Escolhidos para você

Todo fã de Harry Potter já viu pelo menos 1 post comentando “erros” de continuidade ou de narrativas nos filmes, certo? Eu os vejo o tempo todo e as vezes até me fazem pensar, mas na maior parte do tempo eles só me deixam irritada mesmo, porque costumam ser “comentários” sobre coisas que não são erros e que basta ter um pouco de sutileza para entender o que o filme quis dizer “sem dizer” e os motivos para isso. Sejamos um fandon consciente, galera! 😉

“Hogwarts é um lugar seguro, mas todo ano alguém quase (ou efetivamente) morre por lá”

O primeiro suposto erro que costumo ver muito, e que deu origem à muitos memes é sobre a segurança de Hogwarts! Como os alunos podem praticar quadribol, um esporte tão perigoso, em uma escola, e como são mandados para a Floresta Proibida para cumprir castigos, onde se expõe à riscos mortais, sendo a escola um local tão tão seguro?

Quando, em Pedra filosofal, Harry e Hagrid estão indo comprar o material escolar de Harry, Hagrid afirma que não há lugar mais seguro, exceto Hogwarts. “Was no safety place, no one except for the hogwarts” (não há lugar mais seguro, nenhum, exceto por Hogwarts), mas basta aplicar a interpretação de texto básica para entender que se Hagrid está comparando a segurança de Hogwarts com a de um BANCO, um lugar onde você quer que seu dinheiro e seus pertencer fiquem seguros, ele está se referindo a lugar seguro para ter algo, lugar seguro para que ninguém lhe tire algo e não sobre segurança pessoal!

“Como os professores sabiam quem o monstro tinha levado para a Câmara Secreta?”

Outro dos questionamentos que eu sempre leio por aí é a respeito da afirmação imediata de que o monstro havia levado Gina Weasley para a Câmara Secreta assim que veem a mensagem sem ao menos consultar ou fazer uma chamada com os alunos. Essa é péssima, né? Os filmes, a grande maioria deles, não só Harry Potter, narram e mostram os acontecimentos mais relevantes para a história em foco, logo, OS PROFESSORES SABIAM que tinha sido a Gina a pessoa sequestrada pelo monstro, como eles sabiam é indiferente. Gina pode ter dito que ia ao banheiro e algum tempo depois alguma amiga foi atrás para ver o motivo dela não ter voltado, achou a mensagem e alertou os professores que ela estava naquele banheiro até pouco tempo atrás. Isso faz algum diferença para o enredo? NÃO! Logo é irrelevante gastar tempo de tela com especulações ou explicações desnecessárias.

“Por que a Fleur, mesmo tendo sido retirada da segunda tarefa do Tribruxo antes de completar a mesma, pôde continuar no torneio?”

Na primeira tarefa, caso você não conseguisse pegar o ovo, você não teria a chance de decifrar a pista para a próxima tarefa, logo coletar o ovo e decifrar a pista eram “objetivos” da tarefa. Na segunda, com a dica do ovo em mãos, você saberia o que procurar o lago e como, sem ela você chegaria lá e não saberia o que faz mesmo que soubesse coo respirar debaixo d’água. Já a tarefa do lago recebeu pontos pela sua execução, conforme Dumbledore anuncia aós o final dela, mas ela não oferecia nenhuma pista ou impeditivo para a próxima tarefa. O labirinto foi uma surpresa para todos, ou deveria ter sido. O erro que enxergo no filme é não ter feito a entrada no labirinto de acordo com a posição deles no placar, conforme o livro cita.

“Sendo a família Black tão preconceituosa com quem não era puro sangue, como poderiam eles morar em um subúrbio trouxa, em Londres?”

Além de preconceituosa e com mania de grandeza, a família Black era também outra coisa: Antiga! A Londes do início do século passado, ou dos anteriores, era morada de famílias com certo poder aquisitivo e oferecia facilidades que outros locais, como Ottery St Catchpole jamais ofereceria. Somado a isso o fato de que nem sempre os bruxos viveram escondidos e a perseguição à eles que já aconteceu, de acordo com a história, não é nada incomum eles viverem em Londres e não em um castelo, como famílias muito ricas, como os Malfoy, moravam. O Caldeirão Furado, fica em Londres, e de tão importante que é, se tornou a porta de entrada para o Beco Diagonal, quando os bruxos precisaram entrar na clandestinidade para se proteger. 😉

“Por que o Lembrol do Neville fica vermelho?”

Esse é o ERRO PROPOSITAL em relação aos livros mais sensacional de todos pra mim! Para quem já leu A Pedra Filosofal, a cena descrita lá é exatamente igual a do filme. Neville recebe um pacote de sua avó e nele há um lembrol, no que ele diz “é um lembrol, vovó sabe que sou esquecido. … Olhe aperte assim e ele fica vermelho, ah… você esqueceu alguma coisa”. TÁ! MAS O QUE O NEVILLE ESQUECEU? No livro, subentende-se que sendo ele alguém muito esquecido, com certeza ele esqueceu alguma coisa trivial, porém no filme BUM! A tão esperada resposta nos é dada! Todos estão sentados a mesa com seus uniformes completos, porém Neville está sem capa.

 

E ai pessoal, gostam de posts assim? Deixem um comentário com sugestões de posts que gostariam de ver por aqui!

E lá vamos nós outra vez! Primeiro post do ano e quando eu estava terminando de escrever eu perdi ele todinho! “Alô, é de 2019? Cê deixou um rabo de coisa ruim aqui pra trás, venha buscar, por favor!”. Bom, novo ano (não nova década, né Clay?) chegou e junto com ele chegou a hora de que? Maratonas! Não, não! Não aquelas de correr, que nem São Silvestre! Maratonas de filmes! Então nesse post eu vou te dar 5 motivos para maratonar Harry Potter nessas férias!

Era meu hábito, todo ano, encerrar a época de Natal/ Ano Novo maratonando os filmes de Harry Potter e iniciar o ano relendo todos os livros. Mas em 2018 eu quebrei a corrente e 2019 foi o que foi, então esse ano, apesar de não ter maratonado os filmes, estou iniciando já a leitura de Pedra Filosofal pra tentar garantir aquela vibração boa haha. Apesar do que muitos pensam, maratonar filmes que você já assistiu pode ser bem legal e te dar uma visão bem diferente das coisas. Eis alguns motivos pelos quais você deveria maratonar Harry Potter:

1. Rever conceitos

É muito interessante quando você reassiste ou relê Harry Potter e nota ou que entendeu algo que não havia entendido ou prestado muita atenção no passado, ou que alguma atitude com a qual você concordava você passou a discordar. Acontece muito! Afinal, você cresceu, passou por coisas na sua vida, situações que te tornaram mais empático com outras pessoas, ou que fizeram você ver que nem tudo é preto no branco como a maioria dos adolescentes pensa que é. A vida é cheia de cores e “porém’s” e isso se reflete muito quando você revisita cada “moral” aplicada em Harry Potter com novos olhos e nova cabeça.

2. Erros de gravação

Vai dizer que você nunca notou os erros de gravação nos filmes de Harry Potter? Eles são mais comuns em Pedra Filosofal e Câmara Secreta, pois, foram os filmes com os atores mirins mais inexperientes e com menor investimento total. A mais clássica pra mim é a “mão misteriosa com o relógio de ouro” que aparece em Pedra Filosofal segurando as costas da roupa do Rupert para que ele não saia andando na hora errada e atrapalhe a fala dos colegas de cena.

3. Cronologia

Em franquias grandes, como Harry Potter, que possui oito filmes, é comum assistir os filmes com um intervalo grande entre eles, o que as vezes deixa você sem muito parâmetro para perceber a evolução dos personagens e dos atores em cena. Dessa forma, talvez você mal tenha notado que em Relíquias da morte parte 2 houve um grande trabalho de maquiagem em Alan Rickman para gravar as cenas dos pensamentos de Severo Snape, pois, ele precisaria parecer quase vinte anos mais jovem, de modo que a cena linkasse com as demais dele naquela época que já apareceram em outros filmes.

4. Personagens secundários e cenários

 Quando você maratona uma saga como Harry Potter, você tem a possibilidade de dar mais atenção a personagens secundários, nos quais você não reparou muito de primeira, e que as vezes aparecem muito pouco em cada filme, mas que num todo, condensado, se mostram muito importantes. Tem a possibilidade notar também as sutis mudanças de cenário (como a sala comunal da Grifinória, o retrato da Mulher Gorda, o próprio Castelo de Hogwarts, etc) e consegue comparar também como a atmosfera (luz, fotografia, vestuário) mudam de filme em filme dependendo as vezes do diretor responsável (como na transição de Câmara Secreta para Prisioneiro de Azkaban) ou do próprio enredo.

5. É Harry Potter, né!

Quinto e último motivo para você maratonar Harry Potter é simplesmente porque É HARRY POTTER! A saga está no hall de uma das mais “maratonáveis” da história. Então pega lá a pipoca, se joga no sofá, chama ozamigo e azamiga Potterhead (e os que ainda não são também!) e BOA MARATONA!!!

Bônus

Vocês viram que a Netflix disponibilizou Harry Potter e a Ordem da Fênix, Enigma do Príncipe e Relíquias da Morte parte 1 no catálogo nacional, para somar com Relíquias da Morte parte 2 que já fazia parte do catálogo há algum tempo? Tá esperando o que? (não vale dizer que está esperando eles disponibilizarem os outros quatro heim haha).

 

Bora maratonar, então?

Que 2020 seja um ano mágico para todos nós pessoal! 😉

Beijos e até a próxima!

Fala galera, tutupom? Quinta feira, 12 de dezembro e isso quer dizer o que? O que? Isso mesmo! Que amanhã é sexta feira treze! Muaaaaa hahah Ninguém com triscaidecafobia aqui não, né? Então vamos falar um pouquinho dessa data tão curiosa e tão acercada por mitos e como ela se relaciona com Harry Potter! 😉 Aliás, alerta: esse post contém spoilers!

Contextualizando: o mito da sexta feira treze é, originalmente, uma miscelânea de diversos mitos. O primeiro deles remonta a crucificação de Jesus, que ocorreu numa sexta feira (conhecida hoje como sexta feira Santa) e o fato de que a fatídica ceia que culminou na traição de Judas e na crucificação de Jesus ter contado com treze discípulos. A soma dos dois fatores, sexta feira + treze, pode ter originado o mito do dia mais azarado do ano!

Outra hipótese histórica é de que o rei Felipe IV, monarca francês, ao se sentir ameaçado pela influência da Igreja na França, tenha requisitado a sua filiação à Ordem dos Cavaleiros Templários e que após a recusa dos mesmos tenha ordenado a perseguição dos templários numa sexta feira, treze de outubro de 1307.

Há ainda uma terceira hipótese e que para mim parece a mais válida, é a de que no processo de cristianização dos bárbaros na Europa medieval ocorreu a demonização da Deusa Friga, deusa do amor e da beleza, que passou a ser descrita como uma bruxa que toda sexta feira se reunia com onze feiticeiras e o demônio em pessoa (somando treze pessoas) para lançar pragas contra a humanidade, de modo a incutir medo nos resistentes seguidores e adoradores da deusa escandinava. (Fonte: Brasil Escola). Pausa para a hashtag #PPNtambémécultura !

Dito isso, onde entra o mito a cerca do número treze em Harry Potter? Bom, para aqueles que, como eu, sabem a história toda de cor, não é difícil lembrar de uma passagem em Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban onde, no almoço de Natal, Sibila Trelawney, a vidente incompreendida (leia esse post para entender), ao ver Harry e Rony se levantarem da mesa exclama: “Meus queridos, qual de vocês se levantou da cadeira primeiro? Qual?”, ao que Rony responde: “Eu não sei!”.

Ela estava prevendo que a “maldição dos treze“, que afirma que “quando treze comem juntos, o primeiro a levantar será o primeiro a morrer” estaria se abatendo sobre um dos meninos, porém ela é, mais uma vez, ridicularizada por McGonagall que afirma: “Duvido que vá fazer diferença, a não ser que o tarado da machadinha esteja esperando aí fora para matar o primeiro que sair para o saguão!”.

“Ah mas nem o Harry nem o Rony foram os primeiro da mesa a morrer! O Dumbledore morreu antes de todos eles!” TÁ AÍ AMADOS! Qual o ponto central de prisioneiro de Azkaban? Rabicho! O “querido amigo” traidor e culpado pela morte prematura dos Potter, que há doze anos estava escondido sob o disfarce de Perebas, o rato de estimação do Rony. Mesmo oculto pela sua condição de animago ele ainda aparecia como Pedro Petigrew no mapa do maroto, certo? Ele ainda era humano! Naquele ano e após as diversas investidas de Bichento, o gato de Hermione, contra Perebas, Rony o coloca no bolso, na manhã de Natal, antes de sair do dormitório, LOGO, quando Sibila chega para se sentar, crendo que será a décima terceira convidada à mesa, já existem treze pessoas sentadas. Entre alunos, professores, Harry, Rony, Mione e no bolso de Rony, Pedro Petrigrew!

Quando Sibila chega, Dumbledore, como cavalheiro que é, se levanta para recebê-la. “- Sibila, mas que surpresa agradável! – saudou-a Dumbledore, levantando-se.” LEVANTANDO-SE. Logo, ele é o primeiro a se levantar a mesa onde comiam treze e por tanto, mais tarde, cumprindo mais uma vez a profecia de Sibila Trelawney, o primeiro a morrer. #ShameOnYouMconagall!

Alguns anos depois, em Relíquias da Morte, das 14 pessoas que saem da casa dos Dursley no resgate de Harry, apenas doze voltam para A Toca. Mundungo e Olho Tonto não voltam, pois, Mundungo foge e Olho Tonto é morto ao ser derrubado da vassoura. Somando os doze com Gina e Molly, que já estavam n’A Toca, eles são quatorze, porém Kingsley vai embora antes de Gui servir à todos uma bebida em homenagem à morte de Olho Tonto Moddy. Não há uma mesa, nem uma refeição, mas são treze pessoas compartilhando aquele brinde juntos e Lupin é o primeiro a anunciar que está de partida para iniciar as buscas pelo corpo de Moddy e poucos meses depois, ele é o primeiro deles a morrer na Batalha de Hogwarts.

Coincidência? Talvez! Mas que deixa à todos pensativos, ah isso deixa, não é mesmo? JK Rowling é conhecida por não dar muitos pontos sem nó, então duvido que os fãs tenham sido os primeiros a notar essa suposta coincidência. Intencional ou não!

E vocês, o que acham? Vão começar a contar quantas pessoas tem na mesa agora antes de se sentarem? hahaha Boa sexta feira treze para vocês e abracem muitos gatinhos pretos por aí!