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Semana passada estreou a continuação de Godzilla, lançado em 2014, e bem, eu não sei nem o que dizer, apenas sentir. Sou fã do Rei dos monstros  há bastante tempo, e estava bem ansiosa para ver esse filme, porém o pior aconteceu.

Quando eu vejo um trailer, onde me prometem pelo menos 12 titãs lutando no meio de uma cidade, eu vou no cinema esperando nada mais do que bichos lutando e destruindo tudo ao seu redor, ainda mais se um desses bichos for o Godzilla, que vem destruindo Tokyo desde 1954. Então o hype para ver uma grande lutas de monstros esta bem alto. Só que não foi bem assim que aconteceu.

O personagem principal do filme foi ofuscado por um trama muito chata e rasa de problemas familiares. Você não cria qualquer tipo de relação com os personagens, a não ser por aqueles que já haviam aparecido no primeiro filme. Ao invés de ver monstros lutando, ficamos mais da metade do filme acompanhando uma família interpretada por Kyle Chandler, Millie Bobby Brown e Vera Farmiga, que as atuações não são ruins, pelo contrário, o filme pecou no roteiro.

No meio do filme eu já queria que o Godzilla pisasse em todo mundo para que o filme finalmente focasse na luta dos monstros. O arco ficou extremamente repetitivo, com o Godzilla tendo que enfrentar diversos monstros e sempre perdendo, mas no final se recuperando. Fiquei realmente pensando se a família do primeiro filme tinha sido tão chata quando a do segundo, o que me fez ver o primeiro filme logo depois que sai do cinema o que só comprovou que não, o roteiro do Rei dos Monstros foi muito mal feito mesmo.

No primeiro filme temos sim o foco na família, porém ambas histórias caminham juntas, o arco familiar é simplesmente um pai tentando reencontrar sua família e no meio dessa jornada o Godzilla vai aparecendo, até ter o clímax da luta final com o Muto. Nesse segundo filme você mal vê o Godzilla inteiro, e isso demora pelo menos 1 hora de filme.

Resumindo, achei bem decepcionante, o filme não cumpriu a proposta de ter um MMA de Monstros Gigantes, que era o que eu gostaria de ver. A Trilha sonora quase não se fez perceptível, sem nenhum tema memorável. Infelizmente não foi dessa vez para o Rei dos Monstros, uma grande pena, já que foi a primeira vez que a humanidade se aliou de fato ao monstro mais fofo que eu conheço.