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A DarkSide® Books, em parceria com a ACEMBRAAssociação de Cemitérios e Crematórios do Brasil —, traz a agente funerária e escritora Caitlin Doughty para participar do Fórum de Gestão e Administração de Cemitérios e Crematórios, e também lançar seu novo livro, “Para Toda a Eternidade”, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Grande defensora da quebra de tabu a respeito da morte, a agente funerária norte-americana fala, em seu novo trabalho, sobre como oito culturas ao redor do mundo compreendem a morte nos dias atuais. Com ilustrações do artista Landis Blair, a obra é o segundo trabalho de Caitlin Doughty com a DarkSide® Books que, em 2016, lançou “Confissões de Crematório”, um livro com histórias reais do dia a dia de uma casa funerária, e um sucesso de vendas da editora.

A primeira parada de Caitlin Doughty será na capital paulista, onde ela palestrará sobre rituais de morte pelo mundo no fórum anual da ACEMBRA e realizará visitas técnicas nos principais cemitérios da cidade.

No dia 13, às 19h30, ela estará na Ugra Press (Rua Augusta, 1371 – loja 116, São Paulo) para um bate-papo aberto e gratuito com a DarkSide® Books, seguido de sessão de autógrafos com os leitores. Os fãs cariocas também vão ter a oportunidade de conhecê-la. No dia 18 de junho, às 19h30,  ela se apresenta no Teatro Solar de Botafogo (R. Gen. Polidoro, 180, Rio de Janeiro) e, em seguida, estará disponível para uma sessão de autógrafos. Os dois livros publicados por Caitlin Doughty estarão disponíveis para compra nos locais dos eventos

MAIS SOBRE A AUTORA

Caitlin Doughty é agente funerária, escritora e mantém um canal no YouTube onde fala com bom humor sobre a morte e as práticas da indústria funerária. É criadora da web série Ask a Mortician, fundadora do grupo The Order of the Good Death; que une profissionais, acadêmicos e artistas para falar sobre a mortalidade. E também autora de dois livros publicados pela DarkSide® Books: Confissões do Crematório, que reúne histórias do dia a dia de uma funerária e mescla dados sobre história, antropologia e sociologia para debater a aceitação da morte; e Para Toda a Eternidade, livro que traz os relatos de oito viagens pelo mundo para conhecer culturas contemporâneas que tratam a morte, e os mortos, de maneiras diferentes das quais estamos habituados. Em sua participação no Fórum de Gestão e Administração de Cemitérios e Crematórios de 2019, ela fala sobre os diferentes rituais de morte pelo mundo.

 

Já que hoje eu quase perdi a minha prova por causa da manifestação que fechou a Avenida Brigadeiro Faria lima, em São Paulo, e levei o dobro do tempo para chegar em casa devido às interdições na região da Avenida Paulista que se mantiveram até 22:00 horas, me fazendo chegar em casa morta e dolorida prontinha para escrever esse post, porque não falarmos de Harry Potter e os movimentos estudantis!?

Sempre me pego surpresa com como Harry Potter é muito coerente com cada fase da evolução dos personagens principais. Mostrando não só problemas pertinentes à cada idade, mas também um narrador que foca em pontos de vista diferentes dependendo de em que fase da adolescência Harry está. Reparem bem, que até detalhes da narrativa bruta, que descreve cenários ou coisas que o Harry vê, começa muito mais básico e vai evoluindo em cada livro, não só em vocabulário como também em riqueza de detalhes e “pontos de interesse”.

Desa forma, vemos uma ruptura muito grande acontecer em Harry Potter e a Ordem da Fênix! O 5° livro é o momento onde os mundos de Harry, o bruxo e o trouxa, começam a se fundir. Para nos fazer ver como não importa em que país, posição social, ou cultura você vive, as questões importantes do mundo interferem, sim, em sua existência e merecem sim a sua atenção.

Nos filmes, a cena do voo por Londres, a caminho do Largo Grimmauld, com Harry e a Ordem passando por entre barcos, cidades, e se permitindo ver, ilustra isso de uma forma muito forte. Independente do decreto que exige que os bruxos vivam sem que os trouxas saibam de sua existência, esses mundos coexistem, ambos usufruem do mesmo mundo. A mesma Londres de pessoas de terninhos no metrô é a Londres onde fica a Sede da Ordem da Fênix, onde fica a resistência bruxa contra a tirania de Voldemort!

É nesse momento, aos 15 anos, que pela primeira vez uma batalha se apresenta aos personagens. Dessa vez não uma luta pela sua vida, mas uma que requer “livros e inteligência”. Uma batalha que mostra a frustração de Harry por perceber que ser apenas corajoso e sagaz não será o bastante no mundo lá fora, onde as forças das trevas se escondem e ganham espaço por trás da burocracia, se mantendo escondidas ao olhos de todos apenas pelo desejo que  os governantes tem de se manterem cegos e manter o povo feliz e confortável.

Os desmandos em Hogwarts, as perseguições à Harry e Dumbledore, são um exemplo muito forte do que vemos em dezenas de distopias por ai: panem et circe. Pão e circo.

A guerra que os estudantes travam contra Dolores Umbridge e as tentativas dela de transformar Hogwarts em uma extensão do gabinete do ministro da magia, de mostrar pera o bruxo médio que “tudo está bem” e que o que não está está sendo corrigido, é muito maior do que varinhas em punho. É uma batalha de inteligência, resiliência, é um imenso tabuleiro de xadrez! É ver onde as leis podem ser usadas para meios escusos, onde o “dentro da lei” nem sempre significa o correto e onde eles aprendem que nem sempre podemos deixar nossas vidas à mãos de nossos governantes e só vivermos confiado que eles estão fazendo o melhor por nós.

Ver, em Ordem da Fênix, como o ministro da magia, Cornélio Fudge, tentou tanto fazer tudo certo, tudo para por o mundo mágico “em ordem”, como ele cegamente acreditava nisso, como ele achou que Dumbledore e Harry estavam só querendo criar pânico, quando na verdade, era chegado o momento em que as leis estavam beneficiando o inimigo e que era o momento de mudar, de entender e não só mandar, de viver a comunidade que ele comandava, não só de trás do conforto do seu gabinete, mas nas ruas onde realmente o pânico já estava acontecendo, pessoas sumindo, famílias sendo ameaçadas e cuja voz não conseguia chegar nos subterrâneos de Londres, de onde Fudge só dizia “Tudo está bem!”, nos faz questionar, junto com o Harry, e aprender com ele que mesmo quando o inimigo tenta te fazer pensar que está isolado, quando seu motivo é nobre e tem valor, sempre haverá alguém para te apoiar e para se colocar à frente de uma revolução junto com você, seja ela uma luta contra uma Alta Inquisitora tirana, seja numa batalha mortal contra o Partido das Trevas!

A mim Harry sempre ensinou a sermos fortes e unidos, e vocês, qual foi maior lição que tiraram de Harry Potter?

É com grande pesar no coração que venho hoje falar de Cemitério Maldito, mas antes vamos contextualizar né!

O filme foi inspirado na obra de Stephen King (Rei do Horror, como o nome dele já sugere) O Cemitério, que conta a história de uma família que se muda para um local próximo a um cemitério de animais, com poderes sobrenaturais. O livro foi lançado em 1983, e em 1989 tivemos a primeira adaptação pro cinema.

Claramente se você assistir o filme de 1989 hoje, ele não será tão assustador quando deve ter sido na época. Porém quando o reboot de 2019 consegue ser menos assustador ainda, isso é um problema. O novo filme foi lançado com um ótimo elenco  Jason Clarke, Amy Seimetz, John Lithgow e o gato, que é uma estrela a parte! A Atuação dos atores foi realmente impecável. Stephen inclusive gostou de algumas alteração na história (que não vou mencionar por conta de spoilers) mas o que me deixou mais incomodada foi o fato do filme não te deixar sequer apreensivo. Nem mesmo a trilha sonora tão forte em filmes de terror se fez presente nesse filme.

A filme é lento, demora para se desenvolver, e falhou na maior premissa de um filme de terror, não da medo algum. Percebi pessoas mais rindo do que se assustando no cinema e isso me deixou muito chateada, pois eu esperava mais de uma adaptação da obra do King. Sabemos que  Stephen lida com o horror de uma forma diferente, ele não se baseia em jump scares ou cenas muito chocantes, ele trabalha todo o psicológico da pessoa e por isso suas obras são tão respeitadas. Apesar de usar do sobrenatural, acho que o maior ponto de horror das suas obras são coisas muito mais próximas de nós, as pessoas. Jason Clark acho que foi o ator que mais passou esse sentimento, pois podemos acompanhar bem de perto a alteração de sanidade dele ao longo do filme.

Mas quando eu vou ao cinema eu quero pelo menos ficar um pouco tensa vendo o filme, e isso não aconteceu. O filme de 89 pelo menos brinca um pouco com jump scares, na medida certa, para te deixar pelo menos apreensivo. Então para quem quer ver o filme, eu recomento que vejam o antigo primeiro.

Agora quero só fazer uma pausa para vocês verem que o gato por si só já é uma estrela, fiquem com essa foto dele na premier do filme.