13
fev
2013

Uma viagem ao aquário de São Paulo

Postado em | Cultura, Resenhas

Tenho a dizer que o meu Carnaval foi muito bem aproveitado, pois nada como um passeio cultural para enriquecer o feriado.

Dentre os vários parques e museus que já visitei por ai, nada me empolgou mais do que a visita ao aquário de São Paulo.

Aquario de São Paulo

Considerado uma referência em tratamento e exposição de animais, o Aquário de São Paulo é o maior aquário da América Latina, apresentando 9 mil m² e 2 milhões de litros de água.

Único aquário temático do Brasil, o complexo leva os visitantes a se sentirem imersos aos ambientes, que apresentam aproximadamente 3 mil exemplares de cerca de 300 espécies de animais.

O interessante é que ele é dividido por setores que levam os visitantes a conhecer muito mais do que apenas animais aquáticos.

Aquario de São Paulo1

Passando por cobras (Harry Potter feelings), jacarés (inclusive albinos), tartarugas (de várias espécies), morcegos (gigantes da ilha de Java, na Indonésia) e um parque pré-histórico (com um fêmur verdadeiro de braquiossauro maior que eu), você conhece e absorve cada detalhe do passeio.

Aquario de São Paulo4

Mas o destaque fica mesmo para os animais aquáticos.

Aquários com peixes do Rio Tietê, com piranhas, com cavalos-marinhos e até com o todo elenco de “Procurando Nemo”, te levam facilmente para as profundezes das águas.

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Mas quando você entra num tanque com água por todos os lados (inclusive por cima) e se depara com arraias, duas espécies de tubarões dentre outros peixes, é difícil até manter a respiração.

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Mas ainda tem o setor dos mamíferos. É o máximo ver lontras, o lobo-do-mar, o peixe-boi e a sereia (Não! Não estou louco! Pelo menos durante o carnaval, tinha uma sereia de verdade dentro de um dos tanques).

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Para conhecer melhor o aquário, basta acessar o site: http://www.aquariodesaopaulo.com.br/

E para conhecer melhor o trabalho da escritora e sereia Mirella Feraz, basta acessar o blog: http://eusouumasereia.blogspot.com.br/

Por fim, eu pergunto a vocês: alguém aí tem dois cálices de prata e um mapa pra fonte de juventude?

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7
fev
2013

Carnavelhas III – Bebadoriso: o novo CD das Velhas Virgens


Eu tenho um gosto muito eclético para músicas. Sou capaz de ouvir (quase) tudo.

Mas eu gosto principalmente de músicas que fogem do comum. Então, nada mais normal do que ser fã de carteirinha das Velhas Virgens.

Pra quem não conhece, a Banda das Velhas Virgens é um grupo originário de São Paulo, que se destaca pelas músicas irreverentes (geralmente com conteúdo adulto, alcoólico e polêmico), fazendo um rock/blues da melhor qualidade. Além do som pesado, as letras besteirentas são muito criativas e muitas vezes dizem o que temos vontade de dizer e não podemos.

Por serem independentes, as Velhas não se prendem a modinhas e nem fazem as músicas para agradar as rádios ou produtores. Eles tocam o que tem vontade de tocar.

Tudo isso pra falar sobre a minha nova aquisição: o CD Carnavelhas III.

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Com o intuito de ser uma opção para os roqueiros durante o carnaval, Paulão, Cavalo e companhia lançam o terceiro CD que mistura Rock e marchinhas de carnaval.

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Isso parece improvável? Mas as Velhas Virgens conseguem!

Depois do primeiro Carnavelhas que trouxe sucessos como “Aposentadoria de Malandro”, “Mauro, Eu mesmo e Eu” e “Homem do Bigode Cheiroso”, (que figuram entre as minhas preferidas dentre todas as lançadas durante mais de 25 anos de carreira), eles buscaram fazer um segundo Carnavelhas temático homenageando a cidade de São Paulo. Músicas como “Marcha do diabo”, “Um Chops e dois Pastel” e “Nos bares da Vila Madalena” por si só já valem a compra desse CD.

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E parece que a brincadeira pegou, pois vieram mais homenagens no Carnavelhas III. Só que dessa vez aos grandes humoristas e personagens cômicos da TV. “Samba do Mussum e do Seu Madruga”, “Didi Mocó” e “No Banco da Praça” são alguns dos resultados mais bem sucedidos.

Ainda que a minha preferida tenha sido “Balança Mas Não Cai” por ser a que mais pende pro lado do Rock, a “Marcha da Catifunda” é igualmente boa e hilária mesmo sendo mais carnavalesca.

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Pra quem não tem paciência com bailes ou desfiles de escolas de Samba, mas não quer passar o carnaval em branco, fica aí a minha sugestão!

Por ser um fã inveterado, que confia plenamente no trabalho das Velhas, comprei o CD antes de escutar qualquer uma das músicas. Mas dá pra conferir algumas delas no site oficial da banda, nesse link aqui. Além disso, também é possível acompanhar a agenda de shows.

Pra adquirir qualquer um dos 13 CDS já lançados até hoje (e também Livros, DVDs e camisetas), basta acessar o site da parceira Gabaju Records.

Em tempo: durante a produção do “Rockin Beer – 25 anos”, foi solicitada ajuda dos fãs para arrecadar a grana da produção do DVD. Em troca, alguns dos colaboradores tiveram o nome cantado em uma música especial. Para ouvir a versão feita pra mim, é só clicar no play!

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=bgtWTp87qQg&w=640&h=480]

E aí? Já ouviram esse CD? Alguém mais gosta tanto da BVV quanto eu?







24
jan
2013

Resenha: Detona Ralph

Postado em | Cinema, Novidade, Resenhas

Detona Ralph conta a história de um vilão de jogo de fliperama. Cansado de ser maltratado por ser o malvado, ele decide provar que na verdade é um cara legal e que pode ser o mocinho se assim quiser. Com esse idea fixa ele parte rumo a conquista de uma medalha de herói, a qual ele acredita que pode mudar o rumo de sua reputação e história.

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Tendo assistido duas vezes a nova animação da Disney, aproveito pra fazer mais uma comparação entre expectativa e realidade.

Expectativa: há alguns meses atrás, meu caro amigo Rafael “Jedi” Martins me comunicou sobre um lançamento da Disney que estava sendo tratado como um “Toy Story” feito para gamers. No trailer apareceram personagens dos jogos dos meus tempos de criança. A expectativa era a melhor possível: um filme da Disney temperado com lembranças nostálgicas.

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Realidade: Sinceramente, foi decepcionante. Só não saí mais triste do cinema porque minha Princesinha adorou o filme, tanto que tivemos que assistir uma segunda vez (assistir em termos… Penny e eu dormimos o repeteco todo).

Pra quem foi ao cinema esperando referências de jogos ou mesmo um filme ambientado no tema games, acabou se sentindo enganado. Os meus velhos companheiros de infância aparecem tão pouco no filme que nem dá pra sentir a emoção do reencontro.

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E o plano de fundo, que era pra ser o chamariz dos gamers, do meio do filme em diante, acaba se perdendo. No momento em que a graciosa Vanellope aparece, o foco muda e a história se transforma num conto de princesas. Nesse momento acaba qualquer referência aos games e na minha modesta opinião, até o pobre Ralph fica em segundo plano.

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Ou seja: a Disney tentou misturar fofices com nerdices e o resultado não foi nem lá nem cá. Ao mesmo tempo em que curti ver o Kano do Mortal Kombat dando um fatality e arrancando o coração de um zumbi, achei a cena um pouco forte para as crianças.

Mas o fato é que no geral, o resultado tem agradado. Apesar de toda propaganda enganosa feita em volta dos personagens de games antigos para atrair os adultos, o conto de fadas conquistou as crianças. Não há como negar que o desenho é bem feito e a trama (apesar de às vezes contar com mais elementos do que o necessário) é bem amarrada, simples de entender e fácil de acompanhar. Como já disse para vários amigos meus que estavam com vontade de assistir o filme, se você não tiver uma companhia mirim para levar, não vá sozinho. Mas se puder levar sobrinhos, primos ou filhos, vá assistir desprovido de expectativas. A animação foi feita pra eles e não para nós.

PS: Sobre o “Avião de Papel”

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Vale ressaltar o ótimo curta em 2D, exibido antes do longa. Ficou evidente que se tendo boas ideias, não é necessário exagerar em tecnologias de ponta e animações especiais para ser um sucesso. O curta mudo em preto e branco prendeu a atenção da criançada do começo ao fim como se fosse uma coisa comum para eles. Ponto positivo pra Disney.