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22
maio
2018

Crítica – Deadpool 2

Postado em | Cinema, Crítica, HQ, Resenhas

Eu sei que estou devendo um post muito importante pra vocês! A resenha de Deadpool 2. Então, apesar de já ter passado um tempo da estreia, vou contar o que eu achei do novo longa do Mercenário Tagarela.

Expectativa: juro que tentei manter o mais baixo possível, até porque, o primeiro filme foi tão incrível e os trailers do segundo esconderam tanto que achei que seria legal, mas nem tanto.

Realidade: sai do cinema em puro êxtase. Até agora não consegui definir se gostei mais do primeiro ou do segundo. Acho que vou ter que rever a sequência mais algumas 8 vezes pra poder decidir! xP

Em Deadpool 2, quando o super soldado Cable chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiel escudeiro Dopinder.

Que filme, meus amigos! Ele é todo surpreendente, cheio de reviravoltas e quando você acha que acabou, lá vem mais surpresa. Se você não ficar atento o tempo todo, vai perder um trocadilho, uma piada – ou pior, uma referência. As zueiras continuam sem limites (coitada da DC) e as quebras da 4 barreira são pontuais e divertidas.

O longa conta com participações especiais surpresas, com personagens surpresas e com situações totalmente inusitadas. Apesar de todo o clima deprê criado logo no comecinho, o filme se desenrola de maneira natural e não fica cansativo em momento nenhum. As reações do Deadpool a tudo o que acontece a sua volta são absurdamente condizentes com o personagem, o que eleva Ryan Reynolds ao meu posto definitivo de ídolo supremo.

A ideia que envolveu a montagem a X-Force – inclusive seu desfecho – foi irretocável. Nada poderia ser mais Deadpool do que o grupo que ele montou e de tudo o que aconteceu até a equipe ficar com sua formação final. Estou ansioso para ver o time em um filme solo e quem sabe até mais alguns recrutamentos (ainda que já tenhamos percebido que RH não é o forte do nosso herói).

Vi algumas críticas comentando que em alguns momentos o filme tenta se fazer levar a sério e falha. Só tenho a dizer que cada pedacinho do filme foi pensado para os fãs do Degenerado Regenerado e em diversos arcos de Deadpool nos quadrinhos, existe mesmo essa dualidade entre seriedade e loucura e ela foi levada com maestria pra telona. Não da pra compreender a totalidade de Deadpool 2 sem conhecer o personagem fora do cinema. E nessas horas que eu fico feliz e orgulhoso por ser fã a tantos anos!

Agora se você acha que o filme acaba quando termina, pode esquecer. A cena pós crédito é simplesmente a melhor e mais genial de qualquer filme da Marvel. O filme poderia ter sido todo ruim, a cena final valeria o ingresso.

Não tem como não dar 10 chimichangas de 10 (e mais quantas o Wade quiser!) para Deadpool 2. Eu posso estar sendo partidário e puxa-saco, mas Reynolds e a Fox sinceramente merecem todos os elogios possíveis por essa produção!

Vocês já assistiram? O que acharam?







23
jan
2018

A Forma da Água

Postado em | Cinema

Olá pessoal, o PPN foi à pré-estreia de A Forma da Água a convite da FOX e sim, o filme de Guillermo del Toro está ótimo, vale a pena ir conferir e vou dizer o porquê agora para vocês.

Em A Forma da Água temos Elisa Esposito (Sally Hawkins) como uma funcionária do setor de limpeza de uma base militar nos Estados Unidos no período pós-guerra, na década de 50, que em determinado momento se encontra com uma criatura recentemente capturada e levada para um dos laboratórios da base. Porém o encontro dos dois se dá de maneira profunda, uma vez que Elisa tem uma sensibilidade aguçada e também é muda, se comunicando por sinais, o quê, de alguma maneira, lhe permitiu compreender a criatura.

Se já tiveram a oportunidade de assistir a outro filme: O Labirinto do Fauno, ficará ainda mais fácil compreender quando lhes digo que o toque mágico de del Toro se faz presente durante toda a trama de A Forma da Água; pois o diretor mescla de maneira tão perfeita o real com o imaginário que muitas vezes me perguntei se o que estava vendo naquele determinado momento era uma história totalmente posicionada no mundo real ou fruto de uma mente criativa em cima de fatos de uma vida passada que agora viajava em momentos surreais.

E isso é algo que prenderá sua atenção juntamente com o enredo e o texto bem trabalhados, não precisamente nos diálogos, mas no encadeamento dos fatos e seus acontecimentos, bem como seus desdobramentos que levam o filme até seu clímax com aquela expectativa do que o diretor/roteirista del Toro nos reservou.

E é importante mencionar que é um conto para adultos, com classificação para maiores de idade, uma vez que há cenas fortes e muito profundas que merecem um processo reflexivo para compreende-las à maneira como a qual ele teve a intenção de nos fazer pensar.

E isso não é nem pelo fato de conter cenas de nudez, que por sua vez são retratas na maior parte como algo natural entre a personagem principal e a criatura com a qual tem contato, pois o corpo não passa de uma vestimenta para a nossa essência; mas sim porque o filme retrata de maneira forte as monstruosidades que um ser humano pode cometer mediante seu egoísmo, orgulho, avareza, entre outros.

Também agradou bastante a forma como os núcleos do filme foram inseridos, desenvolvidos e encerrados, alguns deles, sem precisar de maiores explicações prévias ou póstumas. Além disso, a retração fiel à situações cotidianas da época também valorizaram e muito a trama.

Contudo, acredito que o ponto mais relevante seja de fato a forma como poderemos interpretar os sentimentos de Elisa e sua relação com a criatura. Fica claro como se identifica com esta última, pois Elisa vive um mundo aparte daquele em que mora, trabalha, se alimenta e cumpre com suas obrigações rotineiras e tanto ela, como a criatura, ambos se veem além das questões de diferenças físicas, raciais, sociais, de gênero ou qualquer outra, elas simplesmente não existem ali. Eles se veem apenas por suas essências, e isto é uma das coisas mais cativantes neste filme.

Recomendo que assistam, valerá muito conferir esta obra de Guillermo del Toro.

O lançamento do filme será em 1º de Fevereiro.







6
dez
2017

Crítica: Dark (série da Netflix)

Postado em | Crítica, Netflix, Resenhas, Série, TV

Vocês lembram quando eu falei, nesse post aqui, sobre uma nova série original Netflix que tinha uma pegada Stranger Things chamada Dark? Pois bem, ela já saiu, eu já maratonei e agora vou contar pra vocês o que eu achei da primeira temporada!

Caso vocês não se lembrem, segundo a sinopse, o desaparecimento de duas crianças na pequena cidade alemã de Winden abre um abismo que muda completamente o conceito de tempo. A pergunta não é quem sequestrou as crianças… mas quando.

Vamos por partes… Acho que a primeira coisa a deixar claro aqui é que a série não tem muito a ver com Stranger Things. Ela tem cenas fortes e situações bem complexas que não dá pra qualquer idade assistir. Além disso, você precisa estar familiarizado com termos como Buraco Negro, Buraco Branco e Buraco de Minhoca e mesmo assim vai fritar uns miolinhos pra tentar entender tudo o que esta acontecendo.

Não foi nem uma, nem duas e nem três vezes que eu e minha digníssima demos pause pra discutir alguma cena e tentar entender o que se passava. E a forma como eles conduzem o começo da série não ajuda muito. Os personagens principais e suas famílias são todos introduzidos de uma vez e você fica meio perdido até conseguir identificar quem é filho, tio, irmão e parente de quem.

Mas depois que engrena, meu amigo…. O negócio é bem viciante. A série te prende e você fica tentando adivinhar quem é quem, que não é quem diz que é e quem não pertence ao lugar que está. E esse exercício de tentar entender a série é legal demais. Ela é complexa, mas felizmente, as respostas vão aparecendo ao longo da temporada.

Só tem uma coisa que me deixou um pouquinho decepcionado. Pelo menos ate agora, ninguém revolucionou nada sobre o conceito de tempo. Eles trabalham com viagens no tempo de forma bem tradicional até, dentro do que eu gosto de chamar de tempo cíclico – o mesmo tipo de viagem no tempo que vimos em Harry Potter por exemplo.

Claro que foi só a primeira temporada e muita coisa ainda pode mudar. E eu espero que trabalhem isso nas próximas temporadas. Mas se vocês querem uma boa série de ficção pra assistir, com uma pegada mais adulta e que vai te exigir um pouco de reflexão, Dark tem que estar entre as suas próximas escolhas.

Um detalhe: eu já assisti filmes em alemão e isso não me incomoda. Mas a Bru estava achando muito estranho, então o que fizemos? Deixamos a legenda em Português e mudamos o áudio pra inglês. Então, fica a dica caso a lokale klassische sprache esteja atrapalhando vocês!

Dark já tem os 10 episódios da primeira temporada disponíveis na Netflix e eu super recomendo!

Mais alguém já assistiu?