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Todo mundo sabe que a Disney é quase centenária – essa semana mesmo o Mickey completou 91 anos. Muitos dos clássicos que conhecemos foram feitos há décadas e, obviamente, apresentam visões da época em que foram criados, fazendo com que agora muitas das representações sejam ultrapassadas. E é isto que a Disney+, o serviço de streaming da Disney, avisa antes de apresentar alguns de seus conteúdos.

Alguns dos filmes em que o aviso é mostrado são Fantasia (1940), A Dama e o Vagabundo (1955) e Um Amor de Companheiro (1966), nos quais hoje em dia podem ser apontados como racistas e homofóbicos. O alerta aparece logo após uma breve sinopse e diz o seguinte:

“Esse programa é apresentado como criado originalmente. Pode conter representações culturais ultrapassadas.”

A medida é justa, afinal, nós até podemos relevar conteúdos machistas por considerar que foram feitos em épocas onde o machismo era normal, por exemplo, porém não podemos aceitar que estes continuem sendo vendidos como produtos atuais. Ou seja, a Disney acertou em cheio! Vale lembrar também que, além dessa mensagem estar sendo exibida, a empresa está buscando atualizar seus antigos filmes com visões mais contemporâneas e encaixadas na nossa realidade através das produções live actions – é o caso do próprio A Dama e o Vagabundo que estreou exclusivamente no serviço de streaming.

A Disney+ estreou na semana passada nos EUA e Canadá, e logo no primeiro dia já ultrapassou a marca de 10 milhões de usuários. Para se ter noção do tamanho do sucesso, a Netflix possui 60 milhões de assinantes nos EUA, ou seja, espera-se que muito em breve a Disney consiga ultrapassar este número. Foram tantos acessos que, inicialmente, os usuários enfrentaram dificuldades na conexão. Por lá, o preço mensal da Disney+ é de US$6,99 ou US$69,99 por ano. No Brasil e América Latina, a plataforma deve ser lançada somente no segundo semestre de 2020, ainda sem data definida.