Escolhidos para você

Olá pessoal, ainda quarentenados, né? Quem precisa do mundo quando em casa temos livros, vídeo game e Netflix? haha Muita gente sabe que eu sou defensora assídua de diversas teorias sobre Harry Potter, principalmente das que falam da importância do amor na saga! Cuidado: contém muitos spoilers kkkk

Um assunto muito discutido, mas nunca confirmado EXATAMENTE pela autora, trata de como Harry Potter é uma alegoria perfeita para incutir o quanto o amor é importante na vida das pessoas. Todo tipo de amor. E como com ele podemos conquistar até o impossível. Claro que isso não é bem uma teoria, então não cabe confirmação oficial sobre, mas “o amor como justificativa” de diversas coisas em Harry Potter é um assunto amplamente discutido entre os fãs.

Pouca gente sabe, mas as minhas duas primeiras tatuagens estão relacionadas diretamente a essa teoria. O símbolo das relíquias da morte. Que simboliza a busca pelo pessoa dentro de si que aceita a morte e seus mistérios e que entende que a vida é uma eterna busca por esse conhecimento.

A capa, que mostra que nem sempre ser visto e ter a sua vida e felicidade expostos são o que torna a sua vida feliz e completa.

A pedra, que mostra que você não pode viver no passado sem que isso destrua o seu presente e arruíne seu futuro. Que a vida é uma evolução e que as pessoas que você ama te encontrarão algum dia, assim como as coisas que você deixou pra trás que vivem ainda dentro de você.

E a varinha, que ilustra como você pode ser praticamente invencível, mas que isso não significa nada se você não souber lidar com esse poder. Que mostra como o poder é algo muito maior do que estar acima ou ser melhor do que alguém e que ele pode estar em ser humilde também. Quem busca as relíquias, busca essa conexão com seu eu mais puro, busca esse equilíbrio perfeito que te permita ser o Senhor da Morte, se sacrificar pelos outros e pelas suas causas de forma altruísta e não ter medo “da próxima aventura seguinte”.

A segunda tatuagem feita no mesmo dia é a frase que origina o debate: “Omnia Vincit Amor” (O amor tudo vence, ou o amor tudo suporta, em tradução direta), de Virgílio, um dos maiores poetas da história de Roma. Que diz não que você deve suportar tudo por amor, mas sim que enquanto seu coração for puro nas sua intenções, enquanto você for capaz de amar, mesmo nos momentos de adversidade, os seus caminhos sempre acabarão te levando para a luz, assim como aconteceu com Harry.

Não existe registro fotográfico dessa tatuagem hahaha

É de conhecimento público como a vida de JK Rowling foi muito difícil antes da publicação do primeiro livro em 1997. Que ela foi uma adolescente sem muitas escolhas, que teve uma carreira infeliz, que sofreu abuso doméstico por parte do marido e que quase perdeu a guarda de sua filha mais velha para o governo por falta de recursos para criar a pequena. Rowling fala muito também sobre como a perda da mãe, Anne Rowling, que faleceu por complicações da doença Esclerose Múltipla, no início da década de 1990, foi avassaladora para ela e como ela projetou muitos dos sentimentos de perda e depressão nas cenas, personagens e situações de Harry Potter nos anos seguintes.

Como esse post precisa de muito espaço para ser concluído, vou dividi-lo em duas partes e a próxima entra pra vocês na quinta que vem, combinado? 😉

Beijão e até semana que vem!