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E aí pausadores, prontos para levar bastante susto? Esta última sexta-feira fomos conferir a 1ª Horror Expo Brasil. A maior feira de horror da América Latina enfim chegou ao Brasil para deixar todos nós aterrorizados. E estou falando sério, pois a feira consegue reunir as maiores lendas e expoentes do ramo do cinema, séries e atrações capazes de causar medo.

A Horror Expo Brasil 2019 acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, de 18 a 20 de outubro, das 12hs às 22h, em São Paulo. Com 3 pontos principais a serem explorados pelos visitantes: Palco Horror Expo, Horroe Talks e Cinema Horror Expo.

Sobre o evento

O espaço do evento estava bem amplo. Apesar de não ter sido utilizado todo o pavilhão, a área era bem grande e permitia ter corredores espaçosos. Entretanto a área dos estandes era pequena, bem como a da praça de alimentação. Mas deixarei para falar desses pontos mais adiante, tanto os positivos como os negativos.

Achei que o evento seria um nível assustador elevado, com ambientes bem darks, só que obviamente não poderia o ser. Com tudo muito bem iluminado (sacou a referência?), era impossível pegar no sono e ter pesadelos. Os pesadelos eram no mundo real mesmo com as diversas esculturas de terror, inclusive, esculturas estas que pertencem ao famoso Museu do Horror. A melhor parte desta área é que você pode utilizar um leitor de QR code para ter experiência em realidade aumentada, onde as esculturas ganham vida.

Havia também estandes com clássicos ambientes de histórias de terror, principalmente os de Stephen King. O quarto e o banheiro de Doutor Sono estavam à disposição do público para fazerem fotos. Enquanto isso, em outro estande tínhamos a companhia de Annabelle ou então da freira possuída no de Lendas Urbanas. Não esquecendo da presença do boneco do Fofão.

Havia muitas outras esculturas de terror e ambientes de interação, como por exemplo um labirinto do terror. Mas os ônibus do Apocalipse eram a melhor parte. Foram utilizados ônibus antigos da cidade de São Paulo, os quais foram estilizados e grafitados. Os mesmos estavam com diversos figurantes fantasiados e maquiados, prontos para dar sustos nos visitantes. Sério, você sai de lá tremendo de medo!

Além disso, havia diversos produtos para os fãs. Desde antigas fitas VHS com os melhores clássicos do terror, até pingentes e adereços como mini esqueletos de diabretes. Havia também quadros de alienígenas, esculturas de monstros, fantasias, roupas darkness, makes e acessórios, máscaras e claro, muitos outros assustadores artistas para interagir com você.

Pontos positivos

Bom, de início gostaria de dizer que o ambiente até estava tranquilo e comportava a quantidade de pessoas para uma sexta e primeiro dia de evento. Como disse antes, corredores amplos permitiam boa locomoção.

Havia também uma considerável quantidade e variedade de estandes para olhar e comprar coisas. O que para uma primeira edição é muito bom. Você não sente se enjoar de ver as coisas expostas. O que me lembra que, nessa feira em específico, os itens a venda eram bem singulares comparados aos de outros eventos. Sendo assim uma boa oportunidade para adquirir algo.

A interação com o público por parte dos figurantes fantasiados também estava muito boa. O tempo todo uma bruxa de patins passava pelos corredores, mexia com as pessoas, tirava self e dialogava. Enquanto outros passavam e pregavam sustos nos mais desprevenidos. Por falar nisso, fomos pegos desprevenidos com a ilustre presença de Mick Garris, roteirista e produtor de diversos filmes de terror. Ele estava andando pelo evento em meio ao público. Uma oportunidade sem igual para os fãs poderem registrar com selfies, fotos e autógrafos, e ainda poder trocar algumas palavras com ele.

Pontos a melhorar

A começar pelo site, creio que poderiam disponibilizar mapa do evento para os visitantes, em versão online mesmo. O que já me lembra que na própria entrada do evento não foi oferecido mapa do mesmo, bem como não vi nenhuma bancada ou quiosque ao estilo “posso ajudar?” Com isso, acabamos um pouco perdidos para iniciar a visita ao evento. Por exemplo, não sabíamos onde ficava o Palco Horror Expo, o Horror Talks e nem Cinema Horror Expo. Somente depois que conseguimos determinar onde estava o que. Mas até aí já havíamos perdido o horário para o workshop por exemplo. Estava defasada de sinalizações e indicações.

Aliás, não foi deixado claro como que o visitante poderia participar destes workshops. Se apenas basta chegar no local e pegar fila, pegar senha. Se é necessário alguma taxa de inscrição para bancar o workshop. Esses pequenos detalhes são muito relevantes. Aliás, o que vi bastante pelas redes é que o público considerou o valor de ingresso um pouco caro para poder ir à feira.

Quanto à alimentação, a variedade era mínima. Haviam poucas opções e para quem é vegetariano ou vegano então, as opções eram mínimas. Assim torna-se difícil visitar a feira sem ficar com fome. Ou sede, pois dos bebedouros disponíveis no local, apenas um reparei que estava a funcionar e com água.

Outro ponto que me chamou a atenção foi no Cinema Horror Expo. A tela onde os filmes eram exibidos ficava no mesmo nível do chão e consequentemente das cadeiras. Logo, muitas cabeças ficavam na frente da tela para quem se localizava ao fundo. E ali próximo desta área havia um espaço bem grande e não ocupado, se tornando assim mal utilizado. Poderia comportar vários food trucks, por exemplo.

Sendo assim, espero que a feira retorne no ano que vem e traga uma versão ainda melhor do evento para o público e fãs do terror.