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Essa semana foi de novidades para os fãs da Disney, em especial os fãs dos live actions. O estúdio liberou dois trailers dos seus próximos lançamentos do segmento: Malévola – A Dona do Mal e Mulan. O primeiro, que é a sequência de Malévola, de 2014, será lançado muito em breve, em 17 de outubro para ser mais exata. O segundo está previsto apenas para 27 de março de 2020, mas já carrega nas costas uma baita polêmica. Vem assistir aos trailers e saber mais:

Já falamos um pouco sobre a produção de Malévola – A Dona do Mal neste post aqui, mas com este segundo trailer, descobrimos um pouco mais sobre o que esperar da nova história. Nesta sequência, veremos Aurora sendo pedida em casamento por Phillip (que dessa vez é interpretado por outro ator) e Malévola, sua fada madrinha, é contra a união. A personagem de Michelle Pfeiffer, a Rainha Ingrith, se aproveita da situação para colocar as duas uma contra a outra. No final do trailer, ainda temos uma revelação sobre a origem de Malévola, onde nos é mostrado várias fadas da mesma “espécie” da protagonista.

Já sobre Mulan, senta que lá vem história… Vocês lembram que na semana passada mencionei aqui as mudanças que o live action sofrerá em relação a animação de 1998? Pois então. Com o trailer lançado, percebemos que essas mudanças serão pra valer e a internet foi a loucura. Entretanto, há uma nobre razão pelo qual veremos um filme mais sério e sem o querido Museu fazendo piadas. A página Imagine Geek explica no texto a seguir:

Mushu foi baseado no dragão chinês, um ser mítico e sagrado para os chineses por estar ligado à criação do mundo e, para eles, a forma como Mushu foi criado e desenvolvido foi extremamente desrespeitoso por parte da Disney e os chineses o odeiam. No live-action, Mushu não estará presente na forma que conhecemos pois seria substituído por uma ”fênix”. A fênix também está presente na cultura chinesa, lá ela é outro ser sagrado chamado Xhu Qiao e também possui ligação à criação do mundo junto do dragão chinês, porém não será esse ser sagrado que teremos no longa mas sim uma outra ave que é conhecida no ocidente como a fênix chinesa. Essa outra ave se chama Fenghuang e é símbolo de alta virtude e graça e também simboliza a união de yin e yang. Na China, Fenghunag possui conotações femininas e é comparada ao dragão chinês já que esse possui conotações masculinas. Ao contrário do dragão chinês e de Xhu Qiao, Fenghuang não é um ser sagrado ficando assim livre para a Disney poder utiliza-la. Foi noticiado também que o general Shang não estaria presente na adaptação e que ele seria dividido em 2 personagens, um que será um general e será uma figura paterna para Mulan e outro que será um soldado e seu interesse romântico. Essa mudança se dá por 2 fatores: o primeiro é que os chineses odiaram a relação de Mulan e Shang por ela não existir no conto original e a segunda é porque a Disney está utilizando o conto original como material base juntamente da animação. Resumindo: para os chineses, a animação de 98 é apenas um filme americano decorado com acessórios chineses para faze-lo ser interessante, atrativo e exótico, e o live pretende reparar todos esses erros e ofensas ao chineses, sobre uma lenda que por lá é tão importante.

Além do trailer, também foi divulgado o primeiro pôster do filme que, por sinal, é idêntico ao desenho! Amamos essa nostalgia.

Eu fiquei bem convencida por essa explicação e também pelo próprio trailer que achei sensacional! Vale lembrar que Malévola mesmo também é completamente diferente da animação A Bela Adormecida e o sucesso foi tanto que está aí, com sequência e tudo. Ou seja, Mulan merece uma chance também! E vocês? O que têm a dizer sobre essa polêmica e qual desses dois filmes mais te deixa ansioso para assistir?

A gente achou que teria que esperar até agosto para saber novidades sobre os live actions de Mulan e A Pequena Sereia, mas não precisou. Essa semana vazaram algumas informações sobre a produção de Mulan e, hoje, a Disney confirmou o elenco de A Pequena Sereia. Vem saber tudo tintim por tintim!

MULAN

Logo quando o filme foi anunciado, havia sido noticiado que não seria um musical. Depois de muitas críticas, voltaram atrás na decisão. O longa terá, sim, as músicas da animação, porém, ao que parece, elas não serão cantadas pelo elenco. Outra novidade é que Mushu será uma fênix e Mulan terá uma irmã mais nova. Isso me faz pensar que, talvez, essa irmã substitua o cãozinho de Mulan, que na animação se chama Irmãozinho. O live chega aos cinemas já no ano que vem.

A PEQUENA SEREIA

Finalmente o elenco foi confirmadíssimo pelo Instagram – logo hoje que todas as redes sociais do Mark Zuckerberg estão instáveis, mas tudo bem. Preparem-se para conhecer a nova Ariel, Halle Bailey. Ouçam essa voz!!!

Halle tem apenas 19 aninhos, o que a torna a princesa mais jovem dos live-actions. Ela é famosa nos Estados Unidos por fazer parte da dupla musical Chloe X Halle, junto com sua irmã (que, inclusive, a Disney já podia escalar pra ser uma das irmãs da Ariel também), e também por ter ligação com Rihanna e Beyoncé. Ela já se mostrou super feliz com o papel, postando uma imagem da Ariel negra em seu Instagram.

A vilã Úrsula será interpretada por Melissa McCarthy, já o melhor amigo de Ariel, Linguado, será vivido por Jacob Tremblay, conhecido pela sua interpretação impecável em Extraordinário. A maior mudança, por enquanto, fica por conta do personagem Sabidão, que no live action terá uma versão feminina dublada pela rapper Awkwafina – mas essa não é a sua primeira vez se aventurando no cinema, já tendo participado do filme Oito Mulheres e Um Segredo.

Sim, pelo visto teremos lives indo por caminhos diferentes das animações, tanto em Mulan como em A Pequena Sereia. Mas não devemos ver isso como algo ruim, mesmo porque só conseguimos ter uma opinião formada depois de assistirmos. Vale lembrar que as animações já são clássicos consagrados e nunca vão mudar, elas estarão ali do jeitinho que sempre foram quando a gente sentir saudade. Os live actions, apesar de serem baseados nesses clássicos, são releituras e devem ser vistos como produções completamente novas, a mesma história sendo contada de forma diferente. Imaginem se fossem seguir tudo igualzinho, seria muito previsível, né?! A Disney já mostrou que esses lives todos servem para atualizar as narrativas com um olhar mais contemporâneo, e isso é ótimo, nos trazendo personagens femininas mais fortes e empoderadas. Quantas vezes a história de Cinderella, por exemplo, já foi contada, não é mesmo?! E falando nela… Lilly James, a Cinderella do live action da Disney, não se assemelha fisicamente com a personagem do desenho e fez um excelente trabalho. Ou seja, não vamos julgar antes de assistir!

Sobre a Ariel sendo negra, também merece textão! Pra começar, Ariel não tem etnia. O filme é da Disney e baseado em sua adaptação animada, e nela não é especificado o país em que se passa, apesar do autor do conto original ser da Dinamarca e considerarem que ela é de lá também. Porém, estamos falando da adaptação da Disney que é bem diferente (inclusive, o cabelo vermelho é invenção deles, já que no conto isso também não é especificado). Outro ponto é que a etnia da personagem não influencia na história. Se ela tiver pele azul e cabelo roxo não vai mudar em nada, diferente se mudassem a etnia da Mulan ou do Pantera Negra, por exemplo. Ela é uma sereia (!) de um lugar fictício (!), pode ser ruiva com irmãs loiras e um pai negro e ninguém pode questionar porque ninguém é conhecedor da genética das sereias, rs. Ter uma Ariel negra no live action não descaracteriza a personagem do desenho. Afinal, o que uma atriz deve ter para “se parecer” com a Ariel? Apenas os traços mais marcantes, que são o cabelo vermelho e a cauda verde. Se parecer fielmente com um desenho é impossível e caricato, e nem a Disney se importa com isso. Cor da pele, nesse caso, é só um detalhe. A única coisa que a gente faz questão é um live tão memorável quanto a animação!!!

Você já parou para pensar da onde vem tanta imaginação dos produtores da Disney para criar tantas histórias? Histórias essas que fazem parte da nossa infância e nos fazem sonhar.

O que muitos não sabem é que a maioria dos filmes animados que estamos acostumados a conhecer são adaptações de contos bem antigos e, até mesmo, sombrios. Vamos conhece-los? Senta que lá vem textão! Espero que gostem. Boa leitura!

  • CINDERELLA

Pasmem: Cinderella é um conto que data do século I a.C. Por ser tão antigo, há milhares de versões, sendo a mais conhecida a adaptação dos irmãos Grimm. Esta é bem parecida com a versão da Disney, exceto pelo final mais sombrio.

Para fazer com que o famoso sapatinho coubesse, as irmãs da Gata Borralheira cortaram partes de seus pés. Uma cortou os dedos e a outra, o calcanhar. Dois pombos viram a farsa e bicaram os olhos das duas. Após o episódio, ambas viraram mendigas cegas.

O detalhe do sapato também teve mudanças. Enquanto a Disney o fez de cristal, no original ele é de vidro e, a fada madrinha, na verdade, se tratava da mãe falecida de Cinderella.

  • BRANCA DE NEVE

Esse é outro conto adaptado pelos irmãos Grimm, e que não difere muito da versão que conhecemos.

A princesa Branca de Neve tinha 7 anos quando a sua madrasta percebeu que a sua beleza poderia lhe causar problemas. Foi então que ela mandou um caçador arrancar-lhe os pulmões. Branca conseguiu fugir e passou a morar de favor na casa de sete anões. Mais tarde, a Rainha Má descobriu seu esconderijo e tentou por três vezes matá-la, disfarçada de mendiga. Na primeira, ela tentou Sufocar a princesa com um espartilho. Na segunda, levou um pente envenenado e, na terceira tentativa, a maçã. Dessa vez os anões chegaram tarde para socorre-la e, como Branca de Neve ainda estava com a aparência boa, optaram por não enterrá-la. Ao invés disso, a colocaram numa cripta de vidro no meio da floresta. Um dia, um príncipe passou pela cripta e quis de todo modo comprá-la. De imediato os anões recusaram a oferta, mas depois de tanta insistência do príncipe, acabaram aceitando. Durante o trajeto, o príncipe deixou a cripta cair no chão. Com a queda, Branca cuspiu o pedaço de maçã envenenado e voltou a vida. Os dois se casaram e chamaram a Rainha Má para a festa. Ao chegar lá, a mandaram calçar sapatos fervendo na brasa e a fizeram dançar até cair no chão, morta.

  • A PEQUENA SEREIA

A Pequena Sereia pode ser considerado um dos que mais tiveram mudanças pela Disney. O escritor do conto original é o dinamarquês Hans Christian Andersen e sua história é tão famosa por lá que, na cidade de Copenhagen, há uma estátua de sereia em uma pedra, no meio do mar.

A protagonista da história tinha mais cinco irmãs, todas criadas pela avó. Na “lei das sereias”, ao completarem 15 anos, ganhavam a permissão de ir à superfície. Quando chegou a vez da Pequena Sereia, ela salvou um príncipe de um naufrágio e se apaixonou por ele. Em seguida, procurou a bruxa do mar para lhe dar pernas, a fim de conquistar o amado. A bruxa concebeu o seu pedido em troca de sua língua, e além da Pequena Sereia ficar sem voz, cada vez que andasse sentiria dores como se estivesse pisando em facas. Se ela não conseguisse se casar com o príncipe, viraria espuma do mar (sereias, na verdade, viram espuma do mar ao invés de morrerem). A Pequena Sereia realmente fez o príncipe a amar, mas não como se ama uma esposa. Mais tarde, ele conheceu uma mulher e a confundiu com a sua salvadora, e assim decide se casar com ela.

No dia anterior ao casamento, as irmãs da sereia surgem com uma faca. Elas haviam feito um acordo com a bruxa: se a Pequena Sereia encravasse a faca no peito do príncipe, ela se livraria da maldição. Mas a sereinha o amava muito e não teve coragem de matá-lo. Suas lágrimas de amor verdadeiro a fizeram virar um espírito do ar, ao invés de espuma. E era isso que ela sempre quis e invejava nos humanos: ter uma alma.

  • A BELA E A FERA

A história original foi escrita por Gabrielle-Suzanne Barbot, em 1740. O pai de Bela era mercador e tinha três filhas. Quando ele viajava, as duas filhas mais velhas pediam coisas caras, exceto pela caçula Bela, que só queria uma rosa vermelha. Em uma de suas viagens, o mercador se perdeu e foi parar no castelo da Fera. Lá, ele roubou uma rosa para dar à Bela. A Fera o pegou no flagra e o obrigou a oferecer uma de suas filhas para ele. Bela foi a escolhida. Ao chegar no castelo, para a surpresa da jovem, a Fera a tratou como uma princesa e sempre a pedia em casamento, escutando um não como resposta todas as vezes. Um dia, Bela pediu para visitar o seu pai e a Fera permitiu, com a condição de voltar depois de dois meses. Certa noite, Bela sonhou que a Fera estava morrendo e correu de volta ao castelo, preocupada. Quando ela chegou, a Fera realmente estava em seu leito de morte. Deparada com tal situação, Bela finalmente percebeu que o amava e fez com que seu amor o transformasse em um lindo príncipe.

Dizem que o conto foi inspirado numa história real, ocorrida no século XVI, quando a rainha Catarina de Médici arranjou o casamento entre Petrus Gonsalvus e a filha de um funcionário da corte francesa, também chamada Catarina. Petrus era um rapaz gentil, porém sofria de hipertricose, o que fazia com que todo seu corpo fosse coberto de pêlos. O objetivo da rainha com este casamento era saber se ele era capaz de se comportar como cavalheiro e gerar filhos, ao mesmo tempo que queria despertar o lado “animal” de Petrus, o oferecendo uma bela dama como esposa. Quando a noiva o conheceu, quase desmaiou, mas a união foi próspera, visto que o casal gerou sete filhos, sendo que quatro deles herdaram a condição humana do pai e foram doados como animais de estimação para aristocratas. Mais tarde, Petrus e Catarina se retiraram para a Itália, onde viveram até o fim de seus dias.

Catarina e Petrus

  • A BELA ADORMECIDA

O conto é originário da França, escrito em 1697 e, mais tarde, ganhou uma versão dos irmãos Grimm.

Mais por uma premonição do que por uma maldição, uma bela princesa teve o seu dedo envenenado por uma farpa de linho. Muito triste, o rei colocou sua filha em uma cadeira de veludo, em um cômodo no meio da floresta e a tranca para sempre. Certo dia, um outro rei estava passando por ali e ficou encantado com a beleza da princesa. Ele, então, a estuprou e partiu. Sem saber, o rei acabou engravidando a princesa morta e, meses depois, ela deu a luz a gêmeos.

Um dos bebês, procurando por alimento, começou a chupar o dedo da mãe. Ele chupou com tanta força que conseguiu retirar o veneno e a fez despertar novamente. A esposa do rei acaba descobrindo tudo e manda lançar, mãe e filhos, na fogueira. Mas, na hora do ato, o rei joga a sua esposa no lugar da princesa e os gêmeos, e eles se tornam marido e mulher.

  • A PRINCESA E O SAPO

Também criado pelos alemães Grimm, a história, na verdade, tem outro nome: O Sapo Príncipe.

Um rei de um reino distante tinha belas filhas. A mais bela e mais mimada adorava brincar com a sua bola de ouro no jardim. Um dia, a bola foi parar no fundo de um lago e a princesa pôs-se a chorar. De repente, surgiu um sapo, falando que se ele se tornasse o seu companheiro, ele a devolveria a bola. A princesa aceitou e o sapo cumpriu a sua promessa, diferente dela, que saiu correndo, deixando o sapo sozinho. O rei soube de sua mentira e obrigou a filha a trazer o sapo para casa. Desesperada e com nojo de tê-lo em sua cama, a princesa o joga contra a parede, e isso o transforma de volta em um príncipe, não um beijo apaixonado como no filme da Disney.

  • O CORCUNDA DE NOTRE-DAME

Escrito por Victor Hugo, na França, em 1831, o conto na verdade é intitulado Notre-Dame de Paris.

Por causa de sua deformidade, Quasímodo é abandonado, ainda bebê, na porta da catedral, e é adotado pelo arquidiácono Frollo. Este obtinha um desejo profundo pela bela cigana Esmeralda, que sempre fazia apresentações de dança nas praças públicas. Com medo de não conseguir conter a tentação, Frollo manda Quasímodo a raptar. Esmeralda, então, é salva por um grupo de arqueiros, liderado por Phoebus. A cigana se apaixona por ele, mas o comandante já era comprometido. Mesmo assim, os dois começaram a manter um caso. Sabendo disso, Frollo mata Phoebus e acusa Esmeralda de assassinato. Para se livrar de sua sentença, o religioso obriga a cigana a ter relações sexuais com ele. Ela não aceita e, no momento de seu julgamento, Quasímodo consegue a sequestrar e a leva para dentro da igreja, onde ninguém pode pegá-la.

Quasímodo cuida de Esmeralda a noite toda, mas os outros ciganos conseguem a achar e, aproveitando a confusão, Frollo se apossa da cigana novamente. Irritado com as recusas de Esmeralda, Frollo a tranca junto com uma velha louca. A prisioneira, ao invés de despedaçar Esmeralda, percebe que ela é, na verdade, a sua filha, e a poupa de todo o sofrimento. Porém a paz de Esmeralda dura pouco. Os guardas da catedral a encontram e a levam para a sua execução.

Quasímodo e Frollo estavam na torre, assistindo a tudo, quando de repente, movido pelo desespero, o deforme empurra o seu pai adotivo torre abaixo e, em seguida, desaparece para sempre.

  • POCAHONTAS

A história da índia americana é real. A Disney recebeu críticas dos descendentes de Pocahontas pela sua versão distorcida, fazendo com que houvesse a continuação do filme, em que mostra a protagonista ficando com o seu verdadeiro marido, John Rolfe.

Suposto retrato de Pocahontas

Na verdade, Pocahontas era apenas um apelido, que significa “criança mimada”. Seu nome era Matoaka e ela era filha de um dos chefes da tribo Powhatan, que ocupava quase todo o litoral do estado de Virginia.

Quando tinha 11 anos, Pocahontas conseguiu livrar o colono inglês John Smith, que seria morto pelo seu pai, em 1607. Smith era um homem que beirava os 30 anos e, graças a esse evento, a tribo Powhatan estabeleceu a paz com os ingleses. Ao contrário do filme da Disney, Pocahontas e John Smith nunca se relacionaram. Ele apenas a serviu como professor da língua e costumes ingleses. Em 1609, John Smith foi baleado e teve que voltar para a Inglaterra. Outros colonos afirmaram à Pocahontas que ele havia sido mordo.

Quando completou 17 anos, a índia foi capturada por ingleses e permaneceu na prisão por mais de um ano. Interessado pela jovem, o britânico John Rolfe a pede em casamento, em troca de sua liberdade, e ela aceita. Ao chegar na Inglaterra, Pocahontas passou a se chamar Rebecca. Ela teve um filho com Rolfe, a quem o batizou de Thomas. Lá, Pocahontas descobriu que John Smith estava vivo, mas na época não conseguiu encontrá-lo. Por sua vez, Smith mandou uma carta para a Rainha, pedindo para que tratassem a índia com nobreza. E, assim, fez com que Pocahontas se tornasse muito popular no reino e até ganhar a simpatia do Rei.

Em 1617, Pocahontas reencontrou John Smith e ela se disse decepcionada com ele, por não ter conseguido manter a paz entre a tribo e os colonos. Meses depois, a índia e seu marido estavam no navio, rumo aos Estados Unidos, porém uma possível pneumonia os fizeram retornar e, no mesmo ano, Pocahontas veio a falecer.

Curiosidade: o ex-presidente estadunidense George W. Bush é um possível descendente de John Rolfe, fruto de um casamento posterior.

  • MULAN

Muito se questiona sobre se Mulan é apenas personagem de uma lenda chinesa ou se ela realmente existiu. A obra foi composta no século VI, durante a dinastia de Tang, mas se passa durante a dinastia Ming. Hua Mulan era o seu nome verdadeiro, mas a Disney preferiu adotar Fa Mulan para não enfrentar possíveis processos jurídicos.

A chinesa ficou famosa por lutar na guerra contra os nômades, que durou 12 anos, no lugar de seu pai. A cada batalha, Mulan se destacava por sua coragem. Mesmo depois de descobrirem que se tratava de uma mulher, o imperador da China quis recompensá-la, mas ela não aceitou e simplesmente voltou para casa.

  • ANASTASIA

A história da grã-duquesa russa Anastasia é verdadeira e trágica, mas não teve nenhuma versão contada pela Disney. A que conhecemos foi produzida pela Fox e tem um final feliz, ao contrário do que realmente aconteceu.

Anastasia Nikolaevna Romanova era a filha mais nova do czar russo Nicolau II. No filme animado da Fox, Rasputin seria o grande vilão da história, mas na realidade ele era apenas um amigo da família. O problema ao redor de sua imagem é que toda corte russa o achava demoníaco, com uma péssima fama de abusador e alcoolatra. Entretanto, Rasputin conquistou a confiança da família imperial por supostamente ter poderes sobrenaturais de cura, e com isso ajudava o herdeiro do trono, Alexei, quando este sofria suas crises de hemofilia.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Rússia imperial foi tomada por um golpe bolchevique e toda a família real foi capturada, sendo posteriormente executados. Ao encontrarem os restos mortais da família, notaram que não haviam os restos nem de Anastasia e nem de seu irmão mais novo. A partir daí, surgiram boatos de que ambos poderiam estar vivos.

Anna Anderson

Foi quando uma mulher chamada Anna Anderson contou aos jornais que era a grã-duquesa e que havia sobrevivido ao ataque se fingindo de morta e fugindo em seguida. Por anos a fio a mentira foi sustentada e Anna ficou muito rica. Apenas depois de sua morte foi concluído que Anna não se passava de uma impostora. Tempos depois, os cadáveres dos irmãos foram encontrados e comprovados através de exames de DNA.

  • RAPUNZEL

A história de Rapunzel é uma das mais famosas e antigas. Na minha opinião, a Disney bem que demorou muito tempo para readaptá-la aos cinemas! hehehe

Havia um casal que morava ao lado de um castelo que pertencia a uma bruxa. Quando estava grávida, a mulher pediu ao marido que fosse pegar algumas frutas. Estas só seriam encontradas no pomar da bruxa. O marido, então, arriscou roubá-las, mas foi pego pela bruxa. Como castigo, ela ordenou que o homem a desse a criança que sua esposa estava esperando. Dito e feito, a bruxa nomeou a menina de Rapunzel. Ao completar 12 anos, a bruxa prendeu a jovem numa torre sem portas e nem escadas. Ela também cultivou o cabelo da menina, sem jamais tê-lo cortado. Quando queria entrar na torre, a bruxa subia pelas longas tranças de Rapunzel. Certo dia, um príncipe estava passeando pelas redondezas e ouviu Rapunzel cantando na janela. Ele se apaixonou pela jovem e passou a visitá-la sempre que podia. Numa dessas visitas, o príncipe observou como a bruxa fazia para subir na torre e, no dia seguinte, fez igual. Ao chegar no topo da torre, pediu Rapunzel em casamento e ela aceitou. Juntos bolaram um plano: toda noite o príncipe viria com um pedaço de seda, para que assim Rapunzel tecesse uma escada. Com o passar do tempo, a bruxa percebeu que a barriga de Rapunzel estava crescendo e descobriu tudo. Ela, então, cortou os cabelos da jovem e lançou um feitiço para que ela morasse num deserto. Quanto ao príncipe, a bruxa o cegou e ele começou a vagar sem rumo pelos bosques. Até que um dia foi atraído, novamente, pela voz de Rapunzel. Os dois se reencontraram e as lágrimas de Rapunzel curaram a cegueira do príncipe, que viveram felizes para sempre.

  • HÉRCULES

Hercules, na verdade, é um deus da mitologia grega, filho de Zeus com uma mortal. Sua história é famosa pelas 12 tarefas que teve que cumprir e que o mostrou ser um semi-deus muito forte.

  • ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

A animação da Disney foi inspirada pelos livros de Lewis Carroll. É claro que a história é fantasia, mas a Alice realmente existiu. Ela era uma garotinha de 8 anos, filha de um casal amigo do escritor. Carroll ficava encantado com a personalidade da menina e sempre a levava para passear. Muito se especula a respeito de uma possível relação amorosa entre os dois, coisa que nunca foi comprovada devido a enorme diferença de idade entre os dois.

  • FROZEN

Uma das maiores franquias da Disney foi inspirada num conto do século XIX chamado A Rainha da Neve, escrito por Hans Christian Andersen, o mesmo autor de A Pequena Sereia.

A história gira em torno de Kai e Gerda, duas crianças que eram muito amigas. Certo dia, um troll criou um espelho mágico que transformava todos que o vissem em pessoas más. O espelho se quebrou e parte de seus pedaços foram parar próximos onde Kai e Gerda estavam brincando. Sem querer, Kai mirou o espelho e farpas dele entraram no seu coração, tornando-o uma criança má. Convivendo com a sua nova personalidade, Kai tenta roubar um trenó, mas é surpreendido pela dona do mesmo, a Rainha da Neve, que o sequestra como castigo. Gerda sente falta do amigo e sai a sua procura. Com a ajuda de uma pequena ladra, Gerda encontra o amigo e consegue curá-lo e derrotar a Rainha.

E chegamos ao fim! Qual foi a sua favorita?