Escolhidos para você

Quando finalizei a leitura de Lady Killers, quis conversar com alguém a respeito e compartilhei um dos relatos com a minha mãe. Assim como eu, ela começou a refletir sobre a veracidade da história. Parece impossível analisar e pensar que mulheres são capazes de executar crimes à sangue frio; sem sentir nenhum remorso por isso. São mulheres cruéis, perversas que deixaram vários psicopatas no chinelo.

Tanto que iniciamos a leitura com Tori Telfer abordando o termo “assassinos em série“, pois sempre que o escutamos, projetamos automaticamente a imagem de um homem. É claro, que as a histórias que repercutiram na mídia, foram de homens psicopatas/ sociopatas com distúrbios de caráter.Mas dificilmente associamos esse termo às mulheres; é como se nós fossemos incapazes de torturar e matar de forma tão impiedosa.

ASSASSINAS EM SÉRIE

Retratar essas mulheres, que viveram há muitos anos atrás, fez com que a experiência se tornasse única. Visto que vamos conhecer não só a trajetória de cada uma delas, como também os contextos históricos e sociais da época em que viveram.

Os detalhes da edição fizeram com que a leitura se tornasse mais “leve”, mas ainda assim precisei ler aos poucos. Há cenas angustiantes e teve momentos em que me peguei sentindo empatia pelas assassinas. É claro que não concordo com as suas ações, porém conhecer suas motivações e entender como os crimes foram cometidos, facilita a afinidade.

Em Lady Killers, Tori Telfer também discutiu a forma com que as assassinas eram vinculadas aos crimes. Elas se tornaram piadas ou foram sexualizadas pela mídia, já que suas ações não foram levadas a sério – ao menos da forma que deveriam. Foi para fugir dos esteriótipos, que essa edição traz uma verdadeira análise psicológica de cada uma delas. Há várias assassinas que usaram a beleza ao seu favor, no entanto, muitos crimes foram cometidos por se sentirem oprimidas (tanto pelos padrões da sociedade como pelos próprios homens).

Sem dúvidas é um livro que vale a pena ter na estante!