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Como vocês estão? Hoje eu vim falar sobre um filme que chegou recentemente no catálogo da Netflix e causou burburinhos nas redes sociais. O Poço é um  thriller distópico e fala sobre o consumo de pânico e também sobre o individualismo X coletivismo.

 

Goreng (Iván Massagué) desperta em uma prisão verticalmente estruturada. Nesse encarceramento, um banquete luxuoso desce em uma mesa através de um poço central a partir do topo, concedendo que os presos de cada andar se alimentem por um breve período de tempo. Não sabemos quantos andares tem e nem mesmo temos uma noção de temporalidade, pois os presos mudam de níveis periodicamente. No entanto, quem está em cima consegue se alimentar e ter as melhores opções de comida; e conforme a mesa vai descendo, começa a luta pela sobrevivência com os restos

Vale a pena assistir?

SIM! Acho que foi um dos filmes mais sádicos que já assisti. É um filme sobre experimento social e apesar de ter outros títulos com uma premissa parecida – como Jogos Mortais (amo esta franquia) e até mesmo Uma noite de crime – o Poço traz muitas questões ideológicas. O filmefaz duras críticas sobre desigualdade social e a diferença de classe.

A cozinha desse filme é uma mistura do delicado, sofisticado e do bárbaro. Enquanto vemos um chefe de cozinha acariciando um presunto pendurado, ao som de um violino; pensamos que o banquete preparado é capaz de alimentar centenas de pessoas. Mas quando a mesa desce, nível por nível, nos desesperamos ao ver os presos engolindo o máximo que conseguirem antes do tempo deles acabarem. E quando falo que o filme é sádico e perturbador, é porque o medo e a crueldade acabam se tornando as únicas armas para a sobrevivência.

Mesmo que de forma incômoda, o filme alcança o seu propósito e nos faz refletir sobre as nossas ações. A fotografia sombria e claustrofóbica, entrega a sensação de angústia e solidão com maestria. Há várias metáforas presentes na trama e é possível comparar até mesmo com os pecados capitais.

Já assistiram?

Fonte: Sai da Minha Lente

Assim que Por Lugares Incríveis entrou no catálogo da Netflix corri para assistir. Estava ansiosa para conferir esta adaptação, pois esta leitura me emocionou bastante na época em que eu li.

Por Lugares Incríveis vai contar a história de Violet e Finch que se conheceram de uma forma bem inusitada: ambos estavam pensando em cometer suicido. Violet não consegue aceitar a tragédia que tirou a vida de sua irmã e Finch está lutando com a sua saúde mental. No entanto, entre tantas adversidades, eles acabam se aproximando e salvando um ao outro.

Essa afinidade surge quando um professor atribui uma tarefa em classe e eles precisam trabalhar em dupla. Logo percebem que o amor é a única coisa capaz de ampará-los; então fazem de tudo para se manterem estáveis através desse sentimento. Como eu disse no início da publicação, este livro mexeu bastante comigo na época em que eu li. É uma leitura que recomendo, mas gosto de deixar claro que contém gatilhos e assuntos extremamente delicados.

Vale a pena assistir?

Gostei da adaptação, principalmente do ator escolhido para interpretar o Finch. Acredito que o diretor Brett Haley conseguiu levar para as telas o que realmente importa. Ele trabalhou em questões importantes como: depressão, ansiedade, distúrbios alimentares, bullying e conseguiu fazer com que eu me emocionasse.

Parei de comparar o livro com o filme quando comecei a estudar cinema. Eu sei que inevitável fazermos algumas comparações, mas são formatos completamente diferentes. Não sei se é por conta da repercussão de Os 13 porquês, contudo senti que a depressão foi tratada de forma bem rasa em Por lugares Incríveis.

Theodore Finch quase não tem amigos e é chamado de aberração no colégio. As pessoas evitam conversar e costumam isolá-lo. Não conseguimos compreendê-lo logo de cara e é preciso empatia para entender a sua impulsividade. Finch tem transtorno bipolar e depressão, mas seu problema é negligenciado de todas as formas possíveis. Ele mora com a sua irmã mais velha e nem mesmo Kate consegue assimilar o seu problema. Assim como sua irmã, seus poucos amigos sabem que Theodore se afasta e se isola por algumas semanas, mas não sabem como ajudá-lo e aceitam quando ele diz que “está tudo bem”.

 

todo mundo tem a sua forma de lidar com a dor

Na primeira vez que eu li o livro, demorei para compreender esse comportamento. O personagem tem muitas camadas e é preciso paciência para entender que esse isolamento acontece depois de grandes oscilações de humor e emoções. No livro ele dormia por semanas e no filme isso foi trabalhado de um jeito diferente. Mas quando ele estava “desperto” só conseguia pensar em formas para tirar a própria vida.

Violet também está com dificuldades, pois perdeu a sua irmã em um acidente de carro e desde então não consegue seguir em frente. Ela não quer mais andar de automóvel, se afasta de suas amizades e faz de tudo para não ter que realizar tarefas que exigem interação no colégio. Embora a experiência de cada pessoa sobre o luto seja única, Violet não se dá conta de que está se entregando e desistindo de viver.

Theodore reconhece os sinais e sente que precisa salvá-la, no entanto ele também precisa de ajuda. Só que as pessoas não conseguem enxergar isto. Nem sempre conseguimos identificar o problema de alguém logo de cara. Não sabemos se a pessoa está enfrentando uma batalha interna, por isso precisamos ser empáticos na hora de abordar alguém. Eu gostei do filme! Ele está disponível na Netflix

 

Todo fã de Harry Potter já viu pelo menos 1 post comentando “erros” de continuidade ou de narrativas nos filmes, certo? Eu os vejo o tempo todo e as vezes até me fazem pensar, mas na maior parte do tempo eles só me deixam irritada mesmo, porque costumam ser “comentários” sobre coisas que não são erros e que basta ter um pouco de sutileza para entender o que o filme quis dizer “sem dizer” e os motivos para isso. Sejamos um fandon consciente, galera! 😉

“Hogwarts é um lugar seguro, mas todo ano alguém quase (ou efetivamente) morre por lá”

O primeiro suposto erro que costumo ver muito, e que deu origem à muitos memes é sobre a segurança de Hogwarts! Como os alunos podem praticar quadribol, um esporte tão perigoso, em uma escola, e como são mandados para a Floresta Proibida para cumprir castigos, onde se expõe à riscos mortais, sendo a escola um local tão tão seguro?

Quando, em Pedra filosofal, Harry e Hagrid estão indo comprar o material escolar de Harry, Hagrid afirma que não há lugar mais seguro, exceto Hogwarts. “Was no safety place, no one except for the hogwarts” (não há lugar mais seguro, nenhum, exceto por Hogwarts), mas basta aplicar a interpretação de texto básica para entender que se Hagrid está comparando a segurança de Hogwarts com a de um BANCO, um lugar onde você quer que seu dinheiro e seus pertencer fiquem seguros, ele está se referindo a lugar seguro para ter algo, lugar seguro para que ninguém lhe tire algo e não sobre segurança pessoal!

“Como os professores sabiam quem o monstro tinha levado para a Câmara Secreta?”

Outro dos questionamentos que eu sempre leio por aí é a respeito da afirmação imediata de que o monstro havia levado Gina Weasley para a Câmara Secreta assim que veem a mensagem sem ao menos consultar ou fazer uma chamada com os alunos. Essa é péssima, né? Os filmes, a grande maioria deles, não só Harry Potter, narram e mostram os acontecimentos mais relevantes para a história em foco, logo, OS PROFESSORES SABIAM que tinha sido a Gina a pessoa sequestrada pelo monstro, como eles sabiam é indiferente. Gina pode ter dito que ia ao banheiro e algum tempo depois alguma amiga foi atrás para ver o motivo dela não ter voltado, achou a mensagem e alertou os professores que ela estava naquele banheiro até pouco tempo atrás. Isso faz algum diferença para o enredo? NÃO! Logo é irrelevante gastar tempo de tela com especulações ou explicações desnecessárias.

“Por que a Fleur, mesmo tendo sido retirada da segunda tarefa do Tribruxo antes de completar a mesma, pôde continuar no torneio?”

Na primeira tarefa, caso você não conseguisse pegar o ovo, você não teria a chance de decifrar a pista para a próxima tarefa, logo coletar o ovo e decifrar a pista eram “objetivos” da tarefa. Na segunda, com a dica do ovo em mãos, você saberia o que procurar o lago e como, sem ela você chegaria lá e não saberia o que faz mesmo que soubesse coo respirar debaixo d’água. Já a tarefa do lago recebeu pontos pela sua execução, conforme Dumbledore anuncia aós o final dela, mas ela não oferecia nenhuma pista ou impeditivo para a próxima tarefa. O labirinto foi uma surpresa para todos, ou deveria ter sido. O erro que enxergo no filme é não ter feito a entrada no labirinto de acordo com a posição deles no placar, conforme o livro cita.

“Sendo a família Black tão preconceituosa com quem não era puro sangue, como poderiam eles morar em um subúrbio trouxa, em Londres?”

Além de preconceituosa e com mania de grandeza, a família Black era também outra coisa: Antiga! A Londes do início do século passado, ou dos anteriores, era morada de famílias com certo poder aquisitivo e oferecia facilidades que outros locais, como Ottery St Catchpole jamais ofereceria. Somado a isso o fato de que nem sempre os bruxos viveram escondidos e a perseguição à eles que já aconteceu, de acordo com a história, não é nada incomum eles viverem em Londres e não em um castelo, como famílias muito ricas, como os Malfoy, moravam. O Caldeirão Furado, fica em Londres, e de tão importante que é, se tornou a porta de entrada para o Beco Diagonal, quando os bruxos precisaram entrar na clandestinidade para se proteger. 😉

“Por que o Lembrol do Neville fica vermelho?”

Esse é o ERRO PROPOSITAL em relação aos livros mais sensacional de todos pra mim! Para quem já leu A Pedra Filosofal, a cena descrita lá é exatamente igual a do filme. Neville recebe um pacote de sua avó e nele há um lembrol, no que ele diz “é um lembrol, vovó sabe que sou esquecido. … Olhe aperte assim e ele fica vermelho, ah… você esqueceu alguma coisa”. TÁ! MAS O QUE O NEVILLE ESQUECEU? No livro, subentende-se que sendo ele alguém muito esquecido, com certeza ele esqueceu alguma coisa trivial, porém no filme BUM! A tão esperada resposta nos é dada! Todos estão sentados a mesa com seus uniformes completos, porém Neville está sem capa.

 

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