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Já conversamos na coluna vampírica sobre uma novela e um filme. E hoje vou falar sobre um seriado que foi extremamente importante na minha vida: “Buffy, a Caça Vampiros”.

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Tudo começou com um roteiro escrito por Joss Whedon em 1992. Ele criou a história de uma simples garota loirinha (dessas que morre no começo de qualquer filme de terror) que se descobre com poderes especiais de combate ao mal. Quando seu roteiro foi transformado em filme, os produtores acabaram convertendo-o em uma comédia pastelão sobre vampiros. O filme não agradou muito a crítica e tão pouco Joss Whedon, que ficou decepcionado com o resultado.

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Anos mais tarde, Gail Berman, um executivo da Fox, propôs a Whedon que se retomasse o conceito original da Buffy adaptando a história para uma série de televisão. Ele topou e desenvolveu um piloto de 25 minutos que foi comprado pela WB. Então, em 10 de março de 1997 (cinco anos após o desgosto com o longa), a série estreou e até hoje é tida como um das melhores séries de todos os tempos.

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Buffy é considerada uma das séries que mais mudaram o rumo televisivo do drama norte-americano. Muitos seriados que vieram depois sofreram grande influência por parte dela, como Dead Like Me, Supernatural, Smallville, Joan of Arcadia, as temporadas recentes de Doctor Who e Torchwood, True Calling, Veronica Mars, e até mesmo LOST. Outras séries ainda usaram tema “amor entre vampiro e humano” como Moonlight, True Blood e The Vampire Diaries, além da saga de livros e filmes de Stephenie Meyer, Crepúsculo.

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E pensar que no começo, Whedon não acreditou que a ideia faria sucesso por conta da repercussão do filme, tanto que a primeira temporada teve apenas 12 episódios. Mas no total, foram 7 temporadas e nesse tempo, muita coisa aconteceu. Personagens importantes foram e vieram, Angel (um vampiro que tinha um affair com Buffy) ganhou uma série própria e aquela caça vampiros conquistou o coração de muita gente (eu incluso!).

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Agora, a verdadeira importância de Buffy para mim é que, além de ter sido um dos pilares da minha paixão pelo tema, foi o que me uniu a Penny! Na época em que nos conhecemos, ela era viciada na série (seu nick no MSN era Buffy, inclusive) e eu já tinha muita experiência no assunto (meu nick, por acaso, era The Vampire). Uma amiga nossa em comum achou que seria divertido nos apresentar porque tínhamos gostos parecidos (obrigado por isso, Tita!! S2) e cá estamos nós até hoje! Inclusive, isso é fruto de 9 anos juntos:

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Infelizmente, os DVDs da 6° e 7° Temporada (que eram na época de responsabilidade da Fox Film) não foram lançados no Brasil. Agora, a Fox não possui mais os direitos sobre o seriado e, portanto, não há qualquer previsão de lançamento dos mesmos… 

A Caça vampiros fez parte da minha vida por um bom tempo! E vocês? Assistiam Buffy?

Minha fixação pelos Vampiros sempre me acompanhou em todas as vertentes possíveis. Como eu falei na coluna anterior – aqui, lembram? eu comecei na TV, com a Novela Vamp.

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Foi uma sequencia inevitável: Vamp – filmes – livros – jogos. Como já falei sobre o primeiro assunto, vou falar sobre os outros três, começando com foco no que foi o mais importante para mim em cada um deles. Hoje falaremos de filme, mais especificamente sobre “Entrevista com o Vampiro”.

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O filme é homônimo de um livro da escritora Anne Rice no qual foi inspirado e conta a história do atormentado vampiro Louis (interpretado por Brad Pitt). Ele convida um jornalista para ouvir sua história e revelar ao mundo que os Vampiros existem. Quando consegue convencer o jornalista de que o assunto é sério, ele narra sua trajetória e conta um pouco sobre sua convivência com o responsável pela sua transformação, o “insensível e malvado” Lestat (Tom Cruise).

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Esse filme foi extremamente marcante para mim, pois me jogou direto para dentro da literatura vampírica. E ele retrata os filhos da noite exatamente do jeito que eu considero “o certo”: eles morrem decapitados, queimados ou em contato com o sol, podem se alimentar sem matar, e para criar novos vampiros é necessário um processo complexo que envolve uma “troca sanguínea”. Fora que além da personalidade clássica de Louis do tipo sofredor (ohhh, não queria ser assim, isso é uma maldição, como sofro por ter que tomar sangue) existe o contraponto de Lestat, um cara perfeitamente contente com sua condição e que considera o vampirismo uma benção.

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Além disso tudo, ainda tem a doce e amável Claudia, uma vampira transformada ainda criança e que apesar de crescer por dentro, acaba presa dentro de um corpo de criança durante décadas! A primeira vez que assisti a esse filme, aprendi a amar a Kirsten Dunst….. S2

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Esse foi o primeiro longa que eu assisti onde a história do vampiro é vista através da perspectiva dele e não de um caçador ou qualquer coisa do tipo. O foco foi a vida de Louis e todo seu sofrimento. E para mim, é uma das melhores adaptações de livro para o cinema (ok, o personagem Armand, interpretado pelo Antonio Banderas tem na verdade 16 anos, mas isso é um mero detalhe… xP).

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Entrevista com o Vampiro é um marco da história vampírica e pode ser considerado um dos clássicos do gênero. Está com certeza no meu TOP 3 da categoria e é o único que eu tenho o DVD e assisto toda vez que estiver passando na TV.

E vocês? O que acham desse filme?

Olás, meus caros amiguinhos! Tudo bom com cada um de vocês? Não que me importe, pura formalidade.

Meu grande amigo Lanzillotta, ou sei lá como ele se intitula no blog, me cedeu um espaço para escrever sobre algumas coisas para vocês, mortais. Ser fútil que sou, resolvi falar sobre futilidades. Começaremos por aparências!

As aparências interessam a todos, mas interessa particularmente aos nerds. Quem nunca deixou de chegar junto na paixão platônica por não se julgar bonito o suficiente?

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Quem nunca resolveu assistir uma série, ou comprar uma action figure ou outra só por bater o olho? Compramos livros pela capa (como por exemplo o excelente livro do Conan, mas com a capa do filme – FAIL), e tantas outras obras. Quantas capas você olha de relance e já sabe do que se trata o livro? A teoria é a mesma, claro que em níveis diferentes, mas se aplica.

Então, aparências importam. Pra saber o quanto isso importava na vida de um cidadão médio, tenho conduzido um pequeno experimento social. Chama-se “Projeto Blazer”. Não sabe o que é um blazer? Google te responde, não vou dar aula pra ninguém.

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Tem um principio muito básico esse “projeto”, simplesmente comecei a usar blazer pra todo lugar que eu fosse. Suit up and be awesome! Fiquei duas semanas me vestindo de qualquer jeito para trabalhar. Calças largas, tênis surrado, camisetas velhas e o pouco de barba que tenho não barbeava. Ninguém me criticou, nem me repreendeu. Até ai normal. Fiz algumas pesquisas, peguei uma graninha e comprei algumas peças-chave que me faltavam no armário, principalmente o tal do blazer.

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Eis que, feitos os devidos ajustes (sim, ajustes. Costureiras existem pra isso e você não fica parecendo um guri que pegou as roupas do pai ou um segurança #fikdik) e comecei a me vestir com um pouco mais de sofisticação. As vezes me vestia normalmente, tênis e camiseta, mas sempre com o blazer. As pessoas começaram a me tratar muito melhor. Mas muito mesmo! Todos os encontros que tive, o primeiro comentário foi sobre minha roupa.

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Todos julgamos o tempo todo as informações que recebemos pelos nossos sentidos, isso que nos permitiram sobreviver e se adaptar. Nossa aparência importa mais do que acreditava importar, por mais que deteste aceitar isso. Exemplo: o Slot é um cara legal, mas é feio que dói. Goonies é filosofia, é vida, é magia, pessoal.

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E assim, na grande maioria das vezes nossos olhos que nos guiam para nossos interesses. Vivemos num mundo de imagens, aparências. Na natureza os indivíduos gastam muita energia aparentando saúde para poderem se reproduzir, e vocês humanos não fogem dessa regra. A sociedade funciona assim, e certo ou errado, não cabe julgar. É assim que a banda toca.

robert

Minha conclusão: me visto razoavelmente melhor, minha vida social teve uma melhora e pretendo continuar assim. Recomendo refletirem sobre isso, e quem sabe, façam o mesmo. Assim vocês tiram suas próprias conclusões. Hoje em dia, com esse boom da “moda nerd” tá fácil você se vestir bem, sem deixar de perder sua essência, seu modo particular de se vestir. Camisetas engraçadinhas é o que não faltam.

Lembrem-se: o Batman é a roupa dele. O Bruce Wayne é o mesmo.