21
dez
2017

Resenha Star Wars VII: Os Últimos Jedi


Por Lívia Jurkowitsch

Que muno maravilhoso esse que eu estou vivendo onde todo ano sai um filme de Star Wars Novo! O filme novo da Saga saiu não tem nem duas semanas direito e já arrecadou mais de 45o milhões de dólares  é um sucesso inquestionável, e para você que é era a favor da petição, pare, pare por que esta feio.

O film é o segundo da 3 trilogia da séria Star Wars, e como era de se esperar, o segundo filme sempre fica um pouco perdido, já que na teoria, não possui nem nem começo e muito menos um final. Porém não foi essa sensação que eu tive. A escolha dos roteiristas de fazer um episódio muito “rápido” já que o filme gira em torno da fuga dos rebeldes foi uma boa escolha para esse filme do meio.

Fiquei muito feliz que alguns personagens como a Leia tiveram um papel mais desenvolvido nesse filme, alias a leia teve uma das cenas mais emocionantes do filme inteiro, e eu não estou falando do “In Memoriam”. Poe e Rey tiveram uma desenvoltura muito mais ampla, porém ainda não descobrimos são os pais da menina, e para mim, nesse ponto não importa mais! Eu não quero saber, eu quer saber da Rey virar um jedi muito f*¨%$, são pequenos pontos que faziam muito sentido no primeiro filme, mas que agora nós só precisamos deixar ir.

O único personagem que eu achei que foi mal utilizado, não, não foi a Phasma, foi o Snoke. Achei o arco do personagem, porém eu gostaria de ter mais informações sobre quem ele era, por que ele era tão forte na força e muito mais. A Phasma, como sempre, deu o que falar. Gente, por favor, quem criou o hype em cima da cromada foram os fãs! Não é por que a personagem tem uma armadura cromada, que significa que ela vai ser a ultra forte, ela tinha o seu papel, que era confrontar o Fin, ser aquele papel de capitã traída por um dos seus subordinados, e eu acho que ela cumpriu bem o seu papel, inclusive sua cena de luta foi incrível!

Trilha sonora foi muito emocionante, resgatando temas novos e antigos! Os efeitos, padrão disney não é mesmo? Tudo muito bem feito. E okay…. os Porgs são bonitinhos, mas calma né! Eu adoraria comer um deles ao lado do Chewee.

E agora o que falar da melhor personagem, Luke Skywalker. Me lembro até hoje de eu correndo pelo jardim com uma pedaço de pau na não fingindo ser um sabre de luz, gritando que queria me casar com Luke Skywalker. Ver ele como um mestre jedi foi uma realização pessoal muito boa, mas também adorei seu lado do “saco cheio” de tudo. E para mim, faz sentido, faz sentido que ele não queria mais nada daquilo, pensem em tudo que ele passou. A primeira cena dele foi a melhor de todas, e o seu final foi o mais digno de todos! Nenhum jedi até então tinha demonstrado ser tão forte quanto ele demonstrou.

Em resumo, o filme atendeu todas as minhas expectativas e eu espero que todos vocês possam ver! E eu gostaria de colocar aqui a minha indignação com os fãs de Star Wars. Parem com essa onde de ódio, Star Wars é um filme que nos mostra como podemos conviver em harmonia com outras especies, e lutar contra aqueles que nos oprimem, por isso quando eu vejo que a atris Kelly Marie Tran sofreu ataques por ser vietnamita, e John Boyaga continua sofrendo ataques por que é negro, tudo isso me faz perde a esperança nas pessoas, isso só prova o quanto essas pessoas não aprenderam nada com 8.5 filmes da saga. May the force be with us, always. 

   







6
dez
2017

Crítica: Dark (série da Netflix)

Postado em | Crítica, Netflix, Resenhas, Série, TV

Vocês lembram quando eu falei, nesse post aqui, sobre uma nova série original Netflix que tinha uma pegada Stranger Things chamada Dark? Pois bem, ela já saiu, eu já maratonei e agora vou contar pra vocês o que eu achei da primeira temporada!

Caso vocês não se lembrem, segundo a sinopse, o desaparecimento de duas crianças na pequena cidade alemã de Winden abre um abismo que muda completamente o conceito de tempo. A pergunta não é quem sequestrou as crianças… mas quando.

Vamos por partes… Acho que a primeira coisa a deixar claro aqui é que a série não tem muito a ver com Stranger Things. Ela tem cenas fortes e situações bem complexas que não dá pra qualquer idade assistir. Além disso, você precisa estar familiarizado com termos como Buraco Negro, Buraco Branco e Buraco de Minhoca e mesmo assim vai fritar uns miolinhos pra tentar entender tudo o que esta acontecendo.

Não foi nem uma, nem duas e nem três vezes que eu e minha digníssima demos pause pra discutir alguma cena e tentar entender o que se passava. E a forma como eles conduzem o começo da série não ajuda muito. Os personagens principais e suas famílias são todos introduzidos de uma vez e você fica meio perdido até conseguir identificar quem é filho, tio, irmão e parente de quem.

Mas depois que engrena, meu amigo…. O negócio é bem viciante. A série te prende e você fica tentando adivinhar quem é quem, que não é quem diz que é e quem não pertence ao lugar que está. E esse exercício de tentar entender a série é legal demais. Ela é complexa, mas felizmente, as respostas vão aparecendo ao longo da temporada.

Só tem uma coisa que me deixou um pouquinho decepcionado. Pelo menos ate agora, ninguém revolucionou nada sobre o conceito de tempo. Eles trabalham com viagens no tempo de forma bem tradicional até, dentro do que eu gosto de chamar de tempo cíclico – o mesmo tipo de viagem no tempo que vimos em Harry Potter por exemplo.

Claro que foi só a primeira temporada e muita coisa ainda pode mudar. E eu espero que trabalhem isso nas próximas temporadas. Mas se vocês querem uma boa série de ficção pra assistir, com uma pegada mais adulta e que vai te exigir um pouco de reflexão, Dark tem que estar entre as suas próximas escolhas.

Um detalhe: eu já assisti filmes em alemão e isso não me incomoda. Mas a Bru estava achando muito estranho, então o que fizemos? Deixamos a legenda em Português e mudamos o áudio pra inglês. Então, fica a dica caso a lokale klassische sprache esteja atrapalhando vocês!

Dark já tem os 10 episódios da primeira temporada disponíveis na Netflix e eu super recomendo!

Mais alguém já assistiu?







21
nov
2017

Crítica: Liga da Justiça

Postado em | Cinema, Crítica, Resenhas

Aproveitei o feriadão para ir ao cinema conferir o filme mais aguardado da DC Comics e agora vou compartilhar com vocês o que eu achei de Liga da Justiça.

Expectativa: a gente tenta manter a expectativa baixa em virtude do histórico da DC/Warner, mas dessa vez estava impossível! Eu achava que seria bom, mas tava torcendo para que fosse o melhor filme deles até o momento.

Realidade: fiquem tranquilos, o filme é realmente bom! Ele não bate Mulher-Maravilha, mas ainda assim, da pra gente dizer que a DC está acertando a mão nos seus últimos longas!

De acordo com a sinopse, Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

É complicado e quase impossível não traçar um paralelo comparativo com Vingadores 1. Isso porque além de ser a reunião da superequipe da DC, a premissa dos dois longas é exatamente a mesma: seres extraterrestres estão invadindo o planeta e só a união das pessoas mais poderosas do mundo é capaz de detê-los. Mas se você acompanha quadrinhos, sabe que isso é absolutamente comum em qualquer editora e de maneira nenhuma, uma delas está copiando a outra.

Dito isso, da pra afirmar que a motivação é interessante o suficiente e que cada um dos heróis justifica a sua presença na liga. O roteiro não é a prova de furos, mas é convincente o suficiente para você aceitar a história com naturalidade.

Outro ponto importante é que a DC abandonou de vez o clima sombrio (na verdade não foi isso que comprometeu os filmes anteriores, mas enfim…) em Liga da Justiça e abraçou o “Marvel´s Way of Life” deixando o filme mais alegre e cheio de piadinhas (umas bem ruins, outras nem tanto), sem abrir mão da narrativa mais pesada. Resultado: você percebe a inspiração, mas sabe que continua sendo um filme da DC.

A apresentação dos personagens aconteceu naturalmente da forma que deveria e você sai do cinema conhecendo bem cada integrante da Liga. Mas é uma opinião particular minha de que, o Ciborgue, por ser o personagem mais desconhecido do grande publico, merecia um pouquinho mais de tempo de história.

Ouvi alguns comentários ruins sobre o grande vilão do filme, o Lobo da Estepe, mas esse foi o ponto que achei mais inteligente de toda a produção. Ele em si não parece ser um inimigo lá muito perigoso, mas saquem a jogada: Lobo da Estepe + milhões de Aliens insetos = grande perigo. Isso deu a DC a oportunidade de tocar de novo no nome do Darkseid sem queimar ele logo no primeiro filme da Liga! Perceberam o movimento? O Lobo serviu para o propósito de unir os heróis, mas o verdadeiro perigo ainda está por vir.

O Batman estava ok, Superman voltou da morte muito mais poderoso (ou upou tipo o Gandalf ou apenas se soltou mais mesmo), Mulher-Maravilha perfeita como sempre e o Flash como alivio cômico as vezes exagerado demais. Agora o Aquaman do Momoa deu gosto de ver e acho que o filme solo dele tem tudo pra ser incrível!

Em resumo, vale a pena ir ao cinema assistir Liga da Justiça! O filme é bom e funciona como redenção da DC! Só não esqueça de ficar até o fim porque tem 2 cenas pós credito.

Nota do filme 7,5 parademônios de 10 possíveis!

E vocês? Já assistiram Liga da Justiça? O que acharam?