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A Darkside Books lançou recentemente uma releitura feminista do clássico A pequena Sereia. E nessa história a nossa protagonista, Gaia não medirá esforços para conquistar o que quer.

Neste reino as sereias devem obedecer e não podem questionar. Elas precisam sorrir com frequência, falar só o necessário e ter uma aparência impecável. As sereias não recebem educação e crescem e precisam seguir as regras estabelecidas pelo Rei dos Mares; além de viver em um padrão de beleza para serem exploradas para o prazer masculino.

Gaia cresceu sem a sua mãe, inclusive este é um assunto proibido no mar. Suas irmãs a culpam pelo desaparecimento dela e dizem que foram abandonadas – já que ela escolheu viver na terra ao se apaixonar por um humano. Sem respostas, Gaia cresceu sentindo falta de sua presença e se perguntando o que realmente aconteceu com ela.

A jovem acredita que conseguirá essas respostas em breve, pois seu aniversário de 15 anos chegou e finalmente poderá subir a superfície para espiar o mundo humano. Mesmo sendo a sereia mais linda e desejada, Gaia não quer cumprir o destino escolhido por seu pai; sua mão está prometida para Zale – ele tem mais de 60 anos e é uma pessoa poderosa no reino – e eles irão se casar quando ela completar os seus 16 anos.

Quando Gaia subiu para superfície pela primeira vez, se apaixonou por um humano chamado Oliver. Ele não sabe da sua existência, no entanto, a sereia o salvou de uma tempestade e das Rusalka. Gaia tentou esquecê-lo, mas um ano depois desse acontecimento, a sereia decide procurar a Bruxa do mar para pedir ajuda. Em troca de sua beleza voz, a bruxa oferece pernas humanas e a chance de estar com esse jovem para sempre.

Uma leitura necessária

Essa releitura feminista da Pequena sereia que a Louise O’Neill publicou é necessária para discussão. Eu amo o conto o original (da mesma forma que guardo um grande carinho pela animação da Disney),porém se você refletir sobre a trama, verá que não é o tipo de história que devemos simplesmente aceitar. Por isso foi bom ler uma versão com um ponto de vista feminino e autêntico. Ainda temos à sensibilidade do conto de fadas, contudo ela adicionou a questão do amadurecimento e empoderamento da protagonista.

Foi uma leitura importante, pois o livro é extremamente feminista e notamos isso logo na primeira página. As condições sexistas e infames de nossa sociedade estão presentes na releitura. A autora mostra um mundo em que as mulheres são subordinadas a qualquer homem lá fora. Apesar de Gaia ser a nossa protagonista, podemos notar que todas as mulheres, que aparecem nessa história, sofrem.

Mesmo quando Gaia consegue sair do ambiente em que cresceu, quando conquista a sua tão sonhada liberdade, demora para se habituar e entender que não precisa e nem deve ser uma mulher quieta e obediente. Todos nós crescemos com ideologias que nos são apresentados no ambiente em que vivemos. Mudar esses pensamentos não é algo fácil e nem acontece da noite para o dia. Em A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, a autora mostra que leva tempo para compreender e se livrar de padrões que nos cercaram a vida toda.

Recomendo Fortemente!

Quando finalizei a leitura de Lady Killers, quis conversar com alguém a respeito e compartilhei um dos relatos com a minha mãe. Assim como eu, ela começou a refletir sobre a veracidade da história. Parece impossível analisar e pensar que mulheres são capazes de executar crimes à sangue frio; sem sentir nenhum remorso por isso. São mulheres cruéis, perversas que deixaram vários psicopatas no chinelo.

Tanto que iniciamos a leitura com Tori Telfer abordando o termo “assassinos em série“, pois sempre que o escutamos, projetamos automaticamente a imagem de um homem. É claro, que as a histórias que repercutiram na mídia, foram de homens psicopatas/ sociopatas com distúrbios de caráter.Mas dificilmente associamos esse termo às mulheres; é como se nós fossemos incapazes de torturar e matar de forma tão impiedosa.

ASSASSINAS EM SÉRIE

Retratar essas mulheres, que viveram há muitos anos atrás, fez com que a experiência se tornasse única. Visto que vamos conhecer não só a trajetória de cada uma delas, como também os contextos históricos e sociais da época em que viveram.

Os detalhes da edição fizeram com que a leitura se tornasse mais “leve”, mas ainda assim precisei ler aos poucos. Há cenas angustiantes e teve momentos em que me peguei sentindo empatia pelas assassinas. É claro que não concordo com as suas ações, porém conhecer suas motivações e entender como os crimes foram cometidos, facilita a afinidade.

Em Lady Killers, Tori Telfer também discutiu a forma com que as assassinas eram vinculadas aos crimes. Elas se tornaram piadas ou foram sexualizadas pela mídia, já que suas ações não foram levadas a sério – ao menos da forma que deveriam. Foi para fugir dos esteriótipos, que essa edição traz uma verdadeira análise psicológica de cada uma delas. Há várias assassinas que usaram a beleza ao seu favor, no entanto, muitos crimes foram cometidos por se sentirem oprimidas (tanto pelos padrões da sociedade como pelos próprios homens).

Sem dúvidas é um livro que vale a pena ter na estante!

Primeiramente: Happy Harry Potter Year e Feliz 2019, galera! Independente se você comemora ou não o Natal, o que importa é que essa época do ano é perfeita para comer muito e fazer novos planos, certo?

Pensando em Natal, estava eu lendo Harry Potter e o Cálice de Fogo (AGAIN) e notei que é o único livro que trata a passagem de tempo de forma muito clara. Que cita as datas das tarefas, que fala claramente “dia tal do mês tal”, já notaram isso? Apenas nesse livro há menções constantes a dias! Por conta das datas das tarefas do Torneio Tribruxo!

Fiquei lembrando dos outros livros e reparando que as datas não são muito influentes no enredo. Claro que todo mundo já viu a piadinha do Tio Voldy ser um vilão bacana porque ele sempre espera o ano letivo acabar pra tentar matar o Harry, né? Mas já notaram como o ano transita sem grandes revelações sobre em que mês estamos? Claro que são citadas datas festivas, como Páscoa, Natal, Dia das Bruxas. E muitas vezes vemos frases como “dezembro chegou trazendo frio, e em uma manhã uma grossa camada de neve cobria toda a propriedade”, mas nós só ficamos sabendo os aniversários dos personagens (fora o do Harry!) por conta de informações via outros canais, como o Potter More.

Você já se perguntou o motivo disso? Não há uma explicação oficial de J.K. Rowling para o fato das datas serem “ignoradas” nos livros, mas eu tenho duas teorias que julgo muito válidos! Vamos à elas 😀

A primeira é para que você leia sentindo como se estivesse vivendo junto com o Harry! Você, quanto estudante, lembra, claro, das férias, certo? Se estudasse em uma escola interna, como Hogwarts, provavelmente as datas que mais marcariam o ano seriam as idas para casa, nos feriados onde os alunos são liberados para irem visitar os pais, e o começo do ano letivo (1° setembro) e o final do mesmo, certo? Mas você não lembra de cor o dia e mês exatos de quando cada coisa aconteceu no seu ano, ano por ano da sua vida. Então!

Narrando dessa forma, nós passamos pelo ano de Harry junto com ele, focando nos fatos interessantes e não nas datas, por que elas, a menos que impactantes por algum motivo. Como as idas para casa de todo mundo que sempre são apontadas pelo narrador, dizendo se Harry ficou feliz ou não em ter o castelo mais vazio e se o Rony e a Mione ficaram ou não com ele, não fazem muita diferença no enredo principal!

A segunda se conecta com a primeira haha ! É para você não sentir mesmo o tempo passar. Todos os livros narram os acontecimentos de aproximadamente 1 ano da vida de Harry, certo? E você sabe disso, por que é um ano escolar (volta a piadinha do Tio Voldy!), mas se o ano passando fosse marcado de forma mais clara, pontuando os meses, você perderia o ritmo da leitura. Anteciparia, lendo de forma mais rápida, ou com menos atenção ou intensidade, determinadas cenas, apenas para “acabar o mês”, para chegar no próximo, para vencer essa “etapa”!

Vê como nosso cérebro é maluco? Quando você está chegando perto do banheiro a vontade aumenta não aumenta? Independente se você levou 1 ou 5 minutos para chegar lá! É basicamente a mesma coisa! Hahaha J.K. Rowling não só escreve com maestria, como também “divide” com maestria! A transição dos capítulos é de sumária importância para a fluidez de um livro, muito mais para a fluidez de 7 livros! E em Harry Potter os capítulos tem um ritmo muito bem estudado, muito bem medido, para que você apresse a leitura nas horas certas e leia mais calmamente nas horas certas também!

Eu já conduzi um estudo me tendo como cobaia hahaha onde eu cronometrei quanto tempo eu levava para ler cada página, levando em consideração claro que as páginas com diálogos são mais rápidas de ler, do que as com narração, mas eu concluí que comigo, o ritmo de leitura flui de acordo com a intensidade das cenas narradas. Naturalmente, quando um desfecho está por vir, seu cérebro acelera a capacidade de processar as informações para que você consiga chegar no desfecho mais rapidamente, e sacie assim sua curiosidade!

E aí? Acham que eu tenho razão ou que chegou a hora do Leandro me aposentar porque eu pirei de vez? Hahahah 

Deixem suas opiniões, eu ia adorar saber se eu sou louca sozinha ou se tem mais gente comigo! 😀

Beijos e até a próxima!