26
jul
2016

Resenha (Crítica) – Batman: A Piada Mortal


Por Rafael Borges

Durante as (merecidas) férias do Sr. Leandro Lanzillotta, eu e o Felipe Takeo fomos conferir a exibição de Batman: A Piada Mortal nos cinemas. A animação seria lançada diretamente para DVD, mas a Warner resolveu aproveitar a comoção que o Homem-Morcego sempre causa, realizando exibições na tela grande em algumas salas selecionadas – e disputadas!

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Pra começo de conversa, preciso deixar uma coisa clara: tudo o que envolve o Batman é um assunto da maior importância pra mim. Então, quando Bruce Timm, produtor do aclamado desenho do Homem-Morcego nos anos 90, anuncia que vai adaptar em formato de animação a Piada Mortal, não tem como não existir grande expectativa.

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Lançada em 1988, a Piada Mortal é a história que mostra o Coringa tentando provar que apenas um dia ruim pode ser o bastante para levar uma pessoa normal à loucura. O roteirista Alan Moore e o desenhista Brian Bolland – ambos britânicos e extremamente detalhistas em seus respectivos ofícios – apresentam uma história brutal, descrevendo a insanidade do Coringa e a forma distorcida com que ele vê o mundo e a si mesmo.

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Se você conhece a HQ e espera vê-la transposta cena por cena para a tela, você vai ter exatamente o que espera. Mas isso não quer dizer que a animação seja 100% fiel à graphic novel. Como a história original tem apenas 60 páginas, o renomado roteirista de quadrinhos Brian Azarello foi convocado para criar material adicional, completando o longa metragem.

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A escolha para esse material faz todo o sentido com a história original, pois apresenta aquela que seria a última missão de Bárbara Gordon antes de abandonar o manto da Batgirl. A ideia era dar mais densidade à personagem antes dos eventos traumáticos pelos quais ela passa na Piada Mortal – não vamos entrar em spoilers. Se você leu a HQ, já sabe exatamente do que estamos falando, não é?

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O problema é que Azarello pesa a mão ao tentar reproduzir o estilo provocador de Alan Moore. A animação cruza uma linha que jamais havia sido cruzada, passando a sensação de que os autores não captaram corretamente a dinâmica da parceria entre Batgirl e o Batman. Nós também não vamos entregar todos os detalhes aqui. Se você está curioso pra saber, a internet já está repleta de spoilers sobre essa cena em particular.

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A sensação de assistir a um desenho animado como este no cinema é incrível. Apesar disso, o estúdio coreano responsável pela animação peca pela falta de uniformidade. Enquanto algumas cenas são belamente ilustradas, outras deixam claro que o orçamento foi mais dirigido para trazer de volta o eterno Luke Skywalker Mark Hammil, que cede a voz para o Coringa.

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Resumindo, Batman: A Piada Mortal causa nas telas a mesmíssima estranheza e choque que causava nas páginas das histórias em quadrinhos anos atrás. Pode não ser a melhor adaptação animada da DC (Ano Um e Cavaleiro das Trevas são bem superiores em minha opinião), mas se você é fã do Coringa e do Homem-Morcego, mais do que vale a pena conferir!

Alguém ai já conferiu A Piada Mortal? O que achou?

Conheça o outro trampo do Rafa além de Colunista do PPN:

Site: www.ozzycover.com.br







5
jul
2016

Resenha (Crítica): Procurando Dory

Postado em | Cinema, Resenhas

Depois de ler algumas críticas de “Procurando Dory”, eu mesmo fui ao cinema para acompanhar a saga da peixinha mais querida dos 7 mares!

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Expectativa: Eu queria conhecer a história de Dory e saber como ela chegou onde chegou, mesmo com seu problema de perda de memória recente! Esperava algo divertido, com cenas emocionantes e um enredo simples para as crianças!

Realidade: não tenho como negar que a nova animação da Disney/Pixar atendeu as minhas expectativas e sai do cinema satisfeito com o que eu vi.

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No enredo de Procurando Dory, Dory, Nemo e Marlin, vão em busca de respostas sobre o passado da peixinha esquecida. Em meio a muita aventura, ela encontra personagens inusitados, como o rabugento polvo Hank e reencontra outros, como a sua amiga baleia Destiny.

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Li algumas opiniões na internet que me fizeram duvidar da qualidade do filme. Mas incrivelmente, todas as críticas de pessoas que não tinham gostado muito do filme tinham sempre uma mesma coisa em comum: a comparação com “Procurando Nemo”.

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Não dá pra dizer que Procurando Dory é tão bom quanto a animação de Nemo. Mas sejamos sinceros, ser melhor que Procurando Nemo é uma tarefa bem árdua. Então, que tal se excluirmos esse parâmetro de comparação e analisarmos o filme isoladamente?

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Esse longa tem tudo o que você pode esperar da Disney/Pixar e até um pouco mais. Tem muitas cenas engraçadas com tiradas pouco óbvias, tem cenas tristes que tocam o coração mesmo você sabendo que aquilo é apenas um desenho, tem personagens caricatos e outros prá lá de inusitados e cara, tem toda uma moral social por trás da trama.

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Reparem que todos os personagens principais tem alguma particularidade. A Dory sofre de problemas de memória, o Polvo Hank tem um braço a menos, a Baleia Destiny tem problemas de visão, o sonar de Bailey não funciona direito e a Beca…. Bem, nem dá pra descrever a hilária Beca! xP! Até Merlin é mal-humorado e pessimista crônico!

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E o que falar de Nemo? Ele tem uma nadadeira menor que o normal, uma deficiência que foi bastante explorada no primeiro filme e que nesse, ele da uma aula de superação e mostra que é possível levar uma vida normal mesmo sendo diferente dos outros. Aliás, essa é a grande sacada do filme: mostrar que não importa se você é diferente ou se tem algum “problema”. Você sempre vai ter uma família ou amigos pra te apoiar, te ajudar e amar você do jeito que você é e que isso é o mais importante de tudo!

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O roteiro pode até ser um pouco previsível e alguns momentos do longa serem extremamente exagerados, mas gente… É uma animação infantil. Minha filha está com 10 anos e já está querendo deixar de ser criança. Sabe qual foi a opinião dela? Ela adorou o filme! E pode ter certeza de que isso significa que em algum ponto, a Disney acertou bonito!

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Em homenagem ao Hank – numa dublagem ótima feita pelo Kibe Antonio Tabet – a nota é de 7 bracinhos de Polvo. Ou até 8! xD

Levem as crianças e curtam com elas essa divertida lição de aceitação, autoconhecimento e inclusão!

Mais alguém aí assistiu? O que achou do filme?







27
maio
2016

Resenha (Crítica) – X-Men: Apocalipse

Postado em | Cinema, HQ, Resenhas

Essa semana fui ao cinema assistir X-Men: Apocalipse (junto com os outros dois integrantes do time do Batalha Nerd!! xD) e agora vou contar para vocês o que eu achei da nova produção da Fox!

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Expectativa: Realmente baixa. Como vocês acompanharam em meus posts sobre os trailers, eu não estava esperando nada desse filme e achei que munido de baixas expectativas, talvez o resultado não fosse tão ruim.

Realidade: Minha tática deu certo. O longa não foi uma decepção e isso por si só já é uma grande coisa! X-Men: Apocalipse tem pontos fortes e fracos e acaba ficando na média. Nem excelente, nem decepcionante.

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A história gira em torno de Apocalipse, primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel . Desde o início da civilização, ele era adorado como um deus, acumulando os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado, para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará.

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Primeiro, falemos sobre o vilão. Difícil, eu passei o filme inteiro sentido mais pena do que medo do Apocalipse. O tempo todo fica subentendido que ele é incrível, mas a cara dele de monotonia não fomentava em mim o sentimento correto. Isso só muda na cena em que ele encara vários X-Man ao mesmo tempo na boa, enquanto da um pau no Xavier no plano mental. Essa cena é demais, meus amigos!

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Sobre os 4 cavaleiros, senti um pouco de tristeza. Depois de todos esses anos, ainda me dói um pouco que os filmes detonem a origem dos personagens. O Anjo – rico, influente, de família poderosa – era um lutador de jaula? E já que era pra virar Arcanjo, porque não fazer a transformação completa?

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Magneto tem uma história bem parecida com a mostrada no filme, onde perde sua família de maneira trágica. Mas a original tinha mais drama e menos fantasia. Custava ter mantido na integra? Não ia ter impacto no roteiro e os fãs ficariam mais felizes.

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Psylocke estava show, mas quantas falas ela teve? Duas? Faltou explorar um pouco a personagem e inclusive seus dons! Ela também é telepata, custava ter um confronto telepático com a Jean ou mesmo com o Professor X? Maldade não terem colocado a borboletinha rosa na cara dela! xP

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Já a Tempestade, vá lá! Teve a origem mais fiel retratada e fiquei até orgulhoso. Dos quatro cavaleiros, Ororo foi a que mais teve destaque e a gente até perdoa as patacoadas dela ter uma “ídola” um tanto quanto diferente.

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No geral, gostei do clima dos anos 80 e do cuidado para que lembrasse bem os quadrinhos. Isso foi bem retratado em diálogos saídos diretamente das páginas das HQs, assim como algumas cenas impactantes que dá até vontade de chorar de tão lindas que ficaram. Roupas e acessórios dos personagens também me agradaram muito.

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Triste foi ver que a Jubileu, de novo, foi descartada. Quem não acompanha os quadrinhos não deve ter entendido a câmera focando na menina de jaqueta amarela várias vezes e qual a relevância dela na história.

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Gostei dos efeitos especiais, gostei do Ciclope, da Jean e do Noturno e claro que Xavier e Magneto estavam perfeitos. As cenas do Mercúrio já quase velem o ingresso do filme todo e a Mística, mesmo toda errada, ainda é a Jennifer Lawrence, né? <3! A história é dinâmica e apesar de não aprofundar em nenhum dos personagens, também não é corrida. Bryan Singer conseguiu dosar bem as piadas, sem fazer com que o filme ficasse engraçadinho ou sério demais. Zuar o X-Man 3 foi a cereja do bolo!

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Enfim, se você gosta de filmes de heróis, pode ir ao cinema que não é desperdício de tempo ou dinheiro. Só não vá esperando um grande clássico, você não vai encontrar. Para mim, X-Men: Apocalipse ganha 6 de 10 Wolverines Arma X.

Alguém mais assistiu? O que vocês acharam?