogita ter medo de uma criança de 10 anos de idade. A atris Taylor Schilling (a mãe de Miles) também esta de parabéns pela sua performance. A atris é conhecida por estar em grande produções como Orange is the New Black e Argo. Taylor consegue passar a angustia de ter que lidar com uma pessoa que ela não reconhece mais, mas que ainda é o seu filho, e por conta disso vai tentar salvar a qualquer custo, mas que também sente um profundo desprezo por aquele ser.

O filme em si não da muto medo, porém te prende até o final, pois a curiosidade fala mais alto. Além do filme não tomar caminhos muito convencionais. Trilha sonora não foi nada de especial, porém não atrapalhou em nada.

Se você gosta de filmes que te deixam um pouco tenso, ou quer introduzir alguma pessoa ao gênero de terror, eu super indico começar por esse filme, pois o sobrenatural é tanto bastante presente como também bem sutil.

 

No começo do ano já tivemos um grande lançamento da Disney, Wifi Ralph chegou para detonar a internet, mas será que detonou mesmo?

Assisti o filme e devo dizer que fiquei um pouco dividida. Eu sou super fã do primeiro filme, acho ele incrível demais, como apresentou ideias inovadoras a respeito de uma coisa tão simples e já esquecida por muitos, chamado fliperama. E esse esquecimento pode ser notado logo no início do filmes, ao invés de estar lotado como no primeiro filme, vemos que com o passar dos anos, as pessoas foram se “esquecendo” do Fliperama do Senhor Litwak, e cada vez menos gente aparece por lá. Claro, pois Detona Ralph também entrou na era da internet.

Como sempre Wifi Ralph trouxe novamente uma forma muito legal para se enxergar coisas simples como a internet. A forma como eles representaram, os usuários, vírus e os sites de compras, e outros, foi simplesmente genial. Você começa a usar a internet de uma forma um pouco diferente depois assistir o filme.

É claro que acena que eu mais queria ver era a interação da Vanellope, com as princesas da Disney, e vou admitir que não decepcionou. foi muito bom ver a Branca de Neve, e a Cinderela nas telonas. Foi muito bom ver todas juntas pois assim podemos ver de fato a evolução do conceito de princesa, e como ele foi evoluindo ao longo de todos esses anos. Como cada uma representa de forma impecável o retrato da sua própria era.

O filme tem um mensagem de amizade muito bonita, e que é realmente tocante. O único ponto de ressalva que eu tive, foi a mudança de plot excessiva, e que as vezes ficava um pouco cansativa, e que a essência do filme se parece muito com o do primeiro filme.

Porém o filme é uma aventura muito legal, e eu recomendo a todos!