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Olá galera do Pausa Para Nerdices, essa semana estreia a mais nova versão cinematográfica de Assassinato no Expresso do Oriente, um clássico do romance policial escrito por Agatha Christie e publicado pela primeira vez em 1934.

A história já virou filme nos idos de 1974, e hoje temos a chance de desfrutar de um novo longa que tive a oportunidade de conferir em pré-estreia. Assassinato no Expresso do Oriente conta um dos casos do detetive Hercule Poirot, que em meio a uma viagem se depara com um misterioso assassinato em um trem, cujo todos os passageiros e funcionários tornam-se suspeitos, presos no meio do caminho devido uma avalanche, Poirot terá pouco tempo para desvendar o caso antes que a viagem prossiga e o assassino fuja impune. E olha, devo dizer que o longa me agradou bastante em diversos aspectos, os quais agora falarei um pouco para vocês.

Primeiramente, para quem não chegou a ler a obra ou ver o filme antigo, não se preocupe, pode ir assistir tranquilamente que você sentirá vontade de conhece-los depois. Com a tecnologia que temos nas gravações o filme ficou ainda mais belo em suas ambientações e te leva direto para a década de 30 em meio às paisagens deslumbrantes do Oriente. Além disso, devo dizer que a forma como a cenas e os fatos são apresentadas valoriza e muito o suspense que a história carrega. Takes em close, takes vistos por cima e takes longos sem cortes foram muito bem trabalhados.

Com isso fica fácil se prender ao filme e você nem sente as quase duas horas de sessão; não trava e nem cansa quem estiver assistindo. Para quem já conhece a história, será inevitável não fazer comparações, mas a fidelidade permanece, apesar de que talvez possa estranhar a forma como algumas personagens foram construídas aqui.

Kenneth Branagh como o detetive Hercule Poirot transmite a fidelidade de um dos maiores detetives do mundo, apesar de considerar a versão de 1974 um pouco mais próxima do que imagino pelos livros. Michelle Pfeifer também se saiu muito bem em seu papel. E ver Daisy Ridley por aqui como uma jovem forte independente dos anos 30 também foi muito bom.

É preciso ficar atento e acompanhar os diálogos para tentar desvendar o assassinato, uma vez que isso sem dúvida é a melhor parte do filme e de fato, assim como na história original, só acaba sendo revelado nas partes finais, não sem antes surpreender novamente.

O “novo” Assassinato no Expresso do Oriente me fez sair do cinema com um ar de satisfação, um daqueles filmes que te faz comtemplar as cenas e diálogos e depois pensar a respeito, que traz os mesmos temas sociais de debates implícitos na obra original e que hoje são discutidos todos os dias nas redes sociais.

Recomendo que assistam pois certamente sairão satisfeitos, eu pelo menos já fiquei com gostinho de quero mais dos livros de Christie nas telonas. Quem sabe?!

O filme estreia em 30 de Novembro.