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Faz algum tempo que eu já terminei esse livro, porém sempre me pego pensando nele, então decidi compartilhar o que eu achei desse incrível compilado de casos de Serial Killers. apesar de ser um termo bem recente, começou a ser utilizada apenas nos anos 70, esse tipo de criminoso sempre existiu.

O livro de Harold Schechter é com certeza uma das coletâneas mais completas que eu já tive acesso em português, e o trabalho da Dark Side com o livro deve ser enaltecido, pois o livro é muito bem editado, organizado além de ter a capa dura e com textura. Descobri minha paixão por esse assunto depois de ter visto aquela série “Mind Hunters” da Netflix, que é inclusive muito boa. Comecei a me interessar bem mais pelo assunto de Serial Killers, o que me levou a esse livro.

E olha, é um assunto fascinante, entender como a mente dessas pessoas trabalha e o que levas essas pessoas a cometerem esses tipos de crimes tão horríveis. O livro separa e categoriza de forma bem didática todos os “tipos” de serial killers que temos até hoje (vai que um novo tipo surge não é mesmo) e dentro dessas características conhecemos pessoas do mundo inteiro das mais diversas épocas do mundo. Foi com certeza um trabalho muito bem feito. Da para aprender muito e ter uma leve noção do que se passa na cabeça de um assassino em série.

Apesar de ter 472 páginas, não precisa se acanhar, para quem não gosta muito de livros grandes, ele é cheio de ilustrações, fotos reais de casos e é escrito de uma forma bem fluida e que da vontade cada vez mais de saber sobre essas pessoas tão peculiares. São histórias reais de assassinos reais que pode estar dentro do seu trabalho, dentro da sua comunidade ou mesmo dentro da sua casa.

Quando eu estava na quinta série, o colégio que eu estudava realizava uma “Feira do Livro” em sala de aula. Cada aluno era incumbido de comprar um livro que a escola indicava e num certo dia do mês, todos levavam as obras e as colocavam apoiadas na lousa.

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Então, em ordem aleatória, a professora chamava aluno por aluno e lá íamos nós escolher alguma das opções disponíveis. Não valia nota, não tinha que fazer resenha, não tinha que entregar trabalho. Sua única obrigação era levar o livro que você havia escolhido da ultima vez e pegar um novo. Se você lesse, ótimo. Se não lesse, azar o seu.

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Desde cedo tive o gosto pela leitura, pois meus pais sempre leram muito. Minha mãe até esses tempos atrás, ainda era sócia de uma biblioteca (até ela descobrir minhas edições de Game of Thrones… Ela já leu mais que eu!).

Sempre achei que não importava o titulo e tema: se a história é legal e te motiva a continuar, o livro está cumprindo seu papel. Autoajuda? Religioso? Aventura, ação? Romance bobo? Histórico? Ficção científica (ou não)? Já li tudo isso e mais um pouco. Amei uns, outros comecei e não consegui terminar. Não me obrigo, não é porque todo mundo fala bem de algo que eu tenho que gostar também. E não é porque amo um autor, que tenho que gostar de todos os livros dele (Anne Rice, me perdoa! Você sabe que eu te amo, mas Vampiro Armand é chato DEMAIS!).

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Daquela saudosa época da feira do livro, dois títulos vão morar para sempre na minha memória e no meu coração: “Amor & Cuba-Libre” e “A Droga da Obediência”. O primeiro era minha incumbência na lista. O segundo peguei na lousa porque sempre achei mesmo que obedecer era uma droga (sabia de nada, inocente! Interpretei o título errado e mesmo assim não me decepcionei).

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“Amor & Cuba-Libre” conta a história de Sérgio, um adolescente na década de 60. Entre Cubas-Libres, brigas, zoeiras na escola e a disputa entre dois amores, Álvaro Cardoso Gomes me fez pela primeira vez na vida adentrar uma história. Eu sofria por não ter nascido nessa época e conseguia me imaginar diversas vezes no papel do mocinho. Esse livro que tenho até hoje (e que um dia a Punky irá ler) tem cheiro de lembranças. Uma nostalgia de uma época da qual nunca fiz parte….

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“A Droga da Obediência” veio a ser o inicio da minha primeira coleção de livros. Porque essa foi a primeira saga que eu acompanhei: a história dos Karas. Era simples: uma letra K pintada na palma da mão e a reunião estava convocada. Os estudantes super inteligentes Miguel, Calú, Crânio, Chumbinho e Magrí se reuniam para agir como detetives e ajudar a policia em casos complicados. Ao todo, foram cinco edições:

  • Droga da Obediência
  • Pântano de Sangue
  • Anjo da Morte
  • A Droga do Amor
  • Droga de Americana

Esses, infelizmente, emprestei para alguém que emprestou para outro alguém e nunca mais tive notícias deles…

Graças a essa iniciativa de escola, hoje tenho mais de 100 livros e não me canso de compra-los. Internet é legal, hoje você baixa e lê livro no pc, em tablets e etc… Mas para mim, nada como ter um livro de papel (com aquele cheiro de livro, sabe?) nas mãos e ler até ele ficar pesado demais para segurar ou os olhos cansados demais para continuarem abertos…. xD

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Mas graças à internet, hoje estou um pouco mais pobre e ao mesmo tempo mais feliz! Recomprei a coleção da Droga da Obediência (minha capa antiga era mais bonita… xP) e vou relê-los assim que possível. Com certeza, indico esses títulos ao publico infantojuvenil/juvenil que goste de leituras fáceis e viciantes. E aos adultos saudosos como eu.

Agora me contem: quais os livros que marcaram a sua vida?