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O musical Anastasia estreou na Broadway de Nova York em maio de 2016 e segue em cartaz desde então (com algumas alterações no elenco original). No mês passado, o espetáculo iniciou sua turnê pelos Estados Unidos (também com um elenco novo, já que o de NY permanece em exibição) e, esse mês, aconteceu o ponta pé inicial da turnê europeia, começando com a Espanha e Alemanha (cada qual com artistas da respectiva nacionalidade e músicas adaptadas para a língua do local).

Clipe de todas as “Anastasias” – a de NY, a da turnê norte-americana, a da Espanha e a da Alemanha – cantando um dos números do musical.

A peça é inspirada na animação de mesmo nome da Fox lançada em 1997, tendo a protagonista muitas vezes confundida com uma princesa da Disney, kkkk. Por sua vez, o filme retrata de forma romantizada a suposta sobrevivência da grã-duquesa russa Anastasia, da dinastia Romanov, durante a Revolução Russa da década de 1910.

Anastasia da animação X Anastasia da vida real

Em julho do ano passado, eu tive a oportunidade de conferir o musical em Nova York e, para a minha sorte, com o elenco original, que contava com Christy Altomare como Anastasia, Derek Klena como Dmitri, Ramin Karimloo como o vilão Gleb e John Bolton como Vlad (desses, apenas Christy e John continuam na montagem).

Sendo uma estudiosa da dinastia Romanov, escrevi uma resenha do espetáculo citando algumas comparações tanto com a história legítima como também com a animação. Espero que gostem <3

A peça possui alguns pontos diferentes do longa. Isto, por sua vez, acaba por ser um aspecto positivo, uma vez que o mesmo carrega mais referências históricas. As datas e a cronologia citadas são mais concisas; no filme, Anastasia perde-se em 1913, aos 8 anos de idade, sendo reencontrada aos 18. Na peça, Anastasia – não fica claro como – foge da Revolução Russa em 1917, reaparecendo 10 anos depois, aos 27 anos de idade, dado que aproxima-se mais dos eventos factuais, caso, é claro, ela realmente tivesse sobrevivido. No longa, o antagonista é Rasputin, já nos palcos da Broadway, o mesmo sequer dá as caras. Desta vez, o antagonista é a própria Revolução, personificada em Gleb, o filho de um dos soldados que assassinou a família imperial.

O espetáculo tem início com a despedida de Anastasia e sua avó, Maria Feodorovna. A imperatriz viúva está indo à Paris e entrega à sua neta predileta uma caixinha de música e um pingente, prometendo buscá-la um dia. Em seguida, um baile inicia-se no palácio, e toda a família encontra-se reunida. O vestido da czarina Alexandra destaca-se com sua quantidade de brilho, sendo um dos figurinos mais belos da peça. Todos começam a dançar e se divertir, e até fazem uma alusão à hemofilia, doença do jovem czarevich Alexei, quando este, de repente, cai enquanto dança, trazendo todos ao seu redor, preocupados com sua saúde. De repente, estoura a Revolução. O assassinato da família imperial não é mostrado, mas fica subentendido, sendo impossível não sentir a aflição e desespero carregados na cena. Vidros se quebram, a família corre de um lado para o outro, o cenário torna-se vermelho. Maria Feodorovna aparece em Paris, chorando ao receber a notícia. Há uma passagem de tempo, onde é mostrada a sombra de Lenin, ambientando o espectador, agora, em um novo período, o Leningrado. A música do filme Rumor in St Petersburg tem início, e podemos ver Anastasia varrendo o chão da rua. O antagonista, Gleb, e a jovem tem seu primeiro contato, quando o mesmo lhe dá uma cantada. Até então, ambos não sabem quem são um e outro.

O rumor de São Petersburgo é sobre a grã-duquesa Anastasia, que teria supostamente sobrevivido ao assassinato. Maria anuncia uma recompensa para quem a encontrasse, e enquanto Vlad e Dmitri tentam achar alguma moça para fingir ser Anastasia e conseguirem a recompensa, Gleb reluta em acreditar que seu pai tenha falhado. Entretanto, ele decide terminar o serviço e matar Anastasia, caso os rumores se mostrem verdadeiros.

Anastasia não lembra de nada do seu passado, mas quer ir à Paris por causa de um pingente que carrega desde criança. Ela, então, fica sabendo que Vlad e Dmitri tem uma passagem extra. Eles se encontram e a convencem de que ela pode ser a grã-duquesa. Vale ressaltar que, diferente do filme, Dmitri não era um empregado do palácio, embora ele e Anastasia tenham tido um pequeno contato quando crianças. Vlad, por sua vez, costumava fazer parte da corte. Enquanto os dois tentam relembrar este encontro, a jovem canta Once Upon a December. Aliás, outro aspecto que diverge entre o longa e a peça é o relacionamento entre Anastasia e Dmitri. Na peça, a afinidade de ambos é quase imediata.

Antes de ir à Paris, Gleb fica sabendo que Vlad e Dmitri encontraram uma potencial grã-duquesa, e vai atrás dela ameaçá-la. Ele lhe diz para não acreditar em contos de fadas, alertando-a que isto pode-lhe custar a vida. Ela não dá ouvidos, e parte rumo à Paris com seus novos amigos. Gleb tenta boicotar a viagem, enviando soldados para impedi-los de sair da Rússia, mas é em vão. Quando os três chegam em Paris, Anastasia canta Journey to the Past. Este é o fim do Primeiro Ato.

O segundo ato do musical é ambientado em Paris e conhecemos Lily, amiga de Maria Feodorovna. No filme, a tal amiga se chama Sofia. Eu, particularmente, gostei da alteração do nome da personagem, uma vez que Maria realmente possuía uma dama de nome Lily. Além disso, Lily também era, na vida real, o nome de uma outra amiga íntima da czarina Alexandra, mãe de Anastasia, e que chegou a acompanhar a família imperial no início de seu exílio. Mais tarde, Lily conheceu a polonesa Anna Anderson, que na vida real tentou se passar por Anastasia quando a morte dos Romanov ainda era um mistério (eles foram assassinados em 1918 e seus corpos encontrados apenas nos anos 70).

Voltando para o mundo fictício… Lily é uma personagem cômica e arranca boas risadas da plateia. Ela e Vlad tiveram um caso no passado e eles relembram os bons tempos da corte. Ele a faz ser a ponte para o encontro de Anastasia e Maria. Neste ponto, Maria já havia desistido de encontrar sua neta. Lily aparece em seu quarto tentando convencê-la de ir a um recital de ballet, e neste momento, vemos retratos reais da família no cômodo da imperatriz viúva. Há umas 3 fotos, sendo que, uma delas é a do retrato oficial de 1913 (foto abaixo).

A verdadeira família Romanov. Da esquerda para a direita, na fileira de trás: Maria, Tatiana e Olga, irmãs mais velhas de Anastásia. No centro: seus pais, Alexandra e Nicolau II. Anastasia está sentada à direita e seu irmão mais novo e herdeiro do trono, sentado na frente dos pais.

Lily, Maria, Vlad, Dmitri e Anastasia vão ao teatro. Eles não sabem, mas Gleb também está no local, seguindo todos seus passos. Eles cantam Quartet at the Ballet, uma música original do musical, e pra mim, uma das melhores. É neste momento, também, que Anastasia traja o icônico vestido azul, que na versão Broadway é muito mais rico em detalhes.

A esta altura, Dmitri já sabe que Anastasia é realmente a grã-duquesa, e faz de tudo para Maria aceitar conversar com ela após o teatro. Esta parte segue como no filme. Elas se encontram, se reconhecem, Anastasia briga com Dmitri quando descobre que tudo ocorreu por uma recompensa, mas volta atrás quando Maria conta que ele negou o dinheiro. A avó diz que Anastasia pode escolher qual caminho tomar, e que sempre estará ali para ela.

Entretanto, antes de ir atrás de Dmitri, Anastasia depara-se com Gleb. Este é um dos momentos mais angustiantes do musical. Gleb aponta a arma para Anastasia, que não se abala e o enfrenta. Enquanto isso, a família imperial aparece ao fundo, com soldados apontando armas para eles, fazendo uma comparação e lembrança da situação passada e do presente. Anastasia diz que Gleb pode atirar, pois assim ela ficaria ao lado daqueles que ama. O vilão por sua vez, abaixa a arma e diz não ter coragem de atirar.

Anastasia se encontra com Dmitri e decide fugir com ele. A peça encerra-se com Maria na França e Gleb na Rússia. Ambos estão fazendo pronunciamentos oficiais sobre Anastásia. Eles decidem esconder a história e mantê-la como um conto de fadas. Maria faz isso para proteger a neta, e Gleb, para manter a honra do pai.

Citei na resenha apenas as músicas mais famosas do filme (eles cantam Learn To Do It também), mas há muitas outras originais e lindíssimas, como In My Dreams e In A Crowd Of Thousands (cantada quando Dmitri descobre que Anastasia é realmente quem eles procuravam). Uma curiosidade é que a canção Stay, I Pray You, interpretada por Anastasia, Gleb, Vlad e Dmitri quando partem para Paris, contém um sample da música cantada pelo personagem Rasputin da animação (ele não aparece na peça, mas ganhou uma referência!).

Deixei o local com lágrimas nos olhos e muito satisfeita. Por fim, consegui autógrafos dos atores – bem fan girl mesmo. Eles foram super simpáticos, o que aumentou ainda mais minha admiração pela obra.

Há muitos indícios de que o musical tenha uma adaptação brasileira. Vamos torcer para que isso ocorra logo, pois é um espetáculo que vale cada centavo, é apaixonante e deixa saudade!

* Como é proibido tirar fotos no teatro, todas as fotos utilizadas no post são do meu livro do musical.

Como vocês estão? Eu sou apaixonada por livros e tenho um blog com resenhas literárias, por isso decidi trazer algumas para o PPN. Acredito que você deve conhecer a Darkside Books, mas caso não conheça ela é primeira editora brasileira dedicada ao terror e à fantasia. Como adoro ficção científica vim apresentar um livro que foi lançado recentemente por eles: A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada. O título é grande, eu sei, mas a história é incrível e acho que vale a pena dar uma chance.

A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada;
Autora: Becky Chambers;
ISBN: 9788594541215;
Páginas: 336;
Editora: Darkside Books
Sinopse: Lovelace já foi a Inteligência Artificial responsável pelo funcionamento da nave espacial Andarilha no passado. Após uma reinicialização completa, ela acorda em um novo corpo e sem nenhuma memória do que veio antes. Enquanto descobre sua essência e aprende a se virar em um universo repleto de artimanhas e novidades, ela faz amizade com Sálvia uma engenheira empolgada com os desafios que se colocam à sua frente. Juntas, Sálvia e Lovelace vão descobrir que não importa qual seja o tamanho do espaço, duas pessoas podem preenchê-lo. A Vida Compartilhada em Uma Admirável Órbita Fechada é uma sequência independente do aclamado romance de estreia de Becky Chambers, A Longa Viagem a Um Pequeno Planeta Hostil. Com a criatividade e visão inovadora já conhecida entre seus leitores, a autora fala sobre amizade, humanidade, força feminina e também debate as teorias e limites do que é possível realizar com a Inteligência Artificial.

 

Lovelace é uma inteligência artificial e foi resetada. Só que depois dessa reinicialização, sem se lembrar de nada do que aconteceu,  ela descobre que está em um corpo sintético, o qual ela chama de Kit. Sálvia irá ajudá-la a se encaixar nesse novo mundo cheio de novidades.

Só que pra viver essa nova fase, ela precisou alterar o seu nome, pois Lovelace é o nome do seu programa original. Foi então que ela adotou Sidra como sua nova personalidade. Sidra terá que se adaptar a tudo que ela desconhece. Como ela estava acostumada a administrar o funcionamento da nave espacial em que foi instalada , agora ela terá que enxergar as coisas por outras perspectivas.

E Sálvia irá ajudá-la nessa questão. Ela sabe que a visão de Sidra é limitada e que ela não é capaz de sentir tudo aquilo a que já estamos acostumados a encarar. Sem falar que o “protocolo de honestidade” dificulta seus relacionamentos sociais. Por conta dessa dificuldade, Sidra, desenvolve uma crise existencial e começa a se questionar se realmente quer viver dessa forma. Ela não consegue ser encaixar em nenhum lugar e se preocupa em não saber qual é o seu propósito nesse novo corpo.

Sálvia sabe que será uma longa jornada de autodescoberta para Sidra, pois ela entende o que é viver com uma inteligência artificial. A história é dividida entre o presente de Sidra e o passado de Sálvia. Não quero dar muitos detalhes sobre esses flashbacks que aparecem na trama, porque eles são importantes para entender a mensagem que a autora quis transmitir. No entanto, posso dizer que a infância de Sálvia foi muito triste e ver como ela conseguiu sobreviver a toda aquela tragédia me deixou muito emocionada.

O livro fala sobre amizade, superação, sobrevivência, força feminina e aceitaçãoBecky Chambers  trata com naturalidade situações que encaramos no dia-a-dia. E é incrível a forma com que ela cria e desenvolve os seus personagens, pois eles são reais.

Se você curte ficção científica, vai gostar dos elementos introduzidos na história. Temos alienígenas. naves, inteligências artificiais, viagens interestelares e tudo que um Space Opera é capaz de oferecer. Mas ao invés das batalhas espaciais, vamos lidar com conflitos internos. A autora explora e critica várias questões como escravidão, exploração de trabalho infantil, gêneros e sexualidade, solidão, propósitos e o que significa ser um individuo.

A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada é o segundo livro da série publicada por essa autora. Porém, são histórias independentes e não é necessário ler o livro anterior antes de se jogar nessa aventura (mas se puder, recomendo fortemente).

Você conhece a autora? Curte o gênero literário?  Aceito indicações.

Para ler mais resenhas como esta, você pode acessar o meu blog pessoal: Sai da Minha Lente

Eu sei que estou devendo um post muito importante pra vocês! A resenha de Deadpool 2. Então, apesar de já ter passado um tempo da estreia, vou contar o que eu achei do novo longa do Mercenário Tagarela.

Expectativa: juro que tentei manter o mais baixo possível, até porque, o primeiro filme foi tão incrível e os trailers do segundo esconderam tanto que achei que seria legal, mas nem tanto.

Realidade: sai do cinema em puro êxtase. Até agora não consegui definir se gostei mais do primeiro ou do segundo. Acho que vou ter que rever a sequência mais algumas 8 vezes pra poder decidir! xP

Em Deadpool 2, quando o super soldado Cable chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiel escudeiro Dopinder.

Que filme, meus amigos! Ele é todo surpreendente, cheio de reviravoltas e quando você acha que acabou, lá vem mais surpresa. Se você não ficar atento o tempo todo, vai perder um trocadilho, uma piada – ou pior, uma referência. As zueiras continuam sem limites (coitada da DC) e as quebras da 4 barreira são pontuais e divertidas.

O longa conta com participações especiais surpresas, com personagens surpresas e com situações totalmente inusitadas. Apesar de todo o clima deprê criado logo no comecinho, o filme se desenrola de maneira natural e não fica cansativo em momento nenhum. As reações do Deadpool a tudo o que acontece a sua volta são absurdamente condizentes com o personagem, o que eleva Ryan Reynolds ao meu posto definitivo de ídolo supremo.

A ideia que envolveu a montagem a X-Force – inclusive seu desfecho – foi irretocável. Nada poderia ser mais Deadpool do que o grupo que ele montou e de tudo o que aconteceu até a equipe ficar com sua formação final. Estou ansioso para ver o time em um filme solo e quem sabe até mais alguns recrutamentos (ainda que já tenhamos percebido que RH não é o forte do nosso herói).

Vi algumas críticas comentando que em alguns momentos o filme tenta se fazer levar a sério e falha. Só tenho a dizer que cada pedacinho do filme foi pensado para os fãs do Degenerado Regenerado e em diversos arcos de Deadpool nos quadrinhos, existe mesmo essa dualidade entre seriedade e loucura e ela foi levada com maestria pra telona. Não da pra compreender a totalidade de Deadpool 2 sem conhecer o personagem fora do cinema. E nessas horas que eu fico feliz e orgulhoso por ser fã a tantos anos!

Agora se você acha que o filme acaba quando termina, pode esquecer. A cena pós crédito é simplesmente a melhor e mais genial de qualquer filme da Marvel. O filme poderia ter sido todo ruim, a cena final valeria o ingresso.

Não tem como não dar 10 chimichangas de 10 (e mais quantas o Wade quiser!) para Deadpool 2. Eu posso estar sendo partidário e puxa-saco, mas Reynolds e a Fox sinceramente merecem todos os elogios possíveis por essa produção!

Vocês já assistiram? O que acharam?