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Se você, assim como eu está ansioso para por as mãos na edição ilustrada de Harry Potter e o Cálice e Fogo, vai surtar um pouquinho nesse momento. Essa semana, o perfil oficial do Pottermore (@pottermore) publicou um vídeo “3D” lindíssimo de uma ilustração inédita do novo livro, retratando a chegada da carruagem de Beauxbatons em Hogwarts para o banquete de abertura do Torneio Tribruxo. Veja abaixo:

O que mais está deixando a todos nós curiosos a respeito desse livro, e creio que vocês concordarão comigo, é a curadoria das cenas a serem ilustradas, da qual JK Rowling participa ativamente. Até o momento, os 3 primeiros volumes já lançados, tinha um máximo de 300 páginas e cenas um pouco extensas sem mudança de cenário, o que deixou a seleção de ilustrações bem satisfatória, porém em o Cálice de Fogo, o primeiro tomo enorme da saga, com suas 535 páginas, e com tantos cenários novos de fundo do lago e labirinto, e voo do dragão, e criaturas novas, deve ter sido muito mais complicado escolher o que deveria estar presente em formato de ilustração e o que “poderia passar”, para que a nova edição não se tornasse algo impossível e com um milhão de páginas.

O que mais tem me deixado ansiosa nem são as cenas das três tarefas do Tribruxo, pois, elas foram lindamente exploradas no filme, mas sim o F.A.L.E., o Fundo de Apoio a Libertação dos Elfos domésticos, fundado por Hermione no 4° ano dos garotos em Hogwarts e que foi SUMARIAMENTE cortado da adaptação cinematográfica. #ShameWarner E que eu espero ter sido redimido nessa versão ilustrada com as devidas desculpas.

Já tem bastante informação na internet sobre a versão ilustrada, mas eu sou do tipo que só acredita vendo e que não vê a hora de colocar essa belezinha na minha prateleira junto com os seus irmãos mais velhos hahaha

E vocês, o que gostariam de ver retratado nessa edição ilustrada?

Beijos e até a próxima! 

A Darkside Books lançou recentemente uma releitura feminista do clássico A pequena Sereia. E nessa história a nossa protagonista, Gaia não medirá esforços para conquistar o que quer.

Neste reino as sereias devem obedecer e não podem questionar. Elas precisam sorrir com frequência, falar só o necessário e ter uma aparência impecável. As sereias não recebem educação e crescem e precisam seguir as regras estabelecidas pelo Rei dos Mares; além de viver em um padrão de beleza para serem exploradas para o prazer masculino.

Gaia cresceu sem a sua mãe, inclusive este é um assunto proibido no mar. Suas irmãs a culpam pelo desaparecimento dela e dizem que foram abandonadas – já que ela escolheu viver na terra ao se apaixonar por um humano. Sem respostas, Gaia cresceu sentindo falta de sua presença e se perguntando o que realmente aconteceu com ela.

A jovem acredita que conseguirá essas respostas em breve, pois seu aniversário de 15 anos chegou e finalmente poderá subir a superfície para espiar o mundo humano. Mesmo sendo a sereia mais linda e desejada, Gaia não quer cumprir o destino escolhido por seu pai; sua mão está prometida para Zale – ele tem mais de 60 anos e é uma pessoa poderosa no reino – e eles irão se casar quando ela completar os seus 16 anos.

Quando Gaia subiu para superfície pela primeira vez, se apaixonou por um humano chamado Oliver. Ele não sabe da sua existência, no entanto, a sereia o salvou de uma tempestade e das Rusalka. Gaia tentou esquecê-lo, mas um ano depois desse acontecimento, a sereia decide procurar a Bruxa do mar para pedir ajuda. Em troca de sua beleza voz, a bruxa oferece pernas humanas e a chance de estar com esse jovem para sempre.

Uma leitura necessária

Essa releitura feminista da Pequena sereia que a Louise O’Neill publicou é necessária para discussão. Eu amo o conto o original (da mesma forma que guardo um grande carinho pela animação da Disney),porém se você refletir sobre a trama, verá que não é o tipo de história que devemos simplesmente aceitar. Por isso foi bom ler uma versão com um ponto de vista feminino e autêntico. Ainda temos à sensibilidade do conto de fadas, contudo ela adicionou a questão do amadurecimento e empoderamento da protagonista.

Foi uma leitura importante, pois o livro é extremamente feminista e notamos isso logo na primeira página. As condições sexistas e infames de nossa sociedade estão presentes na releitura. A autora mostra um mundo em que as mulheres são subordinadas a qualquer homem lá fora. Apesar de Gaia ser a nossa protagonista, podemos notar que todas as mulheres, que aparecem nessa história, sofrem.

Mesmo quando Gaia consegue sair do ambiente em que cresceu, quando conquista a sua tão sonhada liberdade, demora para se habituar e entender que não precisa e nem deve ser uma mulher quieta e obediente. Todos nós crescemos com ideologias que nos são apresentados no ambiente em que vivemos. Mudar esses pensamentos não é algo fácil e nem acontece da noite para o dia. Em A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, a autora mostra que leva tempo para compreender e se livrar de padrões que nos cercaram a vida toda.

Recomendo Fortemente!

Quando finalizei a leitura de Lady Killers, quis conversar com alguém a respeito e compartilhei um dos relatos com a minha mãe. Assim como eu, ela começou a refletir sobre a veracidade da história. Parece impossível analisar e pensar que mulheres são capazes de executar crimes à sangue frio; sem sentir nenhum remorso por isso. São mulheres cruéis, perversas que deixaram vários psicopatas no chinelo.

Tanto que iniciamos a leitura com Tori Telfer abordando o termo “assassinos em série“, pois sempre que o escutamos, projetamos automaticamente a imagem de um homem. É claro, que as a histórias que repercutiram na mídia, foram de homens psicopatas/ sociopatas com distúrbios de caráter.Mas dificilmente associamos esse termo às mulheres; é como se nós fossemos incapazes de torturar e matar de forma tão impiedosa.

ASSASSINAS EM SÉRIE

Retratar essas mulheres, que viveram há muitos anos atrás, fez com que a experiência se tornasse única. Visto que vamos conhecer não só a trajetória de cada uma delas, como também os contextos históricos e sociais da época em que viveram.

Os detalhes da edição fizeram com que a leitura se tornasse mais “leve”, mas ainda assim precisei ler aos poucos. Há cenas angustiantes e teve momentos em que me peguei sentindo empatia pelas assassinas. É claro que não concordo com as suas ações, porém conhecer suas motivações e entender como os crimes foram cometidos, facilita a afinidade.

Em Lady Killers, Tori Telfer também discutiu a forma com que as assassinas eram vinculadas aos crimes. Elas se tornaram piadas ou foram sexualizadas pela mídia, já que suas ações não foram levadas a sério – ao menos da forma que deveriam. Foi para fugir dos esteriótipos, que essa edição traz uma verdadeira análise psicológica de cada uma delas. Há várias assassinas que usaram a beleza ao seu favor, no entanto, muitos crimes foram cometidos por se sentirem oprimidas (tanto pelos padrões da sociedade como pelos próprios homens).

Sem dúvidas é um livro que vale a pena ter na estante!