Escolhidos para você

O live action de Mulan da Disney finalmente chegou para o público através do serviço de streaming Disney+ sob uma taxa adicional. O filme foi muito elogiado pela crítica em geral, mas muitos fãs da animação ficaram decepcionados e até mesmo revoltados com a taxa que tiveram que pagar mesmo sendo assinantes da plataforma. Eu assisti ao filme e vim dar a minha humilde opinião – e cuidado, a resenha abaixo contém spoiler.

Bom, para começar, a Disney não decepciona. Não existe essa conversa de “ai estragou minha infância, estragou meu filme preferido”, porque na verdade, o que o estúdio faz, é um novo filme, uma nova obra. Ou seja, não tem como estragar algo inédito, que está sendo lançado agora. O que os fãs precisam entender é que todo live action, apesar de ser sobre as mesmas histórias que já conhecemos, se tratam de releituras, uma nova forma de contar aquela história. O que a gente pode fazer é classificar qual destas formas é mais do nosso agrado, se a versão live action ou a animação, mas uma não anula a outra 🙂

Dito isso, devo dizer que gostei muito desta nova versão de Mulan. A diretora Niki Caro buscou eliminar todos os elementos que os chineses consideravam ofensivos na animação, além de dar um ar mais sério para uma história sobre guerra – nada mais justo, né?! E é por esses motivos que a narrativa não tem o menor espaço para piadas ou personagens cômicos como o Mushu – e eu confesso que nem senti falta. Falando em Mushu, todos os outros personagens que eram animais na animação viraram humanos no live action, e vieram cheios de referência. Quanto as músicas, elas foram incluídas suavemente em versões instrumentais emocionantes, aparecendo de fundo nos momentos mais marcantes. Um acerto em cheio na produção, que conseguiu colocar a pitada exata de nostalgia.

Mas a maior referência e homenagem de todas ficou para o final. Quando Mulan é apresentada ao imperador na frente de toda China para receber oficialmente o convite para integrar o exército, a moça que a apresenta é ninguém menos que Ming-Na, a dubladora original da personagem no desenho. Ali foi uma forma da Disney mostrar a Mulan versão desenho passando seu manto para a nova representante da heroína.

Minha conclusão é que dá para deixar a animação de 1998 para crianças e a versão 2020 para adultos, kkkk. Ficou em segundo lugar no meu top 3 de live actions da Disney, perdendo apenas para Cinderella, hehe – e não só no meu, já que no site Rotten Tomatoes Mulan também ficou entre as três maiores estreias de lives do estúdio. Mesmo perdendo seu espaço nos cinemas por causa da pandemia, o sucesso está sendo tanto que já correm boatos de uma sequência 😉