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Como vocês estão? Eu sou apaixonada por livros e tenho um blog com resenhas literárias, por isso decidi trazer algumas para o PPN. Acredito que você deve conhecer a Darkside Books, mas caso não conheça ela é primeira editora brasileira dedicada ao terror e à fantasia. Como adoro ficção científica vim apresentar um livro que foi lançado recentemente por eles: A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada. O título é grande, eu sei, mas a história é incrível e acho que vale a pena dar uma chance.

A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada;
Autora: Becky Chambers;
ISBN: 9788594541215;
Páginas: 336;
Editora: Darkside Books
Sinopse: Lovelace já foi a Inteligência Artificial responsável pelo funcionamento da nave espacial Andarilha no passado. Após uma reinicialização completa, ela acorda em um novo corpo e sem nenhuma memória do que veio antes. Enquanto descobre sua essência e aprende a se virar em um universo repleto de artimanhas e novidades, ela faz amizade com Sálvia uma engenheira empolgada com os desafios que se colocam à sua frente. Juntas, Sálvia e Lovelace vão descobrir que não importa qual seja o tamanho do espaço, duas pessoas podem preenchê-lo. A Vida Compartilhada em Uma Admirável Órbita Fechada é uma sequência independente do aclamado romance de estreia de Becky Chambers, A Longa Viagem a Um Pequeno Planeta Hostil. Com a criatividade e visão inovadora já conhecida entre seus leitores, a autora fala sobre amizade, humanidade, força feminina e também debate as teorias e limites do que é possível realizar com a Inteligência Artificial.

 

Lovelace é uma inteligência artificial e foi resetada. Só que depois dessa reinicialização, sem se lembrar de nada do que aconteceu,  ela descobre que está em um corpo sintético, o qual ela chama de Kit. Sálvia irá ajudá-la a se encaixar nesse novo mundo cheio de novidades.

Só que pra viver essa nova fase, ela precisou alterar o seu nome, pois Lovelace é o nome do seu programa original. Foi então que ela adotou Sidra como sua nova personalidade. Sidra terá que se adaptar a tudo que ela desconhece. Como ela estava acostumada a administrar o funcionamento da nave espacial em que foi instalada , agora ela terá que enxergar as coisas por outras perspectivas.

E Sálvia irá ajudá-la nessa questão. Ela sabe que a visão de Sidra é limitada e que ela não é capaz de sentir tudo aquilo a que já estamos acostumados a encarar. Sem falar que o “protocolo de honestidade” dificulta seus relacionamentos sociais. Por conta dessa dificuldade, Sidra, desenvolve uma crise existencial e começa a se questionar se realmente quer viver dessa forma. Ela não consegue ser encaixar em nenhum lugar e se preocupa em não saber qual é o seu propósito nesse novo corpo.

Sálvia sabe que será uma longa jornada de autodescoberta para Sidra, pois ela entende o que é viver com uma inteligência artificial. A história é dividida entre o presente de Sidra e o passado de Sálvia. Não quero dar muitos detalhes sobre esses flashbacks que aparecem na trama, porque eles são importantes para entender a mensagem que a autora quis transmitir. No entanto, posso dizer que a infância de Sálvia foi muito triste e ver como ela conseguiu sobreviver a toda aquela tragédia me deixou muito emocionada.

O livro fala sobre amizade, superação, sobrevivência, força feminina e aceitaçãoBecky Chambers  trata com naturalidade situações que encaramos no dia-a-dia. E é incrível a forma com que ela cria e desenvolve os seus personagens, pois eles são reais.

Se você curte ficção científica, vai gostar dos elementos introduzidos na história. Temos alienígenas. naves, inteligências artificiais, viagens interestelares e tudo que um Space Opera é capaz de oferecer. Mas ao invés das batalhas espaciais, vamos lidar com conflitos internos. A autora explora e critica várias questões como escravidão, exploração de trabalho infantil, gêneros e sexualidade, solidão, propósitos e o que significa ser um individuo.

A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada é o segundo livro da série publicada por essa autora. Porém, são histórias independentes e não é necessário ler o livro anterior antes de se jogar nessa aventura (mas se puder, recomendo fortemente).

Você conhece a autora? Curte o gênero literário?  Aceito indicações.

Para ler mais resenhas como esta, você pode acessar o meu blog pessoal: Sai da Minha Lente

Eu sei que estou devendo um post muito importante pra vocês! A resenha de Deadpool 2. Então, apesar de já ter passado um tempo da estreia, vou contar o que eu achei do novo longa do Mercenário Tagarela.

Expectativa: juro que tentei manter o mais baixo possível, até porque, o primeiro filme foi tão incrível e os trailers do segundo esconderam tanto que achei que seria legal, mas nem tanto.

Realidade: sai do cinema em puro êxtase. Até agora não consegui definir se gostei mais do primeiro ou do segundo. Acho que vou ter que rever a sequência mais algumas 8 vezes pra poder decidir! xP

Em Deadpool 2, quando o super soldado Cable chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiel escudeiro Dopinder.

Que filme, meus amigos! Ele é todo surpreendente, cheio de reviravoltas e quando você acha que acabou, lá vem mais surpresa. Se você não ficar atento o tempo todo, vai perder um trocadilho, uma piada – ou pior, uma referência. As zueiras continuam sem limites (coitada da DC) e as quebras da 4 barreira são pontuais e divertidas.

O longa conta com participações especiais surpresas, com personagens surpresas e com situações totalmente inusitadas. Apesar de todo o clima deprê criado logo no comecinho, o filme se desenrola de maneira natural e não fica cansativo em momento nenhum. As reações do Deadpool a tudo o que acontece a sua volta são absurdamente condizentes com o personagem, o que eleva Ryan Reynolds ao meu posto definitivo de ídolo supremo.

A ideia que envolveu a montagem a X-Force – inclusive seu desfecho – foi irretocável. Nada poderia ser mais Deadpool do que o grupo que ele montou e de tudo o que aconteceu até a equipe ficar com sua formação final. Estou ansioso para ver o time em um filme solo e quem sabe até mais alguns recrutamentos (ainda que já tenhamos percebido que RH não é o forte do nosso herói).

Vi algumas críticas comentando que em alguns momentos o filme tenta se fazer levar a sério e falha. Só tenho a dizer que cada pedacinho do filme foi pensado para os fãs do Degenerado Regenerado e em diversos arcos de Deadpool nos quadrinhos, existe mesmo essa dualidade entre seriedade e loucura e ela foi levada com maestria pra telona. Não da pra compreender a totalidade de Deadpool 2 sem conhecer o personagem fora do cinema. E nessas horas que eu fico feliz e orgulhoso por ser fã a tantos anos!

Agora se você acha que o filme acaba quando termina, pode esquecer. A cena pós crédito é simplesmente a melhor e mais genial de qualquer filme da Marvel. O filme poderia ter sido todo ruim, a cena final valeria o ingresso.

Não tem como não dar 10 chimichangas de 10 (e mais quantas o Wade quiser!) para Deadpool 2. Eu posso estar sendo partidário e puxa-saco, mas Reynolds e a Fox sinceramente merecem todos os elogios possíveis por essa produção!

Vocês já assistiram? O que acharam?

Olá pessoal, o PPN foi à pré-estreia de A Forma da Água a convite da FOX e sim, o filme de Guillermo del Toro está ótimo, vale a pena ir conferir e vou dizer o porquê agora para vocês.

Em A Forma da Água temos Elisa Esposito (Sally Hawkins) como uma funcionária do setor de limpeza de uma base militar nos Estados Unidos no período pós-guerra, na década de 50, que em determinado momento se encontra com uma criatura recentemente capturada e levada para um dos laboratórios da base. Porém o encontro dos dois se dá de maneira profunda, uma vez que Elisa tem uma sensibilidade aguçada e também é muda, se comunicando por sinais, o quê, de alguma maneira, lhe permitiu compreender a criatura.

Se já tiveram a oportunidade de assistir a outro filme: O Labirinto do Fauno, ficará ainda mais fácil compreender quando lhes digo que o toque mágico de del Toro se faz presente durante toda a trama de A Forma da Água; pois o diretor mescla de maneira tão perfeita o real com o imaginário que muitas vezes me perguntei se o que estava vendo naquele determinado momento era uma história totalmente posicionada no mundo real ou fruto de uma mente criativa em cima de fatos de uma vida passada que agora viajava em momentos surreais.

E isso é algo que prenderá sua atenção juntamente com o enredo e o texto bem trabalhados, não precisamente nos diálogos, mas no encadeamento dos fatos e seus acontecimentos, bem como seus desdobramentos que levam o filme até seu clímax com aquela expectativa do que o diretor/roteirista del Toro nos reservou.

E é importante mencionar que é um conto para adultos, com classificação para maiores de idade, uma vez que há cenas fortes e muito profundas que merecem um processo reflexivo para compreende-las à maneira como a qual ele teve a intenção de nos fazer pensar.

E isso não é nem pelo fato de conter cenas de nudez, que por sua vez são retratas na maior parte como algo natural entre a personagem principal e a criatura com a qual tem contato, pois o corpo não passa de uma vestimenta para a nossa essência; mas sim porque o filme retrata de maneira forte as monstruosidades que um ser humano pode cometer mediante seu egoísmo, orgulho, avareza, entre outros.

Também agradou bastante a forma como os núcleos do filme foram inseridos, desenvolvidos e encerrados, alguns deles, sem precisar de maiores explicações prévias ou póstumas. Além disso, a retração fiel à situações cotidianas da época também valorizaram e muito a trama.

Contudo, acredito que o ponto mais relevante seja de fato a forma como poderemos interpretar os sentimentos de Elisa e sua relação com a criatura. Fica claro como se identifica com esta última, pois Elisa vive um mundo aparte daquele em que mora, trabalha, se alimenta e cumpre com suas obrigações rotineiras e tanto ela, como a criatura, ambos se veem além das questões de diferenças físicas, raciais, sociais, de gênero ou qualquer outra, elas simplesmente não existem ali. Eles se veem apenas por suas essências, e isto é uma das coisas mais cativantes neste filme.

Recomendo que assistam, valerá muito conferir esta obra de Guillermo del Toro.

O lançamento do filme será em 1º de Fevereiro.