Escolhidos para você

Quando eu estava na quinta série, o colégio que eu estudava realizava uma “Feira do Livro” em sala de aula. Cada aluno era incumbido de comprar um livro que a escola indicava e num certo dia do mês, todos levavam as obras e as colocavam apoiadas na lousa.

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Então, em ordem aleatória, a professora chamava aluno por aluno e lá íamos nós escolher alguma das opções disponíveis. Não valia nota, não tinha que fazer resenha, não tinha que entregar trabalho. Sua única obrigação era levar o livro que você havia escolhido da ultima vez e pegar um novo. Se você lesse, ótimo. Se não lesse, azar o seu.

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Desde cedo tive o gosto pela leitura, pois meus pais sempre leram muito. Minha mãe até esses tempos atrás, ainda era sócia de uma biblioteca (até ela descobrir minhas edições de Game of Thrones… Ela já leu mais que eu!).

Sempre achei que não importava o titulo e tema: se a história é legal e te motiva a continuar, o livro está cumprindo seu papel. Autoajuda? Religioso? Aventura, ação? Romance bobo? Histórico? Ficção científica (ou não)? Já li tudo isso e mais um pouco. Amei uns, outros comecei e não consegui terminar. Não me obrigo, não é porque todo mundo fala bem de algo que eu tenho que gostar também. E não é porque amo um autor, que tenho que gostar de todos os livros dele (Anne Rice, me perdoa! Você sabe que eu te amo, mas Vampiro Armand é chato DEMAIS!).

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Daquela saudosa época da feira do livro, dois títulos vão morar para sempre na minha memória e no meu coração: “Amor & Cuba-Libre” e “A Droga da Obediência”. O primeiro era minha incumbência na lista. O segundo peguei na lousa porque sempre achei mesmo que obedecer era uma droga (sabia de nada, inocente! Interpretei o título errado e mesmo assim não me decepcionei).

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“Amor & Cuba-Libre” conta a história de Sérgio, um adolescente na década de 60. Entre Cubas-Libres, brigas, zoeiras na escola e a disputa entre dois amores, Álvaro Cardoso Gomes me fez pela primeira vez na vida adentrar uma história. Eu sofria por não ter nascido nessa época e conseguia me imaginar diversas vezes no papel do mocinho. Esse livro que tenho até hoje (e que um dia a Punky irá ler) tem cheiro de lembranças. Uma nostalgia de uma época da qual nunca fiz parte….

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“A Droga da Obediência” veio a ser o inicio da minha primeira coleção de livros. Porque essa foi a primeira saga que eu acompanhei: a história dos Karas. Era simples: uma letra K pintada na palma da mão e a reunião estava convocada. Os estudantes super inteligentes Miguel, Calú, Crânio, Chumbinho e Magrí se reuniam para agir como detetives e ajudar a policia em casos complicados. Ao todo, foram cinco edições:

  • Droga da Obediência
  • Pântano de Sangue
  • Anjo da Morte
  • A Droga do Amor
  • Droga de Americana

Esses, infelizmente, emprestei para alguém que emprestou para outro alguém e nunca mais tive notícias deles…

Graças a essa iniciativa de escola, hoje tenho mais de 100 livros e não me canso de compra-los. Internet é legal, hoje você baixa e lê livro no pc, em tablets e etc… Mas para mim, nada como ter um livro de papel (com aquele cheiro de livro, sabe?) nas mãos e ler até ele ficar pesado demais para segurar ou os olhos cansados demais para continuarem abertos…. xD

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Mas graças à internet, hoje estou um pouco mais pobre e ao mesmo tempo mais feliz! Recomprei a coleção da Droga da Obediência (minha capa antiga era mais bonita… xP) e vou relê-los assim que possível. Com certeza, indico esses títulos ao publico infantojuvenil/juvenil que goste de leituras fáceis e viciantes. E aos adultos saudosos como eu.

Agora me contem: quais os livros que marcaram a sua vida?

  1. Elys 17/04/2014

    SIM! Eu li todos aqueles do Pedro Bandeira e ele era meu autor preferido quando novinha! hahaha muito bom lembrar dessa época!

  2. mariana 17/04/2014

    A série toda dos Karas me marcou muito. Me envolvia com a história e com os personagens. Muita saudade. Queria que não tivessem fim.

  3. Murilo G. 17/04/2014

    Muito bom…legal a matéria.

  4. Ana Luisa 18/04/2014

    Nossa foram muitos. Meus ais e minhs professora de portugues foram meus grandes incentivadores. Li A droga da obediencia na biblioteca da esvola e tbm adorei. Os que mais marcaram minha infancia foram: Meu pe de laranja lima, O menini do dedo verde, Polianna, Tiro no escuro, As aventuras de buscape, A droga da obediencia, etc…

  5. Leandro "Conde" Lanzillotta respondeu Elys 22/04/2014

    O meu também! Vi algo nesses dias que me lembrou dessa época e fui obrigado a compartilhar esse sentimento! xD

  6. Leandro "Conde" Lanzillotta respondeu mariana 22/04/2014

    É, Mariana… Imagina a minha felicidade qnd descobri que “A Droga da Obediencia” tinha continuação? Foi o paraíso! rs

  7. Leandro "Conde" Lanzillotta respondeu Murilo G. 22/04/2014

    Você também lia os Karas, Murilo?

  8. Leandro "Conde" Lanzillotta respondeu Ana Luisa 22/04/2014

    Teve outro que eu não citei na matéria q eu amava chamado “Garra de Campeão”. Eu fui procurar o amor & Cuba Libre pra tirar foto e achei vários q eu gostava e não lembrava! rs! Era muito boa essa época, né Ana?

  9. Lorena 24/04/2014

    Caramba eu sou da mesma onda que voce. Não tem nada como pegar um livro nas mãos e ler. Não chego a ter tantos volumes quanto voce, mas nao desfaço de nenhum deles. E se um dia eu tiver filhos gostaria que eles tivessem o mesmo gosto que tenho. Sou a única da minha casa que devoro livros.
    Estou lendo agora a coleção da Torre Negra do S. King. Nunca tinha lido uma obra dele e confesso que estou adorando. Mas são 7 livros, ou seja, se prepare para uma grande história rsrsrsrs
    Mas super indico a série. Estou no quarto livro completamente apaixonada pelo desenvolvimento da trama.

    Abraços ^^

  10. Leandro "Conde" Lanzillotta respondeu Lorena 27/04/2014

    Lorena, leitura é um costume q passa de pais pra filhos!
    Os filhos começam a ler ao verem os pais lendo! auauhahauah
    Obrigado pela indicação, eu vou procurar essa série. Quem sabe não entra na minha lista?? auauahuahuahhau
    Abraços!

  11. Ruth 06/05/2014

    Oi Leandro, eu adoro o blog da Bruna e sempre visito o seu blog, quando eu estava na quinta serie eu li esse livro a droga da obediência, quando eu vi o titulo do post eu lembrei na hora, eu lembro vagamente a historia, mas com certeza eu vou ler novamente!

    Abraço

  12. Leandro "Conde" Lanzillotta respondeu Ruth 07/05/2014

    Vale a pena, Ruth!
    Com certeza vamos perceber coisas que na época passaram batidas!
    To doido pra reler tb! xD
    Obrigado pela visita e carinho!

  13. Camile 15/05/2014

    Oi Leandro, super me identifiquei com o post! Sou viciada em livros e literatura (não por acaso me formei em Letras) e li os Karas por volta dos 11 anos…eu amava. Só não concordo com o fato de você dizer que “O Vampiro Armand” é chato…é um dos meus livros preferidos de Anne Rice…chato mesmo é “Vittorio, O Vampiro”! Já leu?
    Beijos

  14. Leandro "Conde" Lanzillotta respondeu Camile 15/05/2014

    Oi Camile!
    Acho que quem não leu os Karas não teva uma infância completa! auhauhauh
    Então, eu tenho praticamente todos os livros da Anne Rice que tratam de vampiros. Li Vittorio e Pandora em 3 dias… rs
    Talvez por serem pequenos, a leitura fluiu bem… Mas em Armand eu simplesmente empaquei. Não lembro de nenhum outro livro q eu tenha começado a ler e desistido…. 🙁
    Talvez eu não tenha chegado na parte onde ele engrena e te prende até o final… Mas depois desse depoimento, acho q serei obrigado a pegá-lo de novo e tentar novamente, né? rs
    Beijos e obrigado pela visita!