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Vitorianas Macabras é um lançamento do novo selo Macabra, da Darkside Books. O livro é uma antologia organizada pela Marcia Heloísa – doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense (UFF) – e traz 13 histórias de terror e suspense, escritas por autoras Vitorianas. Logo nas primeiras páginas, encontramos uma introdução maravilhosa da própria Marcia, falando um pouquinho sobre o projeto e este período histórico. As autoras reunidas nesta antologia são: Charlotte Riddel, Louisa Baldwin, Edith Nesbit, Violet Hunt, Amelia B. Edwards, Charlotte Bronte, Elizabeth Gaskell, Mary Elizabeth Braddon, Margareth Oliphant, Rhoda Broughton, H.D Everett, Vernon Lee e May Sinclair,.

 

Era Vitoriana foi o período do reinado da rainha Vitória, entre junho de 1838 a janeiro de 1901. Apesar desse período trazer prosperidade para o povo britânico, ele ficou marcado pelo seu conservadorismo. Existiam algumas normas comportamentais que precisavam ser seguidas à risca pelos cidadãos ingleses durante a Era Vitoriana. Desde a forma de se vestir até ao modo de falar e interagir socialmente. Mas este reinado trouxe lucros com a expansão e domínio do Império Britânico. Da mesma forma que teve o surgimento de novas invenções. Então, se por uma lado esse período ficou marcado por rígidos costumes, do outro surgiu a modernização na ciência e economia.

Vitorianas Macabras – A voz feminina na era Vitoriana

Além dos contos, há um material bem interessante no final do livro. Temos uma pequena biografia da rainha do Reino Unido e também um pouquinho da História dessa época. Vamos ver uma Londres obscura, com atrações que faziam sucesso e locais sombrios que mais tarde serviram de inspirações para obras aclamadas. Histórias conhecidas como Whitechapel em meados de 1888, onde um assassino conhecido como Jack, o Estripador, fizera algumas vítimas. Assassinas de bebês, hospícios, casa de ópio e também casas de crueldade.

Entre no site da Darkside Books para ter mais informações sobre o livro Vitorianas Macabras

Fonte: Sai da Minha Lente

 

Love Kills é a investigação de Danilo Beyruth sobre o mito dos vampiros. A história se passa em São Paulo e o autor mostra como esses seres estão sobrevivendo nos dias atuais. Helena é uma das sobreviventes e vive em um prédio na cidade. Ela é bem solitária, mas prefere viver dessa forma. Em uma de suas caçadas noturnas, Helena acaba se esbarrado com Marcus; um cozinheiro que não está muito satisfeito com o seu trabalho, mas continua nesse emprego e fazendo o melhor que pode. Depois de uma confusão no restaurante em que trabalha, ele se vê atraído por Helena sem saber os perigos que essa aproximação podem trazer.

Admito que não gostei do Marcus e fiquei sem entender em quê a sua presença contribuiu na trama. Mas me surpreendi com os traços de Danilo, pois foi o meu primeiro contato com o trabalho do autor e gostei de como ele enriqueceu a narrativa com as suas ilustrações. Moro em São Paulo, porém a rotina do dia-a-dia faz com que certos detalhes importantes passem despercebidos. No entanto, ao ler e admirar seus traços, foi como se eu pudesse sentir e ouvir toda a agitação da cidade.

Ao mostrar a forma como esses vampiros vivem e onde se escondem na cidade; Danilo trouxe outras reflexões ao apresentar realidades ignoradas em São Paulo. E mesmo com um assunto tão delicado, como o vício, há cenas de ação e combate. A ausência de cores na paleta preta e branca, harmoniza com esse lado sombrio da cidade. Gostei de ler Love Kills! Esse quadrinho foi publicado pela Darkside Books.

Fonte: Sai da Minha Lente

Pronto para conhecer o lado mais sombrio do Vaticano? Em Exorcismo: O Ritual Romano, novo lançamento da DarkSide® Books no selo Graphic Novel, o leitor encontrará padres com passados tenebrosos, segredos de confissão expostos, escândalos, sacerdotes perturbados, exorcismos frequentes e um grande mistério a ser resolvido.

A história começa com o padre John Brennan entrando no quarto de uma jovem possuída, na Amazônia. Depois de ouvir todas as barbaridades do demônio que a controla, Brennan finalmente consegue libertá-la. Apesar de ser considerado um dos melhores exorcistas, o padre vive uma crise existencial desde que perdeu o seu melhor amigo e quase foi excomungado.

Mas depois que um bispo morre de forma inescrupulosa, John Brennan foi convocado para voltar à Roma e afrontar o mal que assola aquele lugar sagrado. Algo está colocando em risco a igreja Católica como a conhecemos e muitos consideram este padre um traidor. A alta cúpula da Igreja não cofia em sua presença, porém Brennan é a última esperança.

O que achei da história

Não sou religiosa, mas me interesso por histórias em que a imagem do catolicismo e da Igreja é distorcida. E Ritual Romano cumpre bem esse papel; 24tanto que o autor teve dificuldades para encontrar uma editora que publicasse esta obra. A edição traz a história completa (em capa dura) e alguns extras como estudos de ilustração, além de um prefácio assinado por Paco Plaza, diretor e roteirista de REC.

E já que estou falando sobre a edição, tenho que compartilhar que adorei as ilustrações do Jaime Martínez e a paleta de cores que a Sandra Molina usou para dar vida à história. São cores escuras (azul frio, preto perturbador, manchas vermelhas) que combinam e representam as sombras que espreitam o Vaticano.

E no final, El Torres compartilha o processo criativo e a equipe que o ajudou. Também comenta sobre as suas pesquisas na hora de escrever esta história; ele usou como pano de fundo um caso real. O desaparecimento misterioso da jovem Emanuella Orlandi em 1983; muitos pensam que foi um caso de estupro que terminou em morte.

Gostei! Já leram?