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O Rastro da Serpente é um conto que despertou vários sentimentos enquanto eu lia. Fiquei angustiada, intimidada e perturbada com os traumas que a personagem Kyra carrega dentro de si.

“O rastro da serpente” conta a história de uma mulher que é dominada por uma estranha força. Depois de uma vida traumática de abusos e humilhações, Kyra é influenciada por uma antiga entidade reptiliana. Mais do que uma história sobre possessão, “O rastro da serpente” fala sobre a redescoberta de forças internas que nem sempre serão benéficas.

Sobre a história

Kyra vive um momento complicado e confuso. Divorciada, enfrenta problemas financeiros que o seu emprego atual não consegue suprir. Ela é apaixonada por crianças e só consegue esquecer dos problemas quando está em sala de aula, trabalhando como professora.

 

Kyra quer ser mãe, mas descobriu que é estéril; desde então gasta o que não tem com tratamentos para tentar realizar esse sonho. E a chegada de um novo aluno, desperta ainda mais esse desejo fazendo com que sua vida vire de ponta-cabeça. De repente, tudo o que ela fazia questão de esquecer, volta em uma espiral de acontecimentos perturbadores.

O passado dela é sombrio. Kyra teve uma infância marcada de abusos físicos e psicológicos. Carrega várias cicatrizes, mas ainda assim tenta seguir em frente e esquecer estes acontecimentos. Entretanto, esse novo aluno, fará com que ela questione a própria sanidade.

O que achei de o Rastro da Serpente

O Rastro da serpente é um conto bem curtinho, mas com uma carga emocional enorme. Pensei que conseguiria ler em uma “sentada”, mas tive que ir devagar por conta do conteúdo delicado. Esse foi o meu primeiro contato com a escrita da autora e já quero ler outras obras dela. A Larissa teve uma sensibilidade para narrar as crueldades que Kyra vivenciou.

A personagem estava com dificuldades para lidar com os problemas. Maya, sua irmã, era a única que poderia ajudá-la; todavia a vida de Kyra declina de vez quando aceita essa ajuda. Como teve que sair de casa – por causa do divórcio – Kyra precisou morar com sua irmã mais nova. Ver a convivência e o relacionamento entre elas, deu pra sentir o quanto fora negligenciada na infância.

Essa edição da editora Skript está maravilhosa! A capa foi ilustrada pela Daniella Salamão e fiquei apaixonada pelos detalhes. Sem falar que o livro contém ilustrações de Gio Guimarães e estas conversam com a história perfeitamente. É um conto incrível e vale a pena ler.

Uma notícia para deixar os whovians contentes. A Maze Theory, a BBC Studios e a Just Add Water anunciaram um novo jogo de Doctor Who. Teremos a continuação de“The Edge of Time” (PS VR) e está confirmado para PS4, PC, Xbox One.  “The Edge of Reality” “tem os consoles next-gen em mente”, mas ainda não foram mencionados quais.

O título oferecerá uma “nova e convincente aventura em primeira pessoa”, com as presenças da Décima terceira Doutora (interpretada por Jodie Whittaker) e do Décimo Doutor (David Tenmant fará seu papel).

Teremos uma aventura em primeira pessoa, com as presenças da Décima terceira Doutora (interpretada por Jodie Whittaker) e do Décimo Doutor (David Tenmant fará seu papel). Imagine a empolgação? Esse jogo está previsto para 2021

De acordo com o site oficial, o novo jogo de Doctor Who “reimagina a experiência de VR com gameplay, monstros e mundos para explorar totalmente novos”. O dever do jogador será carregar a chave de fenda sônica – um famoso objeto da série – consigo para ajudar os doutores em uma missão, que envolve salvar o universo de uma grande ameaça.

Os gamers também precisarão encarar certos inimigos em suas respectivas jornadas, como os Daleks (uma raça mutante extraterrestre) e Anjos Lamentadores (estátuas de pedra que se alimentam da energia humana). Além deles, os Cybermans (ciborgues) se farão presentes na jogatina.

Fonte: MeuPlaystation

Dani Clayton é uma ex-professora e fora contratada para ser a nova babá dos órfãos Flora e Miles. Seus pais morreram em um acidente de carro meses antes. O único membro que restou dessa família, o tio Henry Wingrave, evita de frequentar a mansão. Embora Miles tenha sido expulso do colégio interno por mal comportamento, os irmãos são apegados e aparentemente amáveis. Flora é doce, inteligente e delicada. Vive brincando com as suas bonequinhas em sua casa de bonecas.

Dani teve uma boa recepção da equipe da mansão: Owen (um cozinheiro que cuida da sua mãe doente), Sra. Hannah Grose (a governanta) e Jamie (a jardineira da residência). A história se passa em 1987, um ano após a morte misteriosa de Rebecca Jessel, a antiga babá.

Foi Flora quem encontrou o corpo de Rebecca no lago e todos acreditam que a causa foi suicídio. Só que a razão por trás da morte de Rebecca é desvendada aos poucos; conforme vamos entendendo a sua ligação com Peter Quint; ex motorista da mansão, que roubou muito dinheiro da família e desapareceu.

Menos sustos e mais segredos

É difícil falar sobre a história sem soltar spoilers comprometedores. Contudo, a Maldição da Mansão Bly usa o sobrenatural para expor os medos, desejos, traumas e as consequências das nossas escolhas. Comecei a série perdida, com poucas explicações e tinha estranhado o fato de Dani procurar por este emprego. O que ela estava escondendo? De quem ela estava fugindo?

Aos pouquinhos, assim que chega na mansão, entendemos que sua ida até Bly está ligada à sua própria culpa. Toda vez que ela se olha no espelho, aparece uma sombra masculina com intenso brilho no lugar dos olhos. Só que ele não faz nada, fica apenas parado, como se julgasse o comportamento dela.

Essa série foi muito bem desenvolvida. Todas as pistas estão lá, mas só as notamos quando as revelações surgem. Embora tenha fantasmas e alguns sustos, A Maldição da Mansão Bly ressalta a realidade e deixa a fantasia um pouco de lado. A série explora a complexidade e as percepções da memória. Todos os personagens guardam segredos e buscam conforto nas lembranças.

A maldição da mansão Bly: uma série com vários simbolismos

O personagem Owen me fez refletir muito sobre a incerteza do amanhã. Em como tentamos definir o que sentimos e nos esquecemos de que tudo é passageiro. Ele trabalha na mansão porque fica perto de sua casa e ele precisa cuidar da mãe. Owen explica o estágio de demência e fala sobre a negação, vergonha e medo de nos esquecermos o que realmente importa. Hannah foi a minha personagem favorita. Ver a sua dedicação e a forma que lidou com a sua realidade, me fez admirá-la. Ela é corajosa e determinada e adoraria saber mais sobre essa personagem.

Também me apeguei às crianças da casa! Flora é encantadora quando quer, porém, por trás daquele olhar vazio, ela faz o que for preciso para defender as pessoas que ama. E o que dizer de Miles? Me conquistou logo no primeiro episódio, mesmo achando estranho o seu jeito e duvidando das suas intenções.

Senti falta dos sustos? Um pouco. Mas a série é cheia de simbolismos e perfeita para fazer analogias. São personagens complexos, falhos, humanos. Com traumas, medos e inseguranças. Vemos como os ecos do passado são capazes de moldar nossa personalidade. A Maldição da Mansão Bly mostra que as angústias que carregamos podem ser mais assustadoras do que um fantasma.

 

 

 

Fonte: Sai da Minha Lente

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