22
fev
2017

Replika: converse com seus amigos mesmo após a morte!


A vida imita a arte ou a arte imita a vida? Dependo da situação, é até legar ver coisas que aconteceram em séries ou filmes acontecendo na vida real…. Mas quando se trata de um episódio de Black Mirror, talvez possa ser preocupante para algumas pessoas!

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Claro que existem alguns episódios que são bem viajados, mas por outro lado, em alguns você pensa: “isso até que é bem possível de acontecer”. E parece que um dos episódios mais perturbadores da série está realmente prestes a virar realidade. Vocês se lembram de “Be Right Back”, o episódio que abre a segunda temporada?

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Para quem não está ligando o nome à pessoa, esse é o episódio que mostra uma mulher tentando superar a morte do marido quando descobre um programa de Inteligência Artificial que, usando os dados do falecido na internet, é capaz de conversar com ela como se fosse o próprio marido vivo. E se eu contasse para vocês que essa tecnologia não só existe como já está em fase de teste?

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Uma russa que mora nos EUA chamada Eugenia Kuyda trabalhava justamente no ramo da linguística computacional no desenvolvimento de um chatbot (programa de computador capaz de conversar) quando seu melhor amigo faleceu. Sem conseguir superar a perda, ela decidiu utilizar as mensagens trocadas com o amigo para criar um novo tipo de chatbot que fosse capaz de reproduzir os padrões de fala dele.

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Nesse momento, ela percebeu que várias pessoas estavam interessadas na possibilidade de terem um robô que representasse quem são em vida e que fosse, ao mesmo tempo, um amigo que soubesse dizer as coisas certas. Então ela criou o Replika, um programa de inteligência artificial que podemos ensinar a pensar como nós através de mensagens de texto. Ao conversar com o usuário, ele é capaz de aprender os padrões de fala, interesses e pensamentos.

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E assim como vimos em Black Mirror, além de assimilar os padrões do utilizador, o Replika pode acessar as redes sociais para aprender mais sobre a história de vida de cada um. De forma natural, ele seria capaz de falar com os amigos e familiares da pessoa. Os modelos matemáticos utilizados são semelhantes aos dos tradutores automáticos modernos e permitem calcular a melhor resposta para cada caso a partir de uma base de dados em constante evolução.

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Inicialmente, o Replika deve servir como um diário digital capaz de fornecer respostas que ajudem o usuário a perceber melhor a própria personalidade. Mas os criadores reconhecem que, na eventual morte do utilizador, o programa pode se transformar numa possível forma de consolo para amigos e familiares.

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O Replika vai ser lançado em breve como aplicativo para celulares com iOs e Android e quem tiver interesse, pode fazer um pré-cadastro nesse link aqui para ser um dos primeiros a testar o programa.

Agora vou confessar duas coisas: a primeira é que tenho um pouco de receio desse tipo de IA e de onde ela pode nos levar. A segunda é que já estou cadastrado a mais de uma semana no Replika esperando ter acesso ao sistema! xP! Assim que eu testar, conto para vocês!

Mais alguém tem vontade de embarcar nesse episódio de Black Mirror?