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O silêncio da Casa fria: Quando Elsie perdeu o marido apenas algumas semanas após o casamento, achou que já tinha sofrido o suficiente para uma vida inteira. Praticamente sozinha em uma casa enorme e isolada, ela jamais imaginou que os companheiros silenciosos — painéis de madeira que imitavam pessoas em atividades cotidianas —, um dia, seguiriam seus movimentos com os olhinhos pintados. Muito menos que eles apareceriam por conta própria em cômodos aleatórios…

 

O Silêncio da Casa Fria começa no final da década de 1860 dentro de um manicômio. O Dr. Shepherd está fazendo as suas anotações diárias e tentando convencer a sua paciente de contar sua verdadeira história. Ela está cansada e desnorteada devido aos medicamentos e tratamentos horríveis que vinha recebendo naquele hospital. Mas como reclamar? Ela perdeu o seu poder de fala; e comparado a tudo o que aconteceu, o manicômio parecia um local seguro. No entanto, a paciente enxergou uma oportunidade e decidiu escrever a sua história e os eventos que ocorreram desde quando ficou viúva.

Ao se casar com o jovem e herdeiro Rupert Bainbridge, Elsie acreditava que estava destinada a viver uma vida de luxo. Entretanto, Rupert morreu poucas semanas após o casamento e de causa desconhecida. Como Elsie era a sua única herdeira, as pessoas que conviviam com o falecido desconfiaram de suas intenções. Para fugir de um ambiente hostil e com olhares acusatórios, a viúva decide se mudar para um lugar distante. Seu novo destino? A ponte. Antes dessa tragédia, Rupert havia ido na frente para preparar o ambiente. É uma mansão que pertencia à família dele e estava “abandonada” desde então.

Algumas portas devem permanecer trancadas

Entediada, após o velório de Rupert, a viúva decide explorar a mansão na companhia de Sarah. As duas descobrem um sótão que estava trancado e tentam arrumar um jeito de abri-lo, para espiar lá dentro. Depois de algumas tentativas, Elsie entra no cômodo e se depara com algumas relíquias de dois séculos atrás. E em decorrência dessa curiosidade, eventos perturbadores começaram a acontecer.

Um dos itens encontrados pela Sarah, foi um diário escrito em 1633 pela ancestral Anne Bainbridge; que foi queimada como uma bruxa. Nesse diário, Anne relatava o relacionamento com a sua família, além do cotidiano de uma época preconceituosa e que fazia de tudo para manter as “aparências”. Já Elsie encontrou um item curioso e que apesar de parecer inofensivo, estará presente em toda a história: os companheiros silenciosos.

Os companheiros silenciosos eram figuras de madeiras pintadas a óleo e davam a impressão de serem esculturas tridimensionais. Apesar de não ter uma explicação clara sobre a sua utilidade, essas figuras enganavam saqueadores naquela época. Mas em o Silêncio da Casa Fria a autora usou esses itens peculiares para criar um ambiente perturbador.

Recomendo a leitura, mas faça de luzes acesas