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Esta semana se inicia a mostra Horror Noir, junto ao Centro Cultural São Paulo (CCSP), com apoio da editora DarkSide Books. Tal exposição vem por em pauta a participação das pessoas negras no cinema de terror, tanto na atuação, com atores e atrizes, como na produção dos filmes. Portanto, ela nos trará uma reflexão de como tudo isto aconteceu ao longo dos anos até o presente.

A mostra terá ao longo de vários dias a exibição de diversos filmes, com debates a respeito dos mesmos. Mas não só isso, ainda haverá discussões a respeito de livros que também retratam a temática. Seguidos de debates e conversações com a presença de personalidades, críticos e autores.

Alguns dos clássicos filmes exibidos serão: A Noite dos MortosVivos; O Mistério de Candyman; Blacula, o Vampiro Negro; Corra; e Bones – o Anjo das Trevas. Sempre se iniciando a partir do meio da tarde e seguindo até a noite, com entrada gratuita para a mostra. Os ingressos devem ser retirados, sendo um por pessoa, na bilheteria local.

 

Horror Noir

O foco central da mostra é a edição de Horror Noir, o livro de Robin R. Means Coleman. Portanto, o mesmo trata-se de um compilado de informações e documentos que reafirmam a importância e a presença de atores e cineastas negros nesse meio artístico. Dessa forma, demonstra como a representatividade se fez presente no cinema de terror.

Entretanto, junto do livro, também haverá o documentário de nome homônimo, produzido pelo streaming Shudder. Este por sua vez traz entrevistas com expoentes da TV e do cinema, sendo um deles Jordan Peele.

E para compor todo esse evento, haverá a presença da editora DarkSide Books, trazendo diversos de seus livros. Todavia o destaque fica por conta do próprio Horror Noir, de Coleman, em sua edição brasileira. Ainda haverá edições de Candyman com brindes exclusivos e preços com desconto nos demais livros.

Enfim, a mostra acontece entre os dias 08 e 17 de agosto, com entrada gratuita. Você pode conferir a programação aqui.

A DarkSide® Books, em parceria com a ACEMBRAAssociação de Cemitérios e Crematórios do Brasil —, traz a agente funerária e escritora Caitlin Doughty para participar do Fórum de Gestão e Administração de Cemitérios e Crematórios, e também lançar seu novo livro, “Para Toda a Eternidade”, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Grande defensora da quebra de tabu a respeito da morte, a agente funerária norte-americana fala, em seu novo trabalho, sobre como oito culturas ao redor do mundo compreendem a morte nos dias atuais. Com ilustrações do artista Landis Blair, a obra é o segundo trabalho de Caitlin Doughty com a DarkSide® Books que, em 2016, lançou “Confissões de Crematório”, um livro com histórias reais do dia a dia de uma casa funerária, e um sucesso de vendas da editora.

A primeira parada de Caitlin Doughty será na capital paulista, onde ela palestrará sobre rituais de morte pelo mundo no fórum anual da ACEMBRA e realizará visitas técnicas nos principais cemitérios da cidade.

No dia 13, às 19h30, ela estará na Ugra Press (Rua Augusta, 1371 – loja 116, São Paulo) para um bate-papo aberto e gratuito com a DarkSide® Books, seguido de sessão de autógrafos com os leitores. Os fãs cariocas também vão ter a oportunidade de conhecê-la. No dia 18 de junho, às 19h30,  ela se apresenta no Teatro Solar de Botafogo (R. Gen. Polidoro, 180, Rio de Janeiro) e, em seguida, estará disponível para uma sessão de autógrafos. Os dois livros publicados por Caitlin Doughty estarão disponíveis para compra nos locais dos eventos

MAIS SOBRE A AUTORA

Caitlin Doughty é agente funerária, escritora e mantém um canal no YouTube onde fala com bom humor sobre a morte e as práticas da indústria funerária. É criadora da web série Ask a Mortician, fundadora do grupo The Order of the Good Death; que une profissionais, acadêmicos e artistas para falar sobre a mortalidade. E também autora de dois livros publicados pela DarkSide® Books: Confissões do Crematório, que reúne histórias do dia a dia de uma funerária e mescla dados sobre história, antropologia e sociologia para debater a aceitação da morte; e Para Toda a Eternidade, livro que traz os relatos de oito viagens pelo mundo para conhecer culturas contemporâneas que tratam a morte, e os mortos, de maneiras diferentes das quais estamos habituados. Em sua participação no Fórum de Gestão e Administração de Cemitérios e Crematórios de 2019, ela fala sobre os diferentes rituais de morte pelo mundo.

 

A Darkside Books lançou recentemente uma releitura feminista do clássico A pequena Sereia. E nessa história a nossa protagonista, Gaia não medirá esforços para conquistar o que quer.

Neste reino as sereias devem obedecer e não podem questionar. Elas precisam sorrir com frequência, falar só o necessário e ter uma aparência impecável. As sereias não recebem educação e crescem e precisam seguir as regras estabelecidas pelo Rei dos Mares; além de viver em um padrão de beleza para serem exploradas para o prazer masculino.

Gaia cresceu sem a sua mãe, inclusive este é um assunto proibido no mar. Suas irmãs a culpam pelo desaparecimento dela e dizem que foram abandonadas – já que ela escolheu viver na terra ao se apaixonar por um humano. Sem respostas, Gaia cresceu sentindo falta de sua presença e se perguntando o que realmente aconteceu com ela.

A jovem acredita que conseguirá essas respostas em breve, pois seu aniversário de 15 anos chegou e finalmente poderá subir a superfície para espiar o mundo humano. Mesmo sendo a sereia mais linda e desejada, Gaia não quer cumprir o destino escolhido por seu pai; sua mão está prometida para Zale – ele tem mais de 60 anos e é uma pessoa poderosa no reino – e eles irão se casar quando ela completar os seus 16 anos.

Quando Gaia subiu para superfície pela primeira vez, se apaixonou por um humano chamado Oliver. Ele não sabe da sua existência, no entanto, a sereia o salvou de uma tempestade e das Rusalka. Gaia tentou esquecê-lo, mas um ano depois desse acontecimento, a sereia decide procurar a Bruxa do mar para pedir ajuda. Em troca de sua beleza voz, a bruxa oferece pernas humanas e a chance de estar com esse jovem para sempre.

Uma leitura necessária

Essa releitura feminista da Pequena sereia que a Louise O’Neill publicou é necessária para discussão. Eu amo o conto o original (da mesma forma que guardo um grande carinho pela animação da Disney),porém se você refletir sobre a trama, verá que não é o tipo de história que devemos simplesmente aceitar. Por isso foi bom ler uma versão com um ponto de vista feminino e autêntico. Ainda temos à sensibilidade do conto de fadas, contudo ela adicionou a questão do amadurecimento e empoderamento da protagonista.

Foi uma leitura importante, pois o livro é extremamente feminista e notamos isso logo na primeira página. As condições sexistas e infames de nossa sociedade estão presentes na releitura. A autora mostra um mundo em que as mulheres são subordinadas a qualquer homem lá fora. Apesar de Gaia ser a nossa protagonista, podemos notar que todas as mulheres, que aparecem nessa história, sofrem.

Mesmo quando Gaia consegue sair do ambiente em que cresceu, quando conquista a sua tão sonhada liberdade, demora para se habituar e entender que não precisa e nem deve ser uma mulher quieta e obediente. Todos nós crescemos com ideologias que nos são apresentados no ambiente em que vivemos. Mudar esses pensamentos não é algo fácil e nem acontece da noite para o dia. Em A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, a autora mostra que leva tempo para compreender e se livrar de padrões que nos cercaram a vida toda.

Recomendo Fortemente!