6
dez
2017

Crítica: Dark (série da Netflix)

Postado em | Crítica, Netflix, Resenhas, Série, TV

Vocês lembram quando eu falei, nesse post aqui, sobre uma nova série original Netflix que tinha uma pegada Stranger Things chamada Dark? Pois bem, ela já saiu, eu já maratonei e agora vou contar pra vocês o que eu achei da primeira temporada!

Caso vocês não se lembrem, segundo a sinopse, o desaparecimento de duas crianças na pequena cidade alemã de Winden abre um abismo que muda completamente o conceito de tempo. A pergunta não é quem sequestrou as crianças… mas quando.

Vamos por partes… Acho que a primeira coisa a deixar claro aqui é que a série não tem muito a ver com Stranger Things. Ela tem cenas fortes e situações bem complexas que não dá pra qualquer idade assistir. Além disso, você precisa estar familiarizado com termos como Buraco Negro, Buraco Branco e Buraco de Minhoca e mesmo assim vai fritar uns miolinhos pra tentar entender tudo o que esta acontecendo.

Não foi nem uma, nem duas e nem três vezes que eu e minha digníssima demos pause pra discutir alguma cena e tentar entender o que se passava. E a forma como eles conduzem o começo da série não ajuda muito. Os personagens principais e suas famílias são todos introduzidos de uma vez e você fica meio perdido até conseguir identificar quem é filho, tio, irmão e parente de quem.

Mas depois que engrena, meu amigo…. O negócio é bem viciante. A série te prende e você fica tentando adivinhar quem é quem, que não é quem diz que é e quem não pertence ao lugar que está. E esse exercício de tentar entender a série é legal demais. Ela é complexa, mas felizmente, as respostas vão aparecendo ao longo da temporada.

Só tem uma coisa que me deixou um pouquinho decepcionado. Pelo menos ate agora, ninguém revolucionou nada sobre o conceito de tempo. Eles trabalham com viagens no tempo de forma bem tradicional até, dentro do que eu gosto de chamar de tempo cíclico – o mesmo tipo de viagem no tempo que vimos em Harry Potter por exemplo.

Claro que foi só a primeira temporada e muita coisa ainda pode mudar. E eu espero que trabalhem isso nas próximas temporadas. Mas se vocês querem uma boa série de ficção pra assistir, com uma pegada mais adulta e que vai te exigir um pouco de reflexão, Dark tem que estar entre as suas próximas escolhas.

Um detalhe: eu já assisti filmes em alemão e isso não me incomoda. Mas a Bru estava achando muito estranho, então o que fizemos? Deixamos a legenda em Português e mudamos o áudio pra inglês. Então, fica a dica caso a lokale klassische sprache esteja atrapalhando vocês!

Dark já tem os 10 episódios da primeira temporada disponíveis na Netflix e eu super recomendo!

Mais alguém já assistiu?







29
nov
2017

Assassinato no Expresso do Oriente

Postado em | Cinema

Olá galera do Pausa Para Nerdices, essa semana estreia a mais nova versão cinematográfica de Assassinato no Expresso do Oriente, um clássico do romance policial escrito por Agatha Christie e publicado pela primeira vez em 1934.

A história já virou filme nos idos de 1974, e hoje temos a chance de desfrutar de um novo longa que tive a oportunidade de conferir em pré-estreia. Assassinato no Expresso do Oriente conta um dos casos do detetive Hercule Poirot, que em meio a uma viagem se depara com um misterioso assassinato em um trem, cujo todos os passageiros e funcionários tornam-se suspeitos, presos no meio do caminho devido uma avalanche, Poirot terá pouco tempo para desvendar o caso antes que a viagem prossiga e o assassino fuja impune. E olha, devo dizer que o longa me agradou bastante em diversos aspectos, os quais agora falarei um pouco para vocês.

Primeiramente, para quem não chegou a ler a obra ou ver o filme antigo, não se preocupe, pode ir assistir tranquilamente que você sentirá vontade de conhece-los depois. Com a tecnologia que temos nas gravações o filme ficou ainda mais belo em suas ambientações e te leva direto para a década de 30 em meio às paisagens deslumbrantes do Oriente. Além disso, devo dizer que a forma como a cenas e os fatos são apresentadas valoriza e muito o suspense que a história carrega. Takes em close, takes vistos por cima e takes longos sem cortes foram muito bem trabalhados.

Com isso fica fácil se prender ao filme e você nem sente as quase duas horas de sessão; não trava e nem cansa quem estiver assistindo. Para quem já conhece a história, será inevitável não fazer comparações, mas a fidelidade permanece, apesar de que talvez possa estranhar a forma como algumas personagens foram construídas aqui.

Kenneth Branagh como o detetive Hercule Poirot transmite a fidelidade de um dos maiores detetives do mundo, apesar de considerar a versão de 1974 um pouco mais próxima do que imagino pelos livros. Michelle Pfeifer também se saiu muito bem em seu papel. E ver Daisy Ridley por aqui como uma jovem forte independente dos anos 30 também foi muito bom.

É preciso ficar atento e acompanhar os diálogos para tentar desvendar o assassinato, uma vez que isso sem dúvida é a melhor parte do filme e de fato, assim como na história original, só acaba sendo revelado nas partes finais, não sem antes surpreender novamente.

O “novo” Assassinato no Expresso do Oriente me fez sair do cinema com um ar de satisfação, um daqueles filmes que te faz comtemplar as cenas e diálogos e depois pensar a respeito, que traz os mesmos temas sociais de debates implícitos na obra original e que hoje são discutidos todos os dias nas redes sociais.

Recomendo que assistam pois certamente sairão satisfeitos, eu pelo menos já fiquei com gostinho de quero mais dos livros de Christie nas telonas. Quem sabe?!

O filme estreia em 30 de Novembro.







21
nov
2017

Crítica: Liga da Justiça

Postado em | Cinema, Crítica, Resenhas

Aproveitei o feriadão para ir ao cinema conferir o filme mais aguardado da DC Comics e agora vou compartilhar com vocês o que eu achei de Liga da Justiça.

Expectativa: a gente tenta manter a expectativa baixa em virtude do histórico da DC/Warner, mas dessa vez estava impossível! Eu achava que seria bom, mas tava torcendo para que fosse o melhor filme deles até o momento.

Realidade: fiquem tranquilos, o filme é realmente bom! Ele não bate Mulher-Maravilha, mas ainda assim, da pra gente dizer que a DC está acertando a mão nos seus últimos longas!

De acordo com a sinopse, Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

É complicado e quase impossível não traçar um paralelo comparativo com Vingadores 1. Isso porque além de ser a reunião da superequipe da DC, a premissa dos dois longas é exatamente a mesma: seres extraterrestres estão invadindo o planeta e só a união das pessoas mais poderosas do mundo é capaz de detê-los. Mas se você acompanha quadrinhos, sabe que isso é absolutamente comum em qualquer editora e de maneira nenhuma, uma delas está copiando a outra.

Dito isso, da pra afirmar que a motivação é interessante o suficiente e que cada um dos heróis justifica a sua presença na liga. O roteiro não é a prova de furos, mas é convincente o suficiente para você aceitar a história com naturalidade.

Outro ponto importante é que a DC abandonou de vez o clima sombrio (na verdade não foi isso que comprometeu os filmes anteriores, mas enfim…) em Liga da Justiça e abraçou o “Marvel´s Way of Life” deixando o filme mais alegre e cheio de piadinhas (umas bem ruins, outras nem tanto), sem abrir mão da narrativa mais pesada. Resultado: você percebe a inspiração, mas sabe que continua sendo um filme da DC.

A apresentação dos personagens aconteceu naturalmente da forma que deveria e você sai do cinema conhecendo bem cada integrante da Liga. Mas é uma opinião particular minha de que, o Ciborgue, por ser o personagem mais desconhecido do grande publico, merecia um pouquinho mais de tempo de história.

Ouvi alguns comentários ruins sobre o grande vilão do filme, o Lobo da Estepe, mas esse foi o ponto que achei mais inteligente de toda a produção. Ele em si não parece ser um inimigo lá muito perigoso, mas saquem a jogada: Lobo da Estepe + milhões de Aliens insetos = grande perigo. Isso deu a DC a oportunidade de tocar de novo no nome do Darkseid sem queimar ele logo no primeiro filme da Liga! Perceberam o movimento? O Lobo serviu para o propósito de unir os heróis, mas o verdadeiro perigo ainda está por vir.

O Batman estava ok, Superman voltou da morte muito mais poderoso (ou upou tipo o Gandalf ou apenas se soltou mais mesmo), Mulher-Maravilha perfeita como sempre e o Flash como alivio cômico as vezes exagerado demais. Agora o Aquaman do Momoa deu gosto de ver e acho que o filme solo dele tem tudo pra ser incrível!

Em resumo, vale a pena ir ao cinema assistir Liga da Justiça! O filme é bom e funciona como redenção da DC! Só não esqueça de ficar até o fim porque tem 2 cenas pós credito.

Nota do filme 7,5 parademônios de 10 possíveis!

E vocês? Já assistiram Liga da Justiça? O que acharam?