12
abr
2013

Resenha: The Walking Dead, a ascensão do Governador

Postado em | Livro, Resenhas, Zumbi

Agora que a terceira temporada de The Walking Dead acabou, temos que suprir as nossas necessidades “zumbilisticas” de alguma forma. Pensando nisso, aqui vai minha sugestão: leiam The Walking Dead, a ascensão do Governador, de Robert Kirkman e Jay Bonansinga.

Ao ganhá-lo de presente do meu grande amigo Ketilys, o Gnomo Verde, e já sabendo do assunto que seria abordado, tratei de devorar o livro antes mesmo da terceira temporada começar. E agora, vou resenha-lo para vocês.

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O Livro conta o início da história do “Governador” (o vilão do ano eleito pela revista americana Wizard) e como ele chega a ser o cruel e impiedoso comandante da cidade de Woodbury num mundo recém-dominado por zumbis.

Para tanto, a história te leva a conhecer o obstinado Phlilip Blake, sua frágil filha Penny e seu doente e medroso irmão Brian Blake, que junto com mais dois amigos tentam encontrar um lugar onde possam sobreviver.

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Expectativa: Estava ansioso para ler algo que se passasse dentro do universo de TWD. Mas como nunca tinha lido um livro sobre zumbis, temi que a narrativa fosse meio parada. Por outro lado, esperava muitas mortes, mordidas e sangue escorrendo pelas páginas.

Realidade: Ele é simplesmente viciante. Foi difícil largar o livro antes de terminá-lo. A narração é feita com tamanha intensidade, que o autor consegue passar exatamente a emoção que deseja. O melhor exemplo ocorre logo nas primeiras páginas, na cena dentro do armário, onde você fica literalmente com dificuldade de respirar.

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É muito legal acompanhar a evolução de cada personagem no decorrer da trama, mas é bom saber que assim como na série na TV, é melhor não se apegar a nenhum deles.

Apesar de não contar como a infestação começou, você tem uma visão geral do inicio e da forma como eles aprendem a lidar com ela, como descobrem o que podem e o que devem fazer, como e quais são seus conflitos e a forma de cada um em lidar com a epidemia.

A ascensão do Governador tem muitas reviravoltas e surpresas e mesmo assim, achei o final um pouco óbvio demais. Mas isso não desqualifica o livro de forma alguma.

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Se você já assistiu a terceira temporada da série, vai entender muito mais sobre a vida do Governador e os motivos que o levaram a agir do jeito que ele age, chegando algumas vezes até a simpatizar com o vilão. Entretanto, se ler o livro primeiro, vai acabar pegando alguns erros e mancadas da série, que em alguns momentos, pecou na fidelidade a história.

Pra finalizar, quero deixar claro que apesar do livro ter sido tratado como “aterrorizante”, ele não é tão assustador assim e a leitura flui tranquilamente alternando momentos de ação e tensão com outros de tranquilidade e até uma pequena dose de romance.

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Se você gosta do universo zumbi, com certeza é uma leitura obrigatória.

E aí, alguém mais leu The Walking Dead, a ascensão do Governador?







3
abr
2013

Expectativas sobre Game of Thrones

Postado em | Livro, Novidade, Resenhas, Série

Então começou. Game of Thrones estreou domingo e já deixou claro a que veio.

Logo no primeiro episódio da 3 Temporada, foi possível perceber que essa será muito mais intensa que a anterior.

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Lembrando que eu não li o livro e estou na expectativa, já imagino batalhas, armações e tramoias. Mas prevejo muito drama e decepções também…

Isso porque li a entrevista que George R.R. Martin deu a Ana Maria Bahiana, do UOL.

A conversa começou tranquila, com ele dizendo sobre as suas inspirações para escrever GoT e dizendo que apesar de seus livros serem de fantasia, eles foram baseados em fatos históricos da Europa Medieval, sobre os quais ele fez um longo estudo.

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Afirmou que está adorando a adaptação (algo como “melhor impossível”) e que está bem envolvido com o projeto, inclusive tendo escrito ele mesmo o roteiro do sétimo episodio.

Mas então, veio a parte tensa da entrevista. Quando falou sobre o livro que está dando origem a terceira temporada (A Tormenta das Espadas), ele afirmou que após o lançamento, recebeu uma chuva de e-mails de leitores dizendo que odiavam-no, que tinham queimado ou jogado o livro no lixo. Confessou ainda que teve muita dificuldade em escrever alguns capítulos e que nessa parte da história, resolveu várias coisas que vinha preparando desde o princípio. E sabe que algumas cenas irão chocar e, possivelmente, enfurecer a plateia.

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Obrigado, George, agora estou com medo de assistir o resto da temporada e já estou te odiando pelo simples fato de saber que você fez alguma coisa que irá me fazer odiá-lo! (Nerdice modo on, level  over 9000)

Pra finalizar, ele garantiu que mesmo ainda não tendo escrito os dois últimos livros da saga, já sabe quem ficará com o Trono de Ferro no final da história. E que muita gente vai passar pelo Trono e morrer.

E como se não bastasse, adiantou: “Espero que você goste. Nem todo mundo vai gostar….”

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Como conviver com esses pseudo-spoilers sensacionalistas? O jeito é esperar o fim da saga pra saber se fazemos parte das pessoas que irão gostar ou não do final…

Agora me digam (SEM SPOILERS DO LIVRO): do lado de quem vocês estão? Quem merece o trono no final?







19
fev
2013

Resenha: João e Maria, Os Caçadores de Bruxas

Postado em | Cinema, Novidade, Resenhas

Nesse final de semana tive a oportunidade de conferir o novo remake de contos de fadas: “João e Maria, Os Caçadores de Bruxas”.

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O filme mostra a história dos personagens após o incidente envolvendo a casa de doces. Após escaparem sãos e salvos, João e Maria formam uma dupla de caçadores de bruxas, que viaja de cidade em cidade procurando e matando os seres das trevas que tanto atormentam o mundo com suas maldades.

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Expectativa: Um filminho água com açúcar, com várias viagens, assim como foram os filmes da Branca de Neve e da Chapeuzinho Vermelho.

Realidade: UOU! Fiquei muito surpreso. O filme é basicamente ação. E praticamente escorre sangue pelos lados da tela. Gostei dos efeitos, da caracterização dos personagens e claro, da quantidade de sangue, tripas e mortes que o filme mostra.

Eu esperava uma coisa mais teen, mas como a intenção era mostrar um João e Maria endurecidos pela sua história e pelo tempo, a opção dos criadores foi fazer um filme mais sombrio. Agradou e muito.

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Pontos positivos pela “não enrolação”, pelos momentos bem dosados e pertinentes de humor, pelo Ogro chamado Edward (juro que na hora pensei no pseudo-vampiro do crepúsculo e pelas risadas no cinema, acho que não fui só eu), pelos cenários fantásticos e pela originalidade.

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Mas o filme não é só elogios. Como eu esperava um filminho “mais ou menos”, ele acabou superando as minhas expectativas. No entanto, a história é bem fraquinha. Não se aprofunda em aspecto nenhum. Você não conhece o João, a Maria ou sequer sabe por que a Bruxa vilã é tão temida.

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Aliás, você sai do cinema sem saber bem o que é uma Bruxa Branca ou qual é a vantagem em ser uma. E mais: você escolhe ser (assim como as más escolhem) ou já nasce assim? Como? Quando? Onde? Porque?

A trama não convence e é necessário certo esforço pra encontrar coerência em algumas cenas.

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O resumo da ópera é o seguinte: se você quer um filme de ação e sangue, mas sem nenhum enredo, vá ser feliz com João e Maria.

Eu assisti em 2D, mas ouvi dizer que os efeitos 3D estão ótimos. Particularmente, toparia assistir de novo em 3D. Mas terei que arrumar outra companhia, porque acho que a Penny (que saiu meio enjoada do cinema) não vai querer.

Em tempo: nunca na minha vida tinha me passado pela cabeça que João e Maria teriam outro nome na história original. Ainda que tivesse pensado nisso, obviamente, ia achar que eles se chamariam “Jhon and Mary”. Descobrir que eles se chamam Hansel and Gretel foi bizarro!

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E aí? Alguém mais assistiu ao filme? O que vocês acharam?