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Por Rafael Borges

Durante as (merecidas) férias do Sr. Leandro Lanzillotta, eu e o Felipe Takeo fomos conferir a exibição de Batman: A Piada Mortal nos cinemas. A animação seria lançada diretamente para DVD, mas a Warner resolveu aproveitar a comoção que o Homem-Morcego sempre causa, realizando exibições na tela grande em algumas salas selecionadas – e disputadas!

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Pra começo de conversa, preciso deixar uma coisa clara: tudo o que envolve o Batman é um assunto da maior importância pra mim. Então, quando Bruce Timm, produtor do aclamado desenho do Homem-Morcego nos anos 90, anuncia que vai adaptar em formato de animação a Piada Mortal, não tem como não existir grande expectativa.

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Lançada em 1988, a Piada Mortal é a história que mostra o Coringa tentando provar que apenas um dia ruim pode ser o bastante para levar uma pessoa normal à loucura. O roteirista Alan Moore e o desenhista Brian Bolland – ambos britânicos e extremamente detalhistas em seus respectivos ofícios – apresentam uma história brutal, descrevendo a insanidade do Coringa e a forma distorcida com que ele vê o mundo e a si mesmo.

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Se você conhece a HQ e espera vê-la transposta cena por cena para a tela, você vai ter exatamente o que espera. Mas isso não quer dizer que a animação seja 100% fiel à graphic novel. Como a história original tem apenas 60 páginas, o renomado roteirista de quadrinhos Brian Azarello foi convocado para criar material adicional, completando o longa metragem.

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A escolha para esse material faz todo o sentido com a história original, pois apresenta aquela que seria a última missão de Bárbara Gordon antes de abandonar o manto da Batgirl. A ideia era dar mais densidade à personagem antes dos eventos traumáticos pelos quais ela passa na Piada Mortal – não vamos entrar em spoilers. Se você leu a HQ, já sabe exatamente do que estamos falando, não é?

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O problema é que Azarello pesa a mão ao tentar reproduzir o estilo provocador de Alan Moore. A animação cruza uma linha que jamais havia sido cruzada, passando a sensação de que os autores não captaram corretamente a dinâmica da parceria entre Batgirl e o Batman. Nós também não vamos entregar todos os detalhes aqui. Se você está curioso pra saber, a internet já está repleta de spoilers sobre essa cena em particular.

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A sensação de assistir a um desenho animado como este no cinema é incrível. Apesar disso, o estúdio coreano responsável pela animação peca pela falta de uniformidade. Enquanto algumas cenas são belamente ilustradas, outras deixam claro que o orçamento foi mais dirigido para trazer de volta o eterno Luke Skywalker Mark Hammil, que cede a voz para o Coringa.

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Resumindo, Batman: A Piada Mortal causa nas telas a mesmíssima estranheza e choque que causava nas páginas das histórias em quadrinhos anos atrás. Pode não ser a melhor adaptação animada da DC (Ano Um e Cavaleiro das Trevas são bem superiores em minha opinião), mas se você é fã do Coringa e do Homem-Morcego, mais do que vale a pena conferir!

Alguém ai já conferiu A Piada Mortal? O que achou?

Conheça o outro trampo do Rafa além de Colunista do PPN:

Site: www.ozzycover.com.br