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Dando continuidade ao último post, vamos seguir falando da questão do amor e como JK Rowling usou ele como pedra angular da construção de cada decisão tomada no enredo de Harry Potter! Let’s go!

Em todos os momento durante a saga, principalmente para quem leu os livros também, fica claro como Harry consegue superar os problemas por conta de sua capacidade de amar e de ser alvo do amor de outros, assim como Dumbledore explica em Ordem da Fênix após a morte de Sirius.

Em Pedra Filosofal, ele só chega até Voldemort por contar com os amigos, que apesar de serem pessoas que não são as preferidas pelos outros, que não são populares, o Harry ama e confia. Em Câmara Secreta, Voldemort tenta usar o amor de Harry por seus amigos para aniquilar o garoto e no final, o amor e a lealdade de Harry, aliados à sua coragem, o salvam. Em Prisioneiro de Azkaban, é sua capacidade de amar que permite que ele conjure o patrono que salva à todos, pois, é o amor que ele invoca para gerar um patrono tão poderoso.

Em Ordem da Fênix, Harry só se livra da possessão de Voldemort por conta do que? Sua capacidade de amar, novamente. Enigma do príncipe nos mostra como o amor de Gina muda o Harry, como seu amor por Dumbledore, seus pais e Sirius lhe dá forças para tomar a decisão que precisa tomar, como o amor de Mione e Rony pelo amigo os move à acompanhar Harry na sua empreitada perigosa, enfim, muitos tipos de amor, inclusive o amor de Snape por Lilian, que já dá as caras nesse momento.

No final, Harry só vence a Batalha de Hogwarts por conta da sua capacidade de amar e se sacrificar por quem ama, e de ser amado de volta por essas pessoas que nele acreditam e confiam.

Todo e cada um dos momentos cruciais na saga se resumem ao amor. O amor de mãe’S, que se colocaram no caminho do partido das trevas para garantir que seus filhos tivessem uma chance de sobreviver, o amor de amigos, que lutaram com ele e por ele, o amor de pai’S, que Harry teve muitos, o amor à uma causa, o amor aos seus entes queridos, o amor à sua Casa. Sempre é o amor que leva Harry Potter adiante, em cada um dos livros. Sem esquecer que o amor também coloca ele em todos os maiores problemas e o faz correr todos os maiores riscos durante a saga, claro. haha

Lord Voldemort, uma criança fruto de um relacionamento doentio, sem amor, que foi abandonada antes de nascer pelo pai e cuja mãe desistiu dele, perde, toda e cada uma das vezes, por conta do amor. Amor esse que ele nunca sentiu, de ninguém nem por ninguém, amor esse que ele conhece e despreza, não por considerá-lo pouco importante, mas talvez por despeito, para provar para o mundo que ele não precisa do amor, que ele não precisou ser amado por ninguém para se tornar imortal, poderoso. Provar para ele mesmo que o abandono pelo pai e pela mãe não dói, não o afeta, não o moldou. Voldemort prefere acreditar em poder!

Lilian, Harry, Narcisa, Neville, Snape, Dumbledore, Rony. Cada um deles vence suas batalhas individuais contra o Lord motivados pela força do amor. Cada um representa um golpe que culmina na cena (épica no livro, fraca nos cinemas!!! Poxa Warner!!! 🙁 ) em que Harry Potter, O menino que sobreviveu, finalmente derrota Voldemort, que, tendo tentado matar Harry, mais uma vez e não desarmá-lo, morreu pelo próprio feitiço, empalado pela própria espada (que Gilderoy Lockhard não nos ouça! kkk). Voldemort criou seu maior inimigo por medo da morte, criou a resistência que lutou contra ele, por medo da morte e morreu, finalmente, achando que a morte era mais poderosa do que qualquer outra coisa. Mais uma vez o amor e compassividade versus a violência e ódio foram retratados e mais uma vez o amor venceu!

E aí o que acharam? Reflexão bem legal, né? Adoro debater sobre esse assunto! Tem mais alguma teoria que vocês queiram ver por aqui? Beijos e até a próxima.